Assuntos como esses em discurso na ONU é coisa de gente fora dos eixos. Mas sabemos muito bem qual é o jogo. A ONU foi apenas mais um palanque para falar com o eleitorado brasileiro. Com certeza vai sair no programa eleitoral do PT e na imprensa brasileira não fica muito claro que é um despropósito. É claro que tem o vexame internacional, mas a vergonha é compensada pelo ganho eleitoral. Já imaginaram os representantes dos outros países ouvindo Dilma falar de si mesma na abertura dos trabalhos? Pois é, o país paga esse pato. E ainda existe a possibilidade dessa figura lamentável ser reeleita presidente.
Porém, não é só pela vergonha que a fala de Dilma marca o nosso país internacionalmente. A presidente voltou ao argumento de que é preciso negociar com o grupo extremista Estado Islâmico, que já ocupa militarmente uma grande parcela de território na Síria e no Iraque. Em entrevista ontem ela já havia lamentado o ataque aéreo feito pelos Estados Unidos, quando defendeu o "diálogo" com os terroristas. Como sempre, o PT traz a piada pronta, desta vez internacional. Seria interessante ver uma comissão de petistas, com Dilma à frente, batendo um papinho com aquele terrorista que aparece em vídeos cortando a garganta de jornalistas. Uma pedida boa seria lançar os pacifistas petistas de paraquedas sobre o território ocupado pelas tropas terroristas.
Mas tirando a piada pronta, com essa conversa boboca o Brasil vai ficando isolado em relação a um assunto que tende a se complicar cada vez mais no mundo. O extremismo islâmico não é representado apenas pelo Estado Islâmico. Existem várias correntes terroristas espalhadas pelo mundo, como penetração inclusive na tríplice fronteira, no sul do Brasil. Com esse tipo de fala petista o nosso país se vê representado numa posição irresponsável e até boboca. Não é de hoje que o governo do PT se posiciona de forma ingênua frente ao terrorismo internacional. Falando hoje na ONU, o presidente americano Barack Obama deu o tom certo ao assunto. Ele disse que “a única língua que assassinos entendem é a força”. É difícil entender algo tão simples? Não para quem tem dignidade e bom senso. Mas se o partido for do tipo que sempre teve boas relações e uma compreensão até fraterna com ditaduras sanguinárias, então só vai entender também à força. Mas aí todos nós brasileiros estaremos estrepados.
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POR José Pires
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