
O que o "mundo bolivariano" tem a oferecer ao Brasil além de um chapéu na mão pedindo um adjutório? O venezuelano Nicolás Maduro até baixou na festa da posse de Dilma para pedir uma mãozinha. Qualquer coisa serve, até papel higiênico. E o Morales também não tem nada pra oferecer. E mesmo que tivesse alguma coisa, o negócio dele não é dar uma mãozinha e sim levar na mão grande. Vide o pedação da Petrobras que ele pegou pra ele.
É patética a situação dos entusiastas do "projeto bolivariano", todos numa pindaíba danada, sem nunca ter desenvolvido nada de diferente em cada país envolvido nesta ilusão que parece realismo mágico da literatura latino-americana, mas com o agravante de não render Premio Nobel em área alguma. O único resultado prático é a encrenca descomunal de cada um, o que não deixa de ser uma unidade política e econômica deste bravo bloco de estadistas. Mas não era bem isso que os povos oprimidos esperavam.
Davos, por sinal, faz lembrar de um outro logro dessa cambada, o tal do Fórum Social Mundial. Era um encontro realizado em contraposição ao de Davos, até pelo gosto habitual do confronto. Aquilo parecia um pré-projeto do bolivarianismo que veio depois. E o que foi que deu aquele esquisito acampamento de bichos-grilos embalado pelo slogan "um outro mundo é possível"? Pois é, fizeram vários fóruns, sempre numa exaltação que parecia que ia fazer o planeta virar de cabeça pra baixo e não se viu resultado algum. Não tenho simpatia pela turma de bacanas reunidas em Davos, mas cadê a alternativa, companheiros? Alguém sabe de um projeto viável que tenha saído daquela joça para a passagem para "o outro mundo possível"?
As ilusões desta esquerda abilolada acabaram em birra. Depois da desmoralização total dos punhos levantados por corruptos condenados na porta da cadeia, agora batem o pezinho. A única contraposição à pauta de Davos é marcar presença na posse do companheiro Morales. É disso que o nosso Brasil dispõe nesses tempos pra lá de duros. E ainda temos que torcer para que a nossa grande líder não erre de novo na escolha do vestido.
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POR José Pires
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