
É interessante que os diálogos telefônicos em que o ex-presidente Lula revela-se por completo tenham tido o efeito de fechar a compreensão do caráter nefasto da sua liderança sobre o Brasil. Naquelas falas banais e grosseiras ficou claro quem é o Lula, apesar de tudo que já se sabia dele, com as montanhas de evidências de sua personalidade desleal e criminosa e também das provas colhidas por investigações policiais sobre suas ilegalidades. E aí vale outro jargão, aquele que diz que o homem morre pela boca, o que é muito sábio, já que pode mesmo acontecer de transparecer na fala o que guardamos na consciência, em certos casos como um segredo pessoal. A fala pode também revelar o que somos de fato, longe da aparência enganosa das formalidades ou do marketing. Foi o que ocorreu com o Lula. Aquele homem bom e preocupado com os mais pobres era só a embalagem de propaganda do mito fraudulento. Na verdade ele é a figura grosseira que nos áudios liberados pela Justiça demonstra de forma explícita que não guarda sequer o respeito institucional aos cargos da República ou mesmo das instituições privadas. Não tem nem respeito pessoal para com o próximo, que desqualifica o tempo todo com palavrões.
Todo mundo sabe que o caráter nefasto desses 13 anos do PT no poder pesou muito no âmbito das relações entre as pessoas, sendo o inferno cotidiano criado por eles nas redes sociais o exemplo mais prático da dificuldade de estabelecermos no país um mínimo equilíbrio na convivência e no debate dos problemas brasileiros. É o que eu disse acima, sobre um mau exemplo afetando de forma negativa a qualidade das relações sociais. Uma exemplo dessa influência negativa pudemos ver na bancada que defende o governo no Senado, formada por políticos agressivos, sem conteúdo e desinteressados em qualquer esclarecimento sobre os graves problemas que enfrentamos. Não são razoáveis nem nas questões práticas no andamento dos trabalhos. Parece doença. Nota-se em suas faces um estranho prazer na agressão gratuita aos convidados da Comissão do Impeachment, quando desferem todo tipo de insulto, colocando em dúvida até a capacitação profissional dos que comparecem com toda boa vontade para colaborar com os trabalhos, em reuniões que se alongam em mais de 9 horas de exaustivos questionamentos. Os petistas fazem o mesmo com os próprios colegas, passando por cima até do respeito nas relações interpessoais, que é uma base essencial do Poder Legislativo. Imaginem se todos os brasileiros se comportassem como eles. Estaríamos em guerra civil. A bancada de senadores do governo é a cara do Lula dos bastidores, o verdadeiro Lula que tinha encoberta sua impressionante grosseria até os brasileiros finalmente saberem de fato como ele é. Eu bem disse que o exemplo vem de cima.
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POR José Pires
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