
Lula e o PT é que desejam fazer desse dia uma data sensacional, daí o tremendo esforço, no qual eles vêm contando com a ajuda de boa parte da imprensa, seja por desatenção aos riscos ou pela concordância de jornalistas parciais. Os xiliques e bravatas de Lula recebem cobertura imediata, com grande excitação. A revista Veja até deu capa nesta semana em estilo de cartaz anunciando luta com marmelada. Só faltou chamar Lula e Moro de “reis do ringue”.
Na fala desta segunda-feira, em que reiterou o pedido para evitar as provocativas manifestações anunciadas em tom de ameaça pelas lideranças sindicalistas e políticas em torno de Lula, Moro falou também de uma causa importante do crescimento da corrupção: a falta de rigor. Tem a ver com essa falta de rigor, já bastante antiga, como o sem vergonha do Lula. Moro apontou novamente o “caráter serial” dos crimes investigados pela Lava Jato. E ele tem toda a razão. Estamos lidando com “serial killers” do dinheiro público. E neste caso, disse ele também com toda a razão, a prática não pode ser debelada “se não se age com vigor”.
O esquema de proteção ao Lula pretende fazer em Curitiba aquele furdunço costumeiro da esquerda. É bobagem a conversa deles de que levarão multidões à capital paranaense. Uma coisa é o chamariz de algum protesto em defesa de direitos dos trabalhadores. Outra bem diferente é pedir um abraço no Lula. Mas o que eles pretendem não carece de muito público. Basta a militância profissional. Técnicas antigas permitem fazer bagunças bastante chamativas com pouca gente.
Fazer alarde e conquistar manchetes com alguns gatos pingados é lição muito bem marcada na cartilha de uma das organizações políticas do ato em Curitiba, o MST ou “exército do Stédile”, conforme entregou Lula, num de seus lapsos. Umas poucas barracas de lona bastam para eles darem a impressão de uma força que, de fato, nada tem de relativa com seu devido peso político. Esse tipo de ilusão também é sopa para os sindicalistas profissionais que estarão lá. Ainda mais agora, com a CUT desesperada com o risco do fim da mamata da contribuição sindical obrigatória.
Não devem faltar também bloqueios de estradas e os pneus em chamas que tomaram o lugar do já esquecido “Lulinha paz e amor”. O clima de conflagração pode servir como pauta para jornalistas estrangeiros. O objetivo é criar não só internamente uma imagem intimidadora da força da esquerda, como também criar internacionalmente a crença de que o povo brasileiro está ao lado de Lula.
É uma estratégia de canalhas irresponsáveis, que não respeitam nem a integridade física da população. Para esse tipo de político até conflitos de rua viriam bem. E não é de se duvidar que para isso já existam táticas combinadas. Daí a oportuna intervenção do juiz Sergio Moro, acalmando os ânimos para que ninguém, de boa fé, ofereça ingenuamente pretexto que contribua com o lamentável plano de incendiar toda uma cidade para favorecer um autocrata metido no maior esquema de corrupção que já houve em nosso país, o pior “serial killer” do dinheiro público que já apareceu na política brasileira.
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POR José Pires
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