Começa hoje a investigação da Polícia Federal nos documentos apresentados pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL) em sua defesa no Conselho de Ética do Senado. O prazo para a conclusão é de 20 dias, mas pode ser estendido.
O presidente do Senado precisa justificar que tem renda suficiente para os pagamentos de pensão e outros gastos que teve com a jornalista Mônica Carvalho. Em análise feita antes do recesso parlamentar, a polícia já havia detectado 20 indícios de irregularidades nesses documentos. Antes, uma reportagem da Rede Globo comprovou que os supostos compradores de bois do senador não tinham condições financeiras para fazer os negócios alegados por Calheiros em sua defesa.
Agora, antes dessa segunda perícia da PF, técnicos do Conselho de Ética informaram ter comprovado que não existem pelo menos duas das empresas apresentadas pelo senador como compradoras. Segundo informa o “Blog do Noblat” Os técnicos, que retornaram hoje de Alagoas, disseram que as empresas GF da Silva Costa e Carnal Carnes não existem. Essas duas constavam da reportagem feita pela Globo e que primeiro desmascarou a farsa armada por Calheiros.
As histórias contadas pelo senador são todas suspeitas. No início da crise ele dissera ter vendido bois ao frigorífico alagoano Mafrial. Depois, apresentou recibos, entre os quais não consta nenhum do Mafrial.
Em entrevista ao jornalista Josias de Souza, do “Blog do Josias”, um dos integrantes do Conselho, o deputado Renato Casagrande (PSB-ES), disse que eles vão esperar a conclusão da perícia feita pela PF. “Se ela for conclusiva, dizendo que o Renan tem responsabilidade ou que não tem, já resolveu o nosso caso”, disse ele. Se a perícia não for conclusiva, Casagrande afirmou que o Conselho de Ética deve abrir outras linhas investigativas.
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POR José Pires
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quarta-feira, 25 de julho de 2007
Polícia Federal inicia a busca pelos bois de Renan Calheiros
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José Pires
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10:04
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Marcadores: Bois, Calheiros, Ética, Polícia Federal
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