Parece piada, mas é verdade. A Comissão de ética Pública, vinculada à Presidência da República deve divulgar hoje sua avaliação sobre os gestos obscenos feitos por Marco Aurélio Garcia, assessor especial do presidente Lula. Segundo vários jornais, a comissão vai sugerir que Garcia não aja mais de modo grosseiro publicamente.
Ou seja, a comissão reuniu-se e chegou à conclusão que o assessor especial do presidente da República deve ter um comportamento bem educado em público. Garcia é uma das pessoas mais influentes do governo – o assessor é também amigo do presidente Lula e um dos últimos assessores com ligação histórica com Lula, que teve seu círculo político e pessoal mais próximo desmontado gradativamente pelos escândalos políticos que cercam o governo.
Há cerca de duas semanas, Garcia foi flagrado pela TV Globo através de um dos janelões do Palácio do Planalto fazendo um gesto obsceno enquanto assistia uma matéria do Jornal sobre o acidente no Aeroporto de Congonhas.
Aparententemente Garcia comemorava a provável suspeita de o Airbus-A320 da TAM ter apresentado um defeito mecânico antes do acidente que matou 199 pessoas.
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POR José Pires
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Assessor de Lula receberá pito de Comissão de Ética
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José Pires
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Agora vai
Não deixa de ser um avanço. Já avançando para a metade do segundo mandato, o governo Lula fica avisado de que autoridades não devem ter um comportamento grosseiro. Pelo menos em público.
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POR José Pires
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segunda-feira, 23 de julho de 2007
O vazio que choca os nossos corações
O Movimento Mãos Limpas Pelo Brasil acredita que o Brasil vive um colapso ético. O avanço da corrupção acabou por provocar uma falência moral que põe em risco a vida brasileira em todos os sentidos. Sofrem os seus efeitos deletérios o nosso sistema de saúde, a educação, a cultura, a nossa economia e a segurança dos cidadãos – sendo que neste último caso já vivemos uma realidade em que a coação física, com roubos, assaltos e mortes, infelizmente já começa a ser algo visto como normalidade.
A corrupção desmonta as engrenagens produtivas da Nação, afetando às famílias e dificultando tanto a vida do empresário quanto a do trabalhador. E esta desmoralização ética começa também a colocar em risco relações institucionais básicas, sem as quais é difícil manter um país estabilizado; hoje vemos muito desgastado o vínculo entre a população e as nossas lideranças. O cidadão sente cada vez mais longe de suas obrigações o judiciário, o legislativo e o executivo.
Recentes acontecimentos, porém, mostram que a situação se agrava, revelando que o colapso ético começa a criar também um vazio de liderança, afastando a população do Governo Federal e também dos demais representantes públicos. O colapso aparentemente se instala também entre as autoridades com a obrigação de mobilizar e administrar os anseios e necessidades do país.
Entre as várias manifestações deste vazio de liderança, destacamos a tragédia do avião da TAM, em São Paulo, onde morreram 205 pessoas. Este fato serve como exemplo não apenas por ser o mais recente, mas também pelo que envolve em gravidade e comoção, com as qualidades especiais advindas de uma situação em que é maior a necessidade de apoio técnico e moral às vítimas e à população que vive com temor e emoção tal drama.
Em qualquer outro país em que tivesse ocorrido tragédia de tal magnitude, teríamos de imediato a presença no local de praticamente todas as autoridades deste lugar hipotético. Não faltaria ali a presença do presidente da República, amparando os familiares, explicando causas e conseqüências e até mesmo chamando à responsabilidade seu próprio governo. Os cidadãos teriam ali também a presença de autoridades do Legislativo, tendo à frente seus presidentes. O do Senado certamente não faltaria com a sua obrigação.
Mas, no entanto, sente-se sempre a ausência das autoridades brasileiras quando a situação exige pronta resposta com responsabilidade, atenção e compromisso. O presidente da República teme que haja vaias onde existe apenas dor e desesperança. Outro que foge do povo é o presidente do Senado, autoridade da maior importância – quarto na linha sucessória, o senador Calheiros assumiu interinamente por duas vezes a Presidência da República em 2006.
O presidente do Senado Renan Calheiros sumiu de cena um dia depois da tragédia, após o recesso do Congresso Nacional que começou no dia 18 de julho. Os jornais ainda informam que a decisão do sumiço do presidente do Senado foi tomada em reunião no Palácio do Planalto e partiu de um conselho do presidente Lula. Vivemos a situação triste de um País em que os nossos representantes temem ser vistos em público
Outros sinais deste vazio de liderança, vieram também do Planalto, do janelão do Palácio, onde a TV Globo filmou dois assessores presidenciais fazendo gestos de conteúdo imoral e ofensivo enquanto assistiam na televisão uma reportagem sobre a tragédia do aeroporto de Congonhas.
Umas das pessoas que gesticula de modo ofensivo é o assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, que também é amigo do presidente Lula. Garcia é um dos últimos assessores com ligação histórica com Lula, que teve seu círculo político e pessoal mais próximo desmontado gradativamente pelos escândalos políticos que cercam o governo.
Garcia foi mantido no cargo, uma sinalização de apoio presidencial. Com isso os gestos flagrados pela janela do Palácio do Planalto adquirem um peso ainda maior. Mostram que vivemos um vazio de liderança. E revelam também um governo emaranhado em estranhas e supostas teorias conspiratórias e distanciado de seus deveres em relação ao País; um governo formado por pessoas que parecem desconhecer que certas situações exigem reações acima de ideologias, crenças ou partidos, mesmo porque envolvem obrigações de respeito à cidadania e até mesmo aos direitos básicos do ser humano.
Prepare antes o estômago e depois veja as cenas com o assessor de Lula no endereço http://br.youtube.com/watch?v=dai2DYOiu9U
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POR José Pires
