Quem apoia o governo de Dilma Rousseff por dinheiro e poder está sendo mais honesto politicamente do que aqueles que fazem isso usando essa conversa fiada de "defesa da democracia". Os que levam grana e recebem benefícios políticos pelo menos agem obedecendo a uma lógica e se arriscam com isso, o que não dá para dizer sobre quem se apoia em discursos pretensamente éticos, falando em coisas como “defesa da democracia”. Tem muita gente se fazendo de besta com esta conversa, masno fundo sabe muito bem que se um negócio desses der certo o resultado posterior será o de abrir caminho para que maiorais da corrupção escapem de pagar por seus crimes. Um isentão desses que torram nossa paciência na internet tem menos caráter do que o aplicado petista Silvinho Land-rover, que até ser preso pela Lava Jato cumpria lá no ABC paulista com suas obrigações governistas e fazia isso sem fingir que era outra coisa.segunda-feira, 4 de abril de 2016
Desonestidade pior que a de ladrões
Quem apoia o governo de Dilma Rousseff por dinheiro e poder está sendo mais honesto politicamente do que aqueles que fazem isso usando essa conversa fiada de "defesa da democracia". Os que levam grana e recebem benefícios políticos pelo menos agem obedecendo a uma lógica e se arriscam com isso, o que não dá para dizer sobre quem se apoia em discursos pretensamente éticos, falando em coisas como “defesa da democracia”. Tem muita gente se fazendo de besta com esta conversa, masno fundo sabe muito bem que se um negócio desses der certo o resultado posterior será o de abrir caminho para que maiorais da corrupção escapem de pagar por seus crimes. Um isentão desses que torram nossa paciência na internet tem menos caráter do que o aplicado petista Silvinho Land-rover, que até ser preso pela Lava Jato cumpria lá no ABC paulista com suas obrigações governistas e fazia isso sem fingir que era outra coisa.
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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
O mosquito e o PT
Os petistas se envolveram tanto em suas encenações políticas e perderam de tal jeito o pé da realidade que não conseguem perceber mais nem o efeito negativo de suas performances. A presidente Dilma Roussef parece estar cercada de palpiteiros que só pensam em propaganda, mas também nisso são de uma incompetência atroz. Não conseguem distinguir entre o marketing e seu efeito político. Então vão fazendo qualquer coisa que aparece. Neste sábado Dilma foi ao Rio de Janeiro fazer uma encenação de combate ao mosquito que transmite o vírus zika. Ora, o engraçado é que não se preocupavam com o mosquito enquanto a dengue estava matando. E as mortes por dengue deram um salto foi com o PT no poder, desde o primeiro mandato de Lula. Ele entrou na presidência da República com apenas quatro vítimas fatais da dengue e daí por diante foi um descontrole terrível no número de mortes. Veja o gráfico. De 1990 e 2015, problemas decorrentes da fengue mataram mais de cinco mil pessoas no Brasil. No ano passado houve um recorde — quase 900 mortes. E o governo petista veio fazendo muito pouco, apesar dos avisos de que era preciso atacar com seriedade o problema. De 2013 até este ano houve um corte de 60% da verba extra repassada às prefeituras para ações de combate ao mosquito Aedes aegypti. E se não fosse o surgimento da nova doença alguém acha que eles estariam dando bola para a proliferação do mosquito?
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quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Vaias ainda atormentam Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua preocupado com o risco das vaias que recebeu na abertura dos Jogos Pan-americanos desencadearem um processo nacional de repúdio à sua figura. Os sinais para isso sua assessoria já percebeu. Cerca de uma semana depois do repúdio no Pan, Lula recebeu vaias no lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em Aracaju (SE).
Na abertura do Pan, na segunda semana de agosto, para fugir das vaias, Lula teve um procedimento inédito: foi a primeira vez que um presidente da República deixou de abrir o evento.
Por temer novas vaias, o presidente não compareceu neste domingo, 29, à cerimônia de encerramento dos Jogos no Maracanã, mas mesmo assim foi alvo de protestos. Quando o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, citou Lula em seu discurso, grande parte do Maracanã começou a vaiá-lo. Aconteceu a mesma coisa quando seu nome foi mencionado pelo presidente da Odepa (organização responsável pela realização do Pan), Mario Vasquez Rama.
Ontem em Cuiabá, em evento fechado ao público, Lula voltou ao tema. Segundo ele, as ameaças de protestos em todo o país não o farão ficar no gabinete em Brasília.
O presidente, aparentemente, já combinou com seus assessores uma tática dispersiva em relação ao perigo das vaias. A técnica é antiga: vai pela desqualificação das críticas.
Em sua fala, em tom de palanque, Lula tentou relacionar seus críticos aos apoiadores do golpe militar de 64 e aos que “levaram Getúlio Vargas ao suicídio”.
Para ele, os que desejam vaiá-lo são os que estão ganhando muito dinheiro no país. Lula lançou um desafio aos que organizam manifestações contra ele: “Estou realizando esta solenidade em lugar fechado porque é um ato institucional. Não estou fazendo comício. Mas se alguns quiserem brincar com a democracia, sabem que ninguém neste país consegue mais gente na rua do que eu”.
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terça-feira, 31 de julho de 2007
Lula lança moda no Rio
O verão ainda está longe, mas a ululante presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na abertura dos Jogos Pan-americanos já lança moda no Rio de Janeiro. Por lá, faz sucesso uma camiseta com os dizeres: “Eu vaiei o Lula no Pan”.
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segunda-feira, 30 de julho de 2007
“Fora Lula” é palavra de ordem em manifestação em SP
Uma manifestação de protesto contra o caos aéreo reuniu 6 mil pessoas ontem em São Paulo. Gritos de “Fora Lula” marcaram o ato realizado também para lembrar as vítimas do acidente no aeroporto de Congonhas no último dia 17, que provocou a morte de 199 pessoas.
O movimento é organizado por pelo menos oito entidades, dentre as quais o Cria Brasil (Cidadão Responsável, Informado e Atuante).
Márcio Neubaer, um dos líderes do Cria Brasil, afirmou que a intenção do movimento é mobilizar a sociedade em defesa de seus direitos.
Falando à “Agência Estado”, Neubaer disse que o ato de ontem terá continuidade nos próximos dias. “Esta é apenas uma centelha, é um começo”, disse.
Alguns grupos de participantes também defenderam o fechamento definitivo e imediato do aeroporto de Congonhas e a criação de um parque no local.
Os manifestantes se encontraram no Parque do Ibirapuera e depois se dirigiram ao aeroporto em passeata, onde foi realizado um ato ecumênico. Os gritos de “Fora Lula” começaram aos poucos e foram aumentando ao longo da caminhada. Durante o percurso tornaram-se uma palavra de ordem dos manifestantes. Ao final dos discursos que eram feitos em um caminhão de som que ia à frente da manifestação, a multidão também gritava “Fora Lula”.
Durante a passeata, um orador anunciado como parente de uma das vítimas do acidente, falou sobre a necessidade de o brasileiro exigir por parte das autoridades, um país “sem corrupção, sem mensalão”.
No chamado “mensalão”, autoridades do governo Lula foram acusadas de subornar parlamentares para terem o domínio político das votações no Congresso Nacional. O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, apresentou denúncia ao Supremo Tribunal Federal contra 40 pessoas envolvidas com o esquema do “mensalão”. O procurador enquandrou a alta cúpula do PT, José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares e Sílvio Pereira como envolvidos no crime de formação de quadrilha. Na época em que foi denunciado o "mensalão", José Dirceu era ministro-chefe da Casa Civil do Governo Lula.
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Lula investe cada vez menos no setor aéreo
O governo Lula vem investindo, a cada ano, menos no setor aéreo do que o governo de Fernando Henrique Cardoso fez nos dois últimos anos de seu mandato. A informação é do jornal “Valor Econômico”, numa matéria muito bem fundamentada do jornalista Arnaldo Galvão.
Em 2005, o governo Lula fez seu maior desembolso nos três principais programas do setor: proteção ao vôo e segurança do tráfego aéreo, desenvolvimento da aviação civil e desenvolvimento da infra-estrutura aeroportuária. O montante foi de R$ 1,050 bilhão. Lula investiu menos que o governo FHC que, considerando valores corrigidos, liberou em 2001 a verba de R$ 1,060 bilhão e, em 2002, R$ 1,169 bilhão.
A matéria ressalta que houve um forte movimento de passageiros nos aeroportos. Em 2005, o aumento foi de 16,17%. O ano anterior já tinha registrado aumento de 16,13%.
Os três principais programas do setor aéreo, citados acima, estão sob a gestão do Comando da Aeronáutica (Ministério da Defesa) e não incluem os investimentos da estatal Infraero.
Para este ano o Orçamento Geral da União prevê R$ 999,8 milhões. O valor é novamente inferior ao que foi gasto em 2002, último ano da gestão FHC.
Segundo o “Valor Econômico”, ao analisar os números do orçamento, o economista e consultor da organização não-governamental Contas Abertas, Gil Castello Branco citou um trecho de um acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU). Em 16 de dezembro de 2006, os ministros daquela corte afirmaram que "o chamado apagão aéreo nada mais é do que uma sucessão de equívocos quanto aos cortes nas propostas orçamentárias elaboradas pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), contingenciamento de recursos para o setor, indolência em relação às necessidades de expansão e modernização do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (Sisceab) e quanto à ineficiente política de alocação de recursos humanos”.
Conforme noticiou o jornal, apesar da recomendação assinada pelo então ministro da Defesa, embaixador José Viegas, o Decea teve seu orçamento rebaixado.
Advertido pelo Decea, o governo Lula respondeu através da Casa Civil, em agosto de 2005, que "a política de contingenciamento de recursos não prevê exceção, sendo esta uma posição definitiva do governo".
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POR José Pires
Ministro de Lula admite falta de comando
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, admitiu que a troca no Ministério da Defesa, de onde saiu Waldir Pires e entrou Nelson Jobim, foi feita em razão de “falta de comando, com desencontro de informações entre os setores que integram a aviação brasileira”.
Bernardo revelou que até ele era chamado nos últimos dias para ajudar no setor. Segundo disse, “faltava coordenação”. O ministro afirmou em entrevista ao jornal “O Globo” que o que ocorria no setor aéreo revelava não apenas falta de coordenação, mas também que ali não se sabia o que fazer.
Paulo Bernardo contou também ao jornal que foi cogitado para assumir a pasta, o que demonstra a falta de coordenação do governo Lula e a falta de quadros para a administração. Bernardo não tem nenhuma experiência no setor.
“Quase virei ministro da Defesa e a solução que foi dada com certeza foi muito melhor”, disse Paulo Bernardo numa involuntária autocrítica.
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domingo, 29 de julho de 2007
Congonhas: sinal vermelho da má gestão pública
Enquanto espera a conclusão das investigações sobre o acidente com o avião da TAM no Aeroporto de Congonhas, no último 17 de julho, onde morreram 195 pessoas, o brasileiro tenta encontrar uma esperança de que a tragédia não se perca em meio ao atropelamento que os desastres provocam um sobre o outro no noticiário brasileiro. Infelizmente, por aqui tem sido assim: sempre temos um novo problema que acaba deixando para trás as dores e a emoção das tragédias do cotidiano brasileiro. E as soluções práticas também ficam adiadas, até o surgimento de um novo drama social.
Não devemos nos esquecer que o acidente em Congonhas aconteceu menos de dez meses após a colisão de um avião da Gol com um jato Legacy, no céu do Mato Grosso. Nesta tragédia, que aconteceu em meio ao maior caos administrativo já ocorrido no setor de aviação no Brasil, morreram 154 pessoas.
Enquanto assessores diretos do presidente Luís Inácio Lula da Silva são flagrados no janelão do Palácio do Planalto comemorando supostas notícias que isentariam o governo de responsabilidade sobre o triste episódio na capital paulista, o noticiário é forte indicativo de que a fonte do problema é a de sempre: má gestão. Mesmo quando fatores casuais e inusitados surgem como determinantes para a ocorrência de problemas com graves conseqüências, na raiz destes acontecimentos está sempre a tremenda falta de eficiência administrativa do Governo Federal.
É errado, para não dizer de má-fé, tentar separar o acidente de Congonhas da bagunça do setor aéreo e de outras áreas da administração pública. É isso que o governo tenta fazer, o que não é de se estranhar quando até mesmo o presidente da República tenta propagar como um feito de seu governo cada ação da Polícia Federal que aponta um novo caso de corrupção na esfera pública.
Puxando o assunto para algo que toca diretamente nas preocupações centrais do Movimento Mãos Limpas Pelo Brasil, recordemos que Lula sempre tenta faturar politicamente sobre as ações de repressão policial contra a corrupção. O que ele esquece, ou tenta evitar que o brasileiro perceba, é que as ações da PF no âmbito da corrupção têm sido executadas mais sobre os efeitos dos graves problemas administrativos de seu governo. Ou seja, de um governo que não age sobre as causas da corrupção.
O governo comemorar a prisão de quadrilhas de corruptos equivaleria ao cidadão comum se alegrar com a ação da polícia depois de ter tido sua casa invadida e roubada. Na verdade, a qualidade de uma política de segurança é revelada exatamente quando há menos crime a reprimir, sinal de que o trabalho preventivo funciona adequadamente.
Essa premissa, que vale para todos os setores, é ainda mais verdadeira no caso da corrupção. E evidentemente tem muito peso também nas questões relativas ao setor aéreo, onde controle e prevenção são quesitos fundamentais que tocam diretamente na integridade psicológica e física das pessoas.
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POR José Pires
O apagão de gestão do governo Lula
A revista “Veja” desta semana publica reportagem de capa na qual garante que uma falha humana está na origem da tragédia de Congonhas. De acordo com a revista, o comandante Kleyber Lima, que pilotava a aeronave no momento do acidente, havia mantido o manete (equipamento que controla a aceleração das turbinas) em posição incorreta na hora do pouso. O manete ficou posicionado para uma situação em que os dois reversores estivessem em pleno funcionamento. A combinação do mau posicionamento com o travamento do reversor teria impedido a aeronave de frear.
Mas “Veja” deixa claro que mesmo com esses dois fatores combinados a tragédia poderia não ter acontecido se a pista de Congonhas tivesse mais segurança. O fato de a pista principal do aeroporto não ter uma área de escape foi determinante para a extensão do acidente. A revista relata dois outros casos de acidentes ocorridos em circunstâncias similares, com o reversor travado e manete mal posicionado. Nesses dois casos, o comprimento maior da pista e a presença de áreas de escape deram aos pilotos um tempo maior para a correção do erro.
Nota-se a falta de ação das autoridades em todos os fatos que cercam o assunto. Em reportagem publicada no final de abril passado – portanto, menos de três meses antes do acidente em Congonhas – a “Folha de S. Paulo” alertava que sete meses depois do acidente com o avião da Gol, ocorrido anteriormente (e até então o maior acidente aéreo da história do país, com 154 mortos), a Aeronáutica ainda não havia posto em prática as medidas de segurança previstas internamente para corrigir falhas no sistema de controle de tráfego aéreo e evitar acidentes. A FAB (Força Aérea Brasileira) informou ao jornal que as medidas elaboradas depois do acidente ainda estavam “em análise”.
A reportagem mostrou também que nos meios internacionais o Governo Federal sustentava que havia tomado as precauções necessárias “imediatamente”. É o que o jornal descobriu em um documento oficial apresentado pelo governo em uma reunião da OACI (Organização da Aviação Civil Internacional) naquele mês. Depois, a “Folha” verificou que as medidas de segurança recomendadas não foram colocadas em prática.
Mas o caos administrativo não é grave apenas no setor aéreo. O jornal “O Globo” traz neste domingo uma extensa reportagem que expõe o tamanho da confusão administrativa do governo Lula. Em chamada de capa o jornal informa: “Apagão já ameaça energia, estradas e transporte”. Baseado em informações colhidas junto ao TCU (Tribunal de Contas da União) o jornal noticia que, além da má administração sentida na aviação civil, a desordem gerencial é percebida em todos os níveis do Governo Federal.
“Tornou-se perceptível nas ações em outras áreas vitais da infra-estrutura do país, como transportes, energia, ciência e tecnologia, urbanismo e segurança pública”, publica o jornal. Segundo a reportagem, o governo começou 2007 sem ter conseguido executar 66% dos projetos de investimentos do setor de transportes, que classificara como prioritários no Orçamento de 2006, de acordo com o TCU.
As informações sobre o “apagão administrativo” do governo Lula são preocupantes. Ainda segundo “O Globo”, o Governo Federal não conseguiu realizar 59% dos investimentos considerados essenciais no setor de energia, 60% em segurança pública e 64% em urbanismo. Para o ministro Ubiratan Aguiar, do TCU e responsável pela análise das contas governamentais de 2006, “há uma deterioração gradual da gestão pública, e está se agravando”.
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POR José Pires
quinta-feira, 26 de julho de 2007
Os medos de cada um
Após uma semana do acidente no Aeroporto de Congonhas, onde morreram 199 pessoas, talvez o local da tragédia finalmente seja vistoriado por uma alta autoridade do Governo Federal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu posse ontem ao novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, e pediu a ele que visite Congonhas.
Na posse, Lula também confessou que tem medo de andar de avião. "Toda vez que o avião fecha a porta, eu entrego a minha sorte a Deus", disse Lula. "Eu estou na mão de um comandante que é um ser humano, de uma máquina ultramoderna, mas que é uma máquina, estou na mão de um controlador que diz quando eu devo parar ou não - e estou na mão das intempéries, que nem sempre o ser humano consegue controlar.”
O brasileiro compreende bem os temores de seu presidente. Afinal, mesmo sem querer, o presidente Lula criou uma perfeita metáfora com uma imagem que interpreta bem como se sente boa parte dos brasileiros em relação a seu governo.
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POR José Pires
Lula lá, nós aqui
Uma questão que precisa ficar bem esclarecida é que o presidente Lula vai de “Aerolula” – o luxuoso avião que embarca e desembarca sem atrasos e com todo o conforto de um hotel quatro estrelas – e os brasileiros voam – ou pelo menos tentam – sob o caos aéreo criado em seu governo.
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POR José Pires
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terça-feira, 24 de julho de 2007
Lula risca o Sul da agenda após acidente em Congonhas
O acidente com o avião da TAM no Aeroporto de Congonhas vai levar a região Sul a ficar uma boa temporada sem a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele viria agora às capitais da região para o lançamento do PAC do Saneamento Básico e da Habitação, mas as viagens foram canceladas depois da tragédia do avião, que havia partido de Porto Alegre.
Lula também não vai participar do encerramento do Pan, no domingo, dia 29. Na abertura do evento, ele foi vaiado várias vezes e nem sequer discursou. Acabou tendo uma atuação inédita: foi a primeira vez que um presidente da República não abriu aquela competição.
O Palácio do Planalto garante que a mudança na agenda nada teve a ver com o trágico acontecimento em Congonhas. E evidentemente nenhum assessor confirmaria as suspeitas de que Lula foge de vir ao Sul porque teme ser vaiado.
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POR José Pires
terça-feira, 17 de julho de 2007
Vaias a Lula ecoam no “Febeapá”
O grande Stanislaw Ponte Preta criou na década de 60 seu famoso “Febeapá”, em que recolhia a besteirada produzida naquela época muito pródiga em asneiras, principalmente advindas de gente ligada ao golpe militar de 64. “Febeapá” era o “Festival de Besteiras que Assola o País”. E haja besteira: naquele tempo as autoridades chegaram a pedir – a sério – a prisão de Sófocles, dramaturgo grego nascido quase quinhentos anos antes de Cristo.
O saudoso Stanislaw se foi. Porém, a besteirada continua. As vaias que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu de um Maracanã lotado continuam a produzir ecos que, caso estivesse vivo, Stanislaw certamente recolheria no seu “Febeapá”; são coisas que seriam de duvidar, caso não soubéssemos como é a psicologia do comportamento corporativista da gente que as produz. Na ânsia de livrar o chefe do vexame, o pessoal acaba mesmo se excedendo.
O deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR) trouxe em seu site na internet uma reportagem chamada “Vídeo mostra ensaio de vaia a Lula às vésperas do Pan). O deputado paranaense quer provar que, de tão orquestrada, a vaia teve até ensaio.
Quem quiser conferir a teoria do deputado pode ir ao site do ‘Youtube”, no endereço (http://br.youtube.com/results?search_query=lula%2C+vaia), onde estão todas as vaias ao presidente Lula. São exatamente sete vezes, inclusive no ensaio. No ensaio para a abertura dos jogos e não para as vaias, como pretende o deputado. Alguém precisa conferir com o Dr. Rosinha se a sua teoria encaixa todas as sete vaias a Lula na categoria “ensaio”.
No Paraná, o governador Roberto Requião também deu seu pitaco em defesa de Lula. “Aquilo mexeu com a imagem do Brasil no exterior", disse referindo-se ás vaias.
Também no Paraná surgiu a mais engraçada manifestação neste “Febeapá” das vaias. A assessora de Gleisi Hoffmann, pré-candidata do PT à Prefeitura de Curitiba, Maria Helena Guarezi, conseguiu aprovar no fim de semana, durante conferência sobre políticas para mulheres no Paraná, "moção de repúdio" à platéia que vaiou Lula". A informação é da “Folha de S. Paulo”, que comete uma falha na reportagem: o repórter deixou de perguntar à assessora como eles pretendem fazer a entrega da moção para as 90 mil pessoas que vaiaram Lula.
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POR José Pires
domingo, 15 de julho de 2007
Lula viu a vaia. Veja você também
A vaia histórica recebida pelo presidente Lula na abertura dos Jogos Pan-americanos Rio 2007, no estádio do Maracanã, ainda vai ecoar por muitos dias na política brasileira. Foi uma estrondosa vaia. Ou melhor, uma não: foram sete vaias, conforme a contagem correta do jornalista Reinaldo Azevedo. Lula foi vaiado até no ensaio para a abertura do evento. Foi bem apropriado ao seu estilo retórico e falastrão – agora ele já pode dizer que “nunca antes na história deste país se viu um presidente ser vaiado pelo Maracanã lotado”. Simpatizantes e adversários de Lula não falam de outra coisa desde a abertura dos jogos e certamente passarão os próximos dias debatendo o assunto.
Os primeiros naturalmente buscam justificativas para abafar as milhares de vozes ululantes. Certamente não será possível. Hoje, com a internet, ninguém mais engole discursos que buscam construir uma situação favorável distorcendo a realidade. As cenas das vaias, copiadas de várias transmissões de televisão ou filmadas por torcedores com suas próprias máquinas ou celulares na abertura do Pan, já rodam na internet. No Youtube (www.youtube.com) você pode ver várias dessas cenas. Basta entrar no site e digitar a frase Lula, vaia na área de busca.
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POR José Pires
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