Na entrevista da “Folha de S. Paulo”, o brigadeiro aceita até divagar sobre uma alusão do jornalista ao fato dos problemas se agravarem no Brasil por causa do hábito corrente de deixar “a corda esticar até arrebentar”. Para ele, a história está cheia de casos semelhantes. E dá-nos a luz de sua filosofia: “Como é que foi acontecer isso? Como aquele navio naufragou? Como determinada ponte caiu? Como os aviões agora caem? É um problema de esticamento da corda”.
Perfeito. Um problema de esticamento de corda. E trata-se de uma questão das mais preocupantes, já que a corda está no pescoço de todos os brasileiros.
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POR José Pires
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
E o governo Lula está com a corda toda
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domingo, 5 de agosto de 2007
Popularidade do aéreo Lula continua alta
E a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que não cai nem com avião explodindo em São Paulo? Pesquisa nacional do Datafolha realizada nos dias 1 e 2 de agosto, duas semanas após o acidente da TAM em Congonhas, mostra que 48% dos brasileiros acham que o governo do petista continua ótimo ou bom.
O número é idêntico ao registrado em março e praticamente igual ao que Lula tinha no início de outubro de 2006. A pesquisa foi publicada pelo jornal “Folha de S. Paulo”. E o Datafolha é um instituto de pesquisa dos mais confiáveis.
Causa perplexidade tanta popularidade mesmo com a incapacidade administrativa do governo petista, a corrupção tomando conta de todos o setores e até mesmo aviões caindo, um atrás do outro – não devemos esquecer que é bem pequeno o período entre a queda do avião da Gol, no Mato Grosso, que matou 155 pessoas, e o acidente da TAM, que matou 199 pessoas.
A queda do avião da Gol, que aconteceu no final de setembro do ano passado, era considerada a maior tragédia na lista dos acidentes aéreos brasileiros, mas ficou pouco no topo. Menos de um ano depois, aconteceu o acidente com a TAM, no aeroporto de Congonhas.
Mas Lula disse que nada sabia sobre a crise da aviação civil. Em relação ao acidente em São Paulo, a ação mais visível do governo até agora foi aquela vista pelos brasileiros pela televisão, quando Marco Aurélio Garcia, assessor especial do presidente Lula e seu amigo, foi flagrado pela TV Globo através de um dos janelões do Palácio do Planalto fazendo um gesto obsceno enquanto assistia uma matéria do Jornal Nacional sobre o acidente no Aeroporto de Congonhas, que matou 199 pessoas.
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Governo aéreo e trombadas nos gabinetes
Permanece no setor até mesmo a falta de comando, admitida inclusive pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Logo após a substituição de Waldir Pires por Nelson Jobim no Ministério de Defesa, Bernardo disse que o que ocorria no setor aéreo revelava não apenas falta de coordenação, mas também que ali não se sabia o que fazer.
É claro que todos sabem que Paulo Bernardo, que, em tese, é do Planejamento, deveria ter avisado seu chefe sobre o tamanho do problema antes do avião explodir em Congonhas. Ele está na Pasta do Planejamento desde o primeiro mandato, mas opina como se soubesse dos fatos pelos jornais. Se Lula nada sabia da crise na aviação civil, evidentemente o ministro Bernardo nada lhe contou.
Mas a verdade é que a falta de comando se mantém. Já começaram as “trombadas” entre o ministro da Defesa, Nelson Jobim e a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. É um dos sinais da falta de unidade de governo em relação ao setor. As opiniões de Jobim e Rousseff não combinam. E qual deles fala por Lula é um daqueles mistérios perenes deste governo.
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Governo Lula joga tudo na Bolsa
A semana vai ser tomada pela discussão sobre a popularidade de Lula, que parece imune até mesmo ao efeito de tragédias que comovem o País. Sociólogos e pesquisadores, supostas autoridades de várias áreas que pretensamente tenham alguma autoridade sobre o assunto, irão analisar minuciosamente os números para encontrar a razão da popularidade do nosso aéreo presidente também estar sempre nas alturas.
Teremos pareceres variados, resultados idem. Mas eu acho que a opinião mais razoável sobre o assunto é a da manicure da jornalista Eliane Cantanhede, da “Folha de S. Paulo”.
A colunista conta hoje no jornal que sua manicure, que acaba de voltar do interior do Piauí, deu a seguinte explicação: “Lá, se você falar mal do Lula, apanha". Por quê? A vida do povo melhorou? "Melhorou nada. Está tudo igual. Mas todo mundo quer o Bolsa Família e acha que o Lula é igual a eles".
É uma bom modo de ver a questão. Lula não tem sua alta popularidade exclusivamente determinada pelo Bolsa Família, mas a verdade é que o programa tornou-se uma bolsa eleitoral. Se é que já não nasceu para isso.
Não freqüento o cabeleireiro da jornalista, mas sei que o fenômeno não se restringe a determinadas regiões. Uma professora conhecida minha , que dá aulas na periferia de Curitiba, disse que por lá adolescentes planejam ter logo o primeiro filho para poder receber a Bolsa Família.
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Por detrás dos números
É difícil o trabalho de pesquisas em um país como o Brasil, de situação muito indefinida do ponto de vista sócio-econômico. O País não tem classes sociais demarcadas com precisão e também está com a sua cultura dilacerada. A renda da população apresenta desníveis impressionantes, o que impossibilita, inclusive, que tenhamos uma sólida classe-média. O desnível econômico e social também se apresenta nas relações ente os estados da Federação. Existe a possibilidade de encontrar uma unidade analítica neste caos? Duvido.
Portanto, quanto ao assunto pesquisa, duvide de qualquer opinião determinada.
Invariavelmente é chute, por isso é bom analisar sempre de onde vem a opinião. O chute pode ser até de má-fé. E tem também a dificuldade atual da mídia em informar ao brasileiro que não existe explicação imediata para tudo. Estão sempre apresentando opiniões banais como se fosse a descoberta da roda. Ou a análise definitiva sobre o invento.
No auge da crise que levou à cassação de Fernando Collor, o presidente do IBOPE, Carlos Augusto Montenegro, estava se encontrando na madrugada com Collor no gabinete presidencial para auxiliar o presidente na redação de discursos que o ajudassem a se safar. O instituto de pesquisas de Montenegro, que era a voz definitiva na época quanto à audiência das emissoras de TV, tinha polpudos contratos com o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Petrobrás.
O IBOPE, que foi fundamental para a eleição de Collor, como um motor do fortalecimento da candidatura, com suas pesquisas elevando gradativamente a ascenção de Collor para o Palácio do Planalto.
Outro "especialista" do ramo, Marcos Coimbra, que hoje em dia opina sobre pesquisas com suposta autoridade científica e aparentemente é levado a sério pela imprensa, foi do núcleo inicial que criou o “fenômeno” Collor, E esteve com ele até o fim. Quando é apresentado para analisar o momento político, infelizmente os jornalistas, omitem esta parte essencial de seu currículo.
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Pesquisas no Brasil não tem um bom passado
A história das pesquisas políticas no Brasil tem histórias marcantes. Alguns desses episódios ensinam que elas não podem ser ignoradas, mas também não devem ser analisadas exclusivamente pelos números apresentados. Jamais se deve perder o foco na realidade que, em nosso país, costuma sofrer transformações praticamente instantâneas. E surpreendentes.
Ainda no auge da crise política que levou à sua cassação em dezembro de 1992, Fernando Collor fez um discurso em rede nacional na televisão para refutar as acusações do irmão Pedro Collor publicadas na imprensa. Marcos Coimbra, que estava do lado de Collor, colocou seu instituto, o Vox Populi, para pesquisar e avaliar a reação popular ao pronunciamento.
A pesquisa mostrou que a população via com reservas as acusações do irmão de Collor e achava que ele não tinha razão em atacar o presidente. Logo depois viria a cassação de Collor.
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Não falta sujeira nesta história
O Brasil também é o país da "Proconsult", empresa de pesquisas que atuou na tentativa de fraude nas eleições para governador do Rio de Janeiro em 1982. A farsa era cercada de procedimentos pretensamente científicos, um deles inclusive tinha nome: o “diferencial delta”.
Com este “diferencial”, a “Proconsult”, empresa a serviço do Tribunal Regional Eleitoral do Rio, tiraria às escondidas uma determinada porcentagem de votos dados a Leonel Brizola transformando-os em votos nulos. Ou fariam a transferência de votos em branco para o então candidato governista, Moreira Franco. Por detrás da farsa também estava o extinto Serviço Nacional de Informações (SNI), órgão de repressão da ditadura militar. Brizola denunciou o embuste e ganhou aquela eleição.
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Popularidade deveria ser estímulo para o trabalho
É óbvio que não estamos colocando sob suspeita a pesquisa do Datafolha. Mas sempre é bom recordar nossa história política, especialmente a recente, para nos precavermos contra esta tendência brasileira de tentar construir realidades virtuais do agrado do poder.
Aos brasileiros resta esperar – sem nenhuma esperança, na verdade – que o foguetório que os aliados devem fazer com a popularidade de Lula não os façam esquecer de enfim começar a governar. Afinal, cinco anos talvez já tenham sido suficientes para conhecer os problemas; ou será que não?
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sábado, 4 de agosto de 2007
Como se fosse uma crônica
Bem, como hoje é sábado acho que ninguém
vai se chatear se eu escrever uma crônica.
Ou como se fosse.
O presidente do Senado, Renan Calheiros, deve estar com muitas saudades do tempo em que era amigo do pessoal da revista “Veja”. Naquela época, 1992, eles até combinavam juntos a capa da revista. Calheiros já havia trombado seriamente com o grupo palaciano de Collor, Paulo César Farias à frente. Perdera a eleição para o governo de Alagoas e estava magoado com o ex-amigo. Achava que Collor o abandonara naquela eleição.
Hoje, nem dá para imaginar a aflição de Calheiros à espera da edição da Veja” da semana. A desta semana ele certamente já viu e não gostou. O ex-amor da jornalista Mônica Carvalho aparece na capa em uma montagem fotográfica, sentado sobre uma imensa laranja.
A revista denuncia que elle, êpa, ou melhor, ele, é sócio oculto de uma empresa de comunicação em Alagoas. Segundo a reportagem de capa, o senador teria usado “laranjas” e pago R$ 1,3 milhão em dinheiro vivo, parte em dólares, para ser sócio de duas emissoras de rádio que valem cerca de R$ 2,5 milhões.
As notícias eram melhores para Calheiros quando ele ajudava a fazer as capas na “Veja” na década de 90. Numa daquelas ocasiões, ele até recebeu a ajuda de um repórter da revista para escrever a carta de rompimento com Collor.
Quem conta a história é Mario Sergio Conti, editor da “Veja” naqueles anos. Conti narra esse tipo de coisa em seu livro “Notícias do Planalto”, um dos livros, digamos assim, mais reveladores do cinismo que uma parcela do jornalismo pátrio cultiva como se fosse uma qualidade. E do ponto de vista das grande editoras pode até ser, pois desse modo são criados produtos que fazem sucesso.
O Mino Carta odeia esse livro. Mino Carta odeia um monte de coisas de um modo despropositado – torce o nariz até para a arte moderna, um motivo nada inteligente para torcer o nariz –, mas, talvez, em relação a este livro não haja nada de estranho no seu faro.
A história que transcrevo a seguir – e outras até piores – são relatadas por Conti sem nenhuma dose de crítica, autocrítica menos ainda, e nenhum pudor, como se a promiscuidade ética descrita fosse uma qualidade técnica dos jornalistas citados. Nem vou dizer os seus nomes, pois eles podem, depois de velhos, ter se arrependido.
O alvo de então era Collor de Mello. Nada contra, é claro. Calheiros tinha interesse em ajudar “Veja” a acertar o tiro. Um dia, Calheiros mostrou ao repórter Expedito Filho – ôpa, escrevi o nome – uma carta pública que pretendia enviar ao presidente. “Mas você vai romper assim, Renan? É preciso apimentar um pouco essa carta”, ele disse. E ajudou o ex-líder do governo, Renan Calheiros, a escrever a carta.
A carta foi protocolada no Palácio do Planalto na noite de sexta-feira. É claro que a “Veja” pôde publicar a reportagem sobre o rompimento no momento em que ele foi formalizado.
Noutra ocasião, logo depois, Calheiros deu uma entrevista à revista desancando Collor. Coisa de vendetta entre ex-famigliares, capito? A preocupação dele era que a entrevista fosse capa.
E foi. O título era “Collor sabia”. O subtítulo: “O ex-líder do governo diz que denunciou várias vezes ao presidente as delinqüências de PC”.
Dois repórteres da “Veja” – agora não vou contar, em respeito aos filhos deles – se fecharam em um quarto de hotel com Renan Calheiros, que ajudou a editar a entrevista. Conti é que conta como foi, com a desfaçatez que já ressaltei acima. “Renan chegou e eles o interrogaram. Cada resposta foi meditada, discutida e escrita em seguida. Levaram horas nesse trabalho”, ele escreve.
Aquela edição da “Veja” – ou de “Veja”, como a “Veja gosta – causou um estrago danado em Collor. Logo depois viria a famosa entrevista com o irmão Pedro Collor, com histórias inacreditáveis e até intimidades do presidente que, então, já estava cai-não-cai. E o resto da história todo mundo sabe.
Hoje em dia Renan Calheiros tem uma visão da imprensa semelhante a dos petistas. Se pudesse, até os ajudaria na implantação de “mecanismos de controle”, seleção de verbas publicitárias de estatais, essas idéias geniais que brotam entre o petismo com o sentido de, na palavra deles “democratizar o acesso à informação”. Com a ajudazinha de verbas estatais, é claro.
Tanto Renan quanto os petistas foram favorecidos pela imprensa, cada qual em determinado momento de suas carreiras. E gostavam muito da imprensa quando isso acontecia.
Foi a mídia que abriu espaços para o crescimento do PT. O partido deve muito do que usufrui hoje ao trabalho dentro das redações para ampliar a liberdade de expressão no País, acolher com respeito a opinião da esquerda e criar um mínimo de equilíbrio na exposição das variadas tendências políticas existentes no Brasil – com os defeitos e qualidades inerentes à uma realidade bem difícil, nós sabemos, mas era o que tínhamos, é o que temos – e enquanto foi favorável para os propósitos do PT , a mídia recebia aplausos petistas.
Foi difícil abrir este espaço na mídia. Nós que labutamos nas redações naqueles tempos em que isso aqui, este texto, que segue para os olhos de vocês quase no momento em que escrevo, saía de uma máquina de escrever, um objeto mecânico que dava um imenso trabalho, bem, nós que brigávamos para abrir estes espaços dentro de uma democracia precária sabemos bem como era duro aquele trabalho.
E digo mais: também era um trabalho imenso conter o radicalismo de jornalistas petistas, para que não entornassem o caldo ralo de liberdade de então.
É interessante ver o senador Renan Calheiros e o PT gritando quase em uníssono contra a imprensa. Eles, o PT e Calheiros, que nos amavam tanto. Só lamento que o eco lá no passado não tenha nos avisado antes que era tudo uma mesma voz.
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Anac viaja de graça em empresas fiscalizadas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em evento recente, confessou que também em relação à crise na aviação civil o seu governo mantinha-se aéreo. Pois se ele abrir a revista “Veja” desta semana pode colher umas informações importantes para entender parte do problema.
Em matéria de Diego Escosteguy, a revista revela que os diretores da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) viajam de graça pelas companhias aéreas que teriam o dever de fiscalizar. Os diretores da Anac, é bom esclarecer, não trabalham de graça para o povo: recebem um salário mensal pago pelo contribuinte.
Eles não enfrentam filas, não precisam fazer check-n e nem têm o nome incluído em overboonking. Viajam bastante e de graça.
Oficialmente a mordomia é justificada como “viagens a trabalho”. Mas a revista apurou que o campeão de viagens, o diretor baiano Leur Lomanto, sozinho, requisitou 98 passagens (o total na Anac é 288) para realizar “inspeções” nos aeroporto.
Porém, um levantamento sobre o destino de Lomanto nestas viagens revela que ele “inspecionou” o aeroporto de Salvador 39 vezes. O diretor da Anac usou uma dessas viagens gratuitas inclusive no dia 29 de dezembro, uma sexta-feira, às vésperas do feriado de Ano-Novo.
Lula pode dizer que também não sabia dessa, mas será difícil alegar que os diretores da Anac sejam tão “ingênuos” quanto o seu irmão Vavá.
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Mãos Limpas Pelo Brasil neste sábado no calçadão
O Movimento Mãos Limpas Pelo Brasil estará novamente hoje, 4 de agosto, no Calçadão de Londrina, no Paraná, a partir das 10 horas, em mais uma manifestação pela ética na política.
Neste sábado, o Movimento fará uma pesquisa instantânea e eletrônica junto à população. Queremos saber se o londrinense é a favor ou contra a cassação do senador Renan Calheiros.
O presidente do Senado enredou-se em histórias que não se sustentam, notas fiscais que não conferem e envolveu até o presidente Lula em suas ameaças de retaliação caso seja cassado.
As pessoas sabem que é tão contraditório tentar provar a honestidade por meio de ameaças, quanto é verdadeiro que aquele que acolhe tal agressor acaba passando para a opinião pública um atestado de culpa mútua.
O presidente Lula recuou ante a intimidação do senador alagoano, mas a cidadania não vai aceitar que a República fique refém de um político que já teve a sua farsa desmascarada pela imprensa.
Em homenagem às histórias de Renan Calheiros traremos de volta ao Calçadão a figura de Renan Barreto Calheiros Pinto e os bois virtuais do presidente do Senado.
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sexta-feira, 3 de agosto de 2007
Movimento fará pesquisa sobre cassação de Calheiros
O Movimento Mãos Limpas Pelo Brasil volta ao Calçadão de Londrina, PR, neste sábado, 4 de agosto, a partir das 10 horas, para a realização de mais uma manifestação pela ética na política. Desde o terceiro sábado de julho, 21, o Movimento vem ocupando o local – um ponto histórico, no centro da cidade, onde sempre foram feitas manifestações pelo antigo movimento “Pés Vermelhos! Mãos Limpas” contra a corrupção na prefeitura e que levaram à cassação do prefeito de Londrina em 2000.
As manifestações de agora começaram no início do recesso do Congresso Nacional, em uma mobilização que o Movimento chamou “A Cidadania Não Entra em Recesso”. Mãos Limpas Pelo Brasil pretende chamar a atenção da classe política sobre necessidade da regeneração do Congresso Nacional e iniciar um processo nacional de cobrança da parte dos cidadãos para que os nossos representantes, deputados e senadores, façam da ética e do trabalho a base da atividade política no País.
Neste sábado, Mãos Limpas Pelo Brasil fará uma pesquisa instantânea e eletrônica junto à população para saber se o londrinense é contra ou a favor da cassação do senador Renan Calheiros.
A partir desta semana o Movimento passa também a ressaltar os fortes vínculos entre a corrupção e o crime, com a exigência de que “Política Não Pode Mais Ser Caso de Polícia”.
E mais: o Movimento traz de volta ao Calçadão a performance que junta dois personagens símbolos do colapso ético do Congresso Nacional, o primeiro cassado da história e o atual presidente do Senado, Renan Calheiros. O primeiro deles, deputado Barreto Pinto, do PTB, foi cassado em 1946 por posar de cueca para uma revista; já o segundo, tem uma história que quanto mais é investigada pela imprensa, mais lama respinga na dignidade do Legislativo. Foi tanto o sucesso, que o público exigiu a volta da performance. Pelo menos até a cassação de Renan Calheiros, a personagem, com o pomposo nome de Renan Barreto Calheiros Pinto, não sai do Calçadão aos sábados.
E os bois virtuais do presidente do Senado também estarão de volta ao Calçadão, devidamente pastoreados por Renan Barreto Calheiros Pinto, que também deve cabalar votos na tentativa de evitar que o londrinense vote pela cassação do colega presidente.
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quinta-feira, 2 de agosto de 2007
Lula diz que novamente estava aéreo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse agora há pouco na reunião do Conselho Político, que o governo não sabia da gravidade dos problemas no setor aéreo. Segundo relato de participantes Lula disse que “nessa questão, é como uma metástase que o paciente não sabia”.
Segundo Lula, o excesso de órgãos públicos nos setor da aviação civil é uma das dificuldades para a superação da crise aérea.
Sobre essa quantidade de órgaos se atrapalhando, conforme relato colhido por jornalistas com outro participante da reunião, ele teria dito: “Cachorro que tem muitos donos morre de fome e ninguém cuida”.
Pelo nível filosófico, percebe-se que Lula estava em uma tarde inspiradíssima. Ele fez também um desafio à oposição que, segundo ele, está por trás do movimento “Cansei”, criado em São Paulo. "Oposição é oposição. Mas se eu tiver de ir para o palanque eu vou", disse.
Acho que cabe apenas um questionamento sobre a última frase. Afinal, por que precisaria ir ao palanque alguém que dele não sai há mais de duas décadas?
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Mônica Veloso vai revelar tudo
O fim do recesso parlamentar promete mesmo. Enquanto os membros do Comitê de Ética do Senado ainda parecem indecisos quanto à necessidade de tomar o depoimento de Mônica Veloso, a revista “Playboy” correu na frente e vai revelar tudo da ex-amante do presidente do Senado, Renan Calheiros.
Mônica Veloso aceitou posar nua para a revista. O advogado dela, Pedro Calmon, confirmou ao jornal “Folha de S. Paulo”. “Eles já conseguiram convencê-la”, ele disse.
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Um Conselho bem dividido
O Conselho de Ética do Senado parece ter chegado ao consenso de que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tem que prestar depoimento na Comissão. Só não foi decidido ainda se Calheiros falará antes ou depois do fim da perícia da Polícia Federal nos documentos apresentados por ele em sua defesa. O futuro do presidente da Casa agora está com a PF.
O conselho levou duas horas para chegar a esta decisão. E mesmo assim, na frente da imprensa, não parece haver consenso quanto ao modo de ouvir Calheiros.
Falando ao “Jornal do Brasil”, a relatora Marisa Serrano (PSDB-MS) considerou “vitail” o depoimento do senador o quanto antes. Serrano quer ouvir também Mônica Veloso, ex-amante do senador e mãe da filha dele.
Já os outros dois relatores, Renato Casagrande (PSB-ES) e Almeida Lima (PMDB-SE), defenderam um depoimento de Renan depois da divulgação do resultado da perícia policial. Os dois relatores são aliados do presidente do Senado.
E eles vão mais além: os dois disseram ao jornal que o senador Calheiros poderá se defender junto ao Conselho de Ética por escrito.
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Nova representação contra o senador Calheiros
Já o Partido Socialismo e Liberdade (Psol) continua a toda, aproveitando o vácuo político criado pela falta de ação dos demais partidos. Ontem o partido de Heloisa Helena entrou com três representações no Congresso.
O Psol entrou com representaçõs contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), contra seu irmão, deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL), e uma terceira contra o deputado Paulo Magalhães (DEM-BA).
Além das suspeitas relações com a empreiteira Mendes Júnior. O senador Renan Calheiros também é acusado em mais um caso levantado pela revista “Veja”. O Psol se baseia na reportagem da revista.
Segundo a “Veja”, Calheiros usou sua influência para ajudar a cervejaria Schinchariol em um problema com a Receita Federal e o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Junto ao INSS, Calheiros teria revertido um débito de R$ 100 milhões.
Esta ajudazinha do senador foi depois da Schincariol comprar uma empresa de Olavo Calheiros, seu irmão. A venda, com o preço bem acima de valores do mercado, foi de R$ 27 milhões.
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O “carlismo” de ACM entra na mira
A outra representação do Psol junta na mesma denúncia os deputados Olavo Calheiros (PMDB-AL) e Paulo Magalhães (DEM-BA). Magalhães é sobrinho do falecido senador Antonio Carlos Magalhães e primo do deputado ACM Neto, também do DEM baiano e, ambos, herdeiros do “Carlismo”, o esquema de poder que ACM sempre manteve com mão de ferro na Bahia.
Os deputados Calheiros e Magalhães tiveram seus nome envolvidos em investigações da “Operação Navalha”, da Polícia Federal. O irmão de Renan Calheiros teria conversado pelo telefone com o empresário Zuleido Veras, proprietário da construtora Gautama.
Na conversa, publicada pela imprensa, os dois combinam o apoio do deputado Calheiros à empresa junto ao Tribunal de Contas (TCU). Já o deputado Magalhães aparece em outro trecho da gravação feita pela PF. Ele também é suspeito de ter apresentado uma emenda que favoreceu a cervejaria Schincariol.
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Diálogos intrigantes que merecem atenção
Desde maio o jornalista Luís Nassif vem lembrando em seu blog na internet que um diálogo entre o suposto dono da Gautama, Zuleido Veras, e o deputado Paulo Magalhães (DEM-BA), dá a entender que o verdadeiro proprietário da empresa seria, na verdade, o deputado.
Nassif, desde aquela época, vem manifestando seu estranhamento pelo fato da imprensa não investigar isso. No jornal “O Globo” de 22 de maio, Nassif destacou em seu blog no mesmo dia, há um diálogo entre Zuleido e o deputado Magalhães em que o deputado diz o seguinte, em alerta à Zuleido: “Não faça isso com a gente, não, que a empresa é minha”.
Nassif lembra que a Gautama nasceu da OAS, empresa de um ex-genro do falecido senador Antonio Carlos Magalhães. E o deputado Paulo Magalhães, não é demais repetir, é sobrinho de ACM.
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Bate e cresce
Ainda não é possível saber qual o partido que perderá mais com a atual crise política. Além dos votos que perderão nas próximas eleições, alguns já estão com a respeitabilidade em baixa.
Mas já dá para perceber que um deles crescerá bastante com o trabalho que vem fazendo em torno dos escândalos de corrupção. Será certamente o Psol.
Formado por políticos que se afastaram ou foram afastados do Partido dos Trabalhadores, os militantes do Psol repetem com êxito aquilo que fez o PT sair da condição de partido nanico para a de um dos maiores do país. Era a política de bater. Bater e crescer.
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Vanguarda no atraso
Lá nos primórdios do Partido dos Trabalhares, os atuais integrantes do Psol aprenderam com perfeição a lição de bater para crescer. O partido de Heloisa Helena bate bem. Dá pancada até no PT.
Em comparação ao crescimento que o PT teve na década passada, um sério empecilho ao desenvolvimento do Psol é a má qualidade do partido no setor da comunicação, hoje em dia, em tempos de internet, um elemento de suma importância em qualquer atividade humana. Na política, o domínio das novas tecnologias de informação é ainda mais decisivo.
O Psol vive um paradoxo: quer ser vanguarda na política, mas é atrasadíssimo na comunicação. O partido entrou ontem com a representação no Congresso e hoje o seu site na internet não apresenta nenhuma informação sobre o tema.
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quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Futuro do Senado está com a Polícia Federal
Com o fim do recesso parlamentar, o Senado Federal vive a terrível situação de ter o futuro de seu presidente, Renan Calheiros (PMDB-AL), dependente de investigações policiais. Desse modo, também a situação do Senado depende da polícia. Os senadores já estão preocupados com a imagem da instituição e, com isso, aumentam as chances do senador alagoano ser cassado.
Caso o laudo do Instituto Nacional de Criminalística (INC) da PF comprove que ele cometeu o perjúrio na sua defesa, dificilmente os senadores da base aliada manterão seu apoio.
Em junho, logo depois da apresentação de notas de venda de gado pela defesa de Calheiros para o Conselho de Ética, uma equipe de reportagem da “TV Globo” comprovou que os supostos compradores de bois do senador não tinham condições financeiras para fazer negócios daquele porte.
Na atual situação, o presidente do Senado foi abandonado até mesmo pela senadora Ideli Salvatti (PT-SC), que ia além de seus deveres como líder do bloco do governo e era até agressiva em sua defesa. Salvatti chegou a apelar para a “governabilidade” do país em seus ataques à oposição. A líder do governo também discutiu com jornalistas para preservar o senador Calheiros.
É desde antes do recesso, porém, que os aliados vem abandonando o senador. A situação forçou o presidente Lula, que tem interesse na permanência de Calheiros, a convocar uma reunião de emergência no final de junho no Palácio do Planalto, quando cobrou mais empenho dos PT na defesa do presidente do Senado.
Segundo o jornal “O Globo”, Lula, citando a crise do “mensalão”, cobrou os senadores Ideli Salvatti e Tião Viana e criticou a atuação de petistas e aliados no Conselho de Ética.
No período, Renan Calheiros também se reuniu com Lula no Planalto. Numa conversa anterior com a senadora Salvatti, Calheiros disse coisas que soaram como ameaças para aliados de Lula. Diante do presidente Lula, conforme “O Globo”, o senador alagoano foi mais sutil, mas fez questão de registrar o mesmo recado verbal.
Na mesma época, Renan Calheiro tentou intimidar senadores ameaçando divulgar confidências sobre eles. O presidente do Senado também usou suplentes na tentativa de conseguir sua absolvição antecipada no Conselho de Ética. As ameaças de Calheiros pareciam também ser endereçadas ao palácio do Planalto.
A esdrúxula situação de Lula e seus aliados chamou a atenção do jornal inglês “Financial Times”, um dos mais respeitados do mundo na área econômica. Em uma reportagem sobre a crise, o jornal dizia que “líderes políticos parecem satisfeitos de ver a impunidade desfrutada por Calheiros".
O jornal publicou também que “Lula da Silva” foi visto dando “tapinhas” nas costas de Renan Calheiros, numa alusão à suspeita camaradagem do presidente da República com o senador acusado por falta de decoro.
O “Financial Times” também sintetiza de modo apropriado a crise que envolve o presidente do Senado e atinge a própria instituição. "Pela confissão do próprio senador, um empregado de uma empresa de construção, contratada para grandes obras públicas dependente de emendas sob o controle de Renan, todos os meses por dois anos, enviava pagamentos em dinheiro de cerca de R$12 mil para uma ex-jornalista com quem o senador casado tinha um caso e com quem tem uma filha de 3 anos. Renan diz que isso não o torna culpado de nada", informou.
O jornal também afirma que "os políticos são uma classe especialmente privilegiada no Brasil”.
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Deputados faltam ao trabalho
Com o fim do recesso parlamentar, os políticos voltam às suas atividades, mas nada garante que eles trabalharão de fato. Aliás, nem a presença dos parlamentares no Congresso Nacional é garantida.
O número de faltas dos deputados no primeiro semestre deste ano foi altíssimo. Levantamento feito pelo site Congresso em Foco indica que somente no primeiro semestre deste ano foram computadas, oficialmente, 4.941 faltas, sendo que 1.562 não foram justificadas, para um total de 71 sessões deliberativas. Somente as faltas não justificadas representam um índice superior a três ausências para cada um dos 513 parlamentares. Segundo o site, que é especializado no acompanhamento das atividades do Congresso Nacional, Entre 2003 e 2007, foram 3.162 faltas sem explicação, num total de 51.830 nos últimos quatro anos.
Em seis meses, o número de faltas sem justificativa já corresponde a quase 50% das ausências, também não justificadas, de toda a legislatura passada. Isso pode fazer de 2007, além de um ano histórico para o Congresso Nacional em denúncias e escândalos, um período que passará também à história como o de mais faltas ao trabalho.
Congresso em Foco também chama a atenção ao fato desse grande número de faltas ter sido verificado em um ano não eleitoral, quando em tese os parlamentares ficam mais tempo em Brasília.
O levantamento também descobriu que apenas 1,9% dos parlamentares da Casa estiveram presentes em todas as 71 sessões realizadas no primeiro semestre. Dos 513 deputados, somente dez não faltaram a nenhuma sessão.
Os deputados mais assíduos são os seguintes: André de Paula (DEM-PE); Ângela Amim (PP-SC); Arlindo Chinaglia (PT-SP); Jofran Frejat (PR-DF); José Genoino (PT-SP); Jutahy Júnior (PSDB-BA); Manato (PDT-ES); Pedro Fernandes (PTB-MA); Sérgio Barradas Carneiro (PT-BA) ; Tadeu Filippelli.
Os que mais cabularam o trabalho também não poderiam faltar em nosso blog. Pela ordem, em porcentagem de faltas: Odílio Balbinotti (PMDB-PR), 25,4% das sessões deliberativas; Sandro Mabel (PR-GO), 25,4%; Davi Alcolumbre (DEM-GO), 23,9%; Sandro Matos (PR-RJ), 22,5%; Clovis Fecury (DEM-MA), 21,1%; Aline Corrêa (PP-SP), 21,1%; Ciro Gomes (PSB-CE), 18,3%; Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB), 18,3%; Alberto Silva (PMDB-PI), 6,9%; Aníbal Gomes (PMDB-CE), 16,9%.
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POR José Pires
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Marcadores: Congresso Nacional, Faltas, Recesso
Assessor de Lula receberá pito de Comissão de Ética
Parece piada, mas é verdade. A Comissão de ética Pública, vinculada à Presidência da República deve divulgar hoje sua avaliação sobre os gestos obscenos feitos por Marco Aurélio Garcia, assessor especial do presidente Lula. Segundo vários jornais, a comissão vai sugerir que Garcia não aja mais de modo grosseiro publicamente.
Ou seja, a comissão reuniu-se e chegou à conclusão que o assessor especial do presidente da República deve ter um comportamento bem educado em público. Garcia é uma das pessoas mais influentes do governo – o assessor é também amigo do presidente Lula e um dos últimos assessores com ligação histórica com Lula, que teve seu círculo político e pessoal mais próximo desmontado gradativamente pelos escândalos políticos que cercam o governo.
Há cerca de duas semanas, Garcia foi flagrado pela TV Globo através de um dos janelões do Palácio do Planalto fazendo um gesto obsceno enquanto assistia uma matéria do Jornal sobre o acidente no Aeroporto de Congonhas.
Aparententemente Garcia comemorava a provável suspeita de o Airbus-A320 da TAM ter apresentado um defeito mecânico antes do acidente que matou 199 pessoas.
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Agora vai
Não deixa de ser um avanço. Já avançando para a metade do segundo mandato, o governo Lula fica avisado de que autoridades não devem ter um comportamento grosseiro. Pelo menos em público.
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Governadores com problemas com a Justiça Eleitoral
Sete governadores estão com problemas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com acusações que vão desde propaganda irregular até abuso de poder econômico, ou, chamando pelo nome mais objetivo, compra de votos.
Cássio Cunha Lima (PSDB), da Paraíba é o que está em situação mais difícil: teve o mandato cassado anteontem por decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e ainda tem outras duas denúncias contra ele no TSE. Cunha Lima já recorreu da primeira decisão. Mas terá pela frente que responder à ação impetrada pelo Ministério Público Estadual, em que é acusado de abuso de poder econômico e político nas eleições de 2006 e também de conduta vedada a agente público.
Os sete governadores com contas a prestar à Justiça Eleitoral são os seguintes: Marcelo Déda (PT-SE): propaganda eleitoral antecipada; Jackson Lago (PDT-MA): compra de votos; Marcelo Miranda (PMDB-TO): compra de voto, abuso de poder, propaganda eleitoral indevida e uso indevido de meio de comunicação; Luiz Henrique (PMDB-SC): uso indevido de propaganda e meio de comunicação, abuso de poder; Cássio Cunha Lima (PSDB-PB): abuso de poder, conduta vedada a agente público e compra de votos; Ivo Cassol (PPS-RO): abuso de poder e compra de votos; Ottomar Pinto (PSDB-RR): abuso de poder e compra de voto.
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Marcadores: Cassado, Compra de Votos, Justiça Eleitoral
Vaias ainda atormentam Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua preocupado com o risco das vaias que recebeu na abertura dos Jogos Pan-americanos desencadearem um processo nacional de repúdio à sua figura. Os sinais para isso sua assessoria já percebeu. Cerca de uma semana depois do repúdio no Pan, Lula recebeu vaias no lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em Aracaju (SE).
Na abertura do Pan, na segunda semana de agosto, para fugir das vaias, Lula teve um procedimento inédito: foi a primeira vez que um presidente da República deixou de abrir o evento.
Por temer novas vaias, o presidente não compareceu neste domingo, 29, à cerimônia de encerramento dos Jogos no Maracanã, mas mesmo assim foi alvo de protestos. Quando o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, citou Lula em seu discurso, grande parte do Maracanã começou a vaiá-lo. Aconteceu a mesma coisa quando seu nome foi mencionado pelo presidente da Odepa (organização responsável pela realização do Pan), Mario Vasquez Rama.
Ontem em Cuiabá, em evento fechado ao público, Lula voltou ao tema. Segundo ele, as ameaças de protestos em todo o país não o farão ficar no gabinete em Brasília.
O presidente, aparentemente, já combinou com seus assessores uma tática dispersiva em relação ao perigo das vaias. A técnica é antiga: vai pela desqualificação das críticas.
Em sua fala, em tom de palanque, Lula tentou relacionar seus críticos aos apoiadores do golpe militar de 64 e aos que “levaram Getúlio Vargas ao suicídio”.
Para ele, os que desejam vaiá-lo são os que estão ganhando muito dinheiro no país. Lula lançou um desafio aos que organizam manifestações contra ele: “Estou realizando esta solenidade em lugar fechado porque é um ato institucional. Não estou fazendo comício. Mas se alguns quiserem brincar com a democracia, sabem que ninguém neste país consegue mais gente na rua do que eu”.
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POR José Pires
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Claque endinheirada
Quando afirma que os que desejam vaiá-lo são os que estão ganhando muito dinheiro, Lula comete uma grande injustiça com os banqueiros e aplicadores do mercado financeiro. Afinal, quando essa gente se junta, é para aplaudir a política econômica do governo Lula.
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POR José Pires
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José Pires
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