sexta-feira, 2 de julho de 2010
Quod erat demonstrandum
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José Pires
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Matando a bola
E precisa? Futebol é um espetáculo proporcionado por quem vence e por quem perde. Quando se busca um arranjo técnico para buscar apenas a vitória, abafando com isso a criatividade, quem sai derrotado é o espetáculo. É o que vem acontecendo com o futebol.
Cruiff perguntou aonde está o futebol brasileiro e lembrou que já tivemos Gerson, Tostão, Falcão, Zico e Sócrates. Podemos botar na lista também Pelé, Garrincha, Didi, Rivelino... é um elenco maravilhoso. São os criadores desta marca brasileira de expressão mundial, o nosso futebol.
O holandês disse que o futebol brasileiro agora é decepcionante. Que aqui criaram a cultura de “tratar a bola como inimiga”. Citou Dunga neste aspecto. E disse mais: "A bola é no pé, tocada com carinho e como uma amiga. Não como uma inimiga".
Cruiff falou que o Brasil precisa jogar com mais intensidade e ele está certo. É assim em qualquer arte. E no futebol não pode ser diferente, porque o público reconhece a intensidade no estilo. Aquilo que não tem alma não sustenta absolutamente nada no longo prazo.
O talento brasileiro ainda existe, reconhece o holandês. É claro, é de cima, de dirigentes e técnicos como Dunga, que vem a armadura que impede a finta, a alegria, o jogo habilidoso e espetacular que deu cara ao futebol brasileiro. O Brasil ainda tem uma seleção que os torcedores querem ver jogar, ele disse. E eu digo que os torcedores ainda querem ver, porque isso pode acabar. E isso não é uma crítica baseada apenas na teoria. Nosso estádios vivem vazios.
Mas, segundo Cruiff, “os torcedores não estão desfrutando desta fantasia criativa” porque os brasileiros “escolheram jogar de uma forma defensiva e menos brilhante. É uma pena para os torcedores e para a Copa".
No meio da entrevista, ele disse que “nunca pagaria uma entrada para assistir a um jogo dessa seleção do Brasil”, o que melhor expressa a ameaça que pesa sobre o futebol brasileiro” e a nossa imprensa destacou isso de forma pitoresca como sempre. Na seção de esporte, os jornalistas fazem do mesmo jeito que na seção política.
Depois foram fazer fofoca com Dunga, que respondeu do seu jeito superficial. Fez piada ruim. Disse que Cruiff não precisa pagar. E os jornalistas riram e não foram no essencial desta discussão, o futuro do futebol brasileiro. Ninguém perguntou sobre o risco que o estilo imposto por Dunga e outros representa para a esta marca brasileira tão preciosa.
A imagem de Cruiff é precisa. O futebol não sobrevive sem pagantes, isso no sentido de toda a estrutura que move este e outros esportes. A bem da verdade, aqui foi apenas no futebol que esta estrutura foi composta. É o único esporte brasileiro que se move sem subsídios. E internacionalmente acabou trazendo vantagens impressionantes para o país.
Na minha opinião estão matando esta marca, já falei disso aqui, é mais um homicídio cultural cometido por dirigentes inescrupulosos, que permanecem no comando em várias áreas, sendo mantidos por golpes e favorecidos pelas impunidades jurídica e política. Ajuda-os também a leniência dos brasileiros.
A marca do futebol brasileiro nada deve aos dirigentes esportivos. Nasceu no campo, no toque de bola habilidoso, no drible. Os dirigentes sempre atrapalharam, impondo a corrupção e a incompetência ao esporte. Essa má-fé, não podemos esquecer até já causou mortes em estádios de futebol.
Na entrevista, uma afirmação de Cruiff deveria ser vista como um alerta. Mesmo o torcedor fanático concorda com ele. O Brasil hoje é "um time como qualquer outro da Copa". Já li isso em alguns lugares e já ouvi muitos brasileiros dizendo o mesmo. Mas pelo menos a luz amarela — para mim, a vermelha — deveria ser acesa quando isso surge na voz de uma pessoa sem nenhuma obrigação em defender o que é nosso.
Mesmo que o estilo de Dunga e esses dirigentes seja vitorioso hoje, alguém duvida que Cruiff não esteja certo e que um dia falte gente afim de ver o futebol brasileiro? Estão acabando com mais esta marca. Neste caminho, duvido que num futuro não tão longe haja torcedores ávidos para ver a Seleção Brasileira. Mesmo a próxima Copa do Mundo sendo aqui, se continuar jogando dessa forma o Brasil corre o risco de ser em 2014 apenas um anfitrião chato.
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quinta-feira, 1 de julho de 2010
Marina não foi, Dilma fugiu e Serra foi e deu o recado
Dá para entender a fuga de Dilma pela sua notória falta de consistência e a dificuldade terrível de expressão que mostra em suas apresentações em público. Os coordenadores de sua campanha estão corretíssimos. Nem que tenham que mandar a candidata viajar para o exerior, é preciso evitar debates. Em certas situações é até penoso acompanhar a Dilma falando. Dá a impressão de que ela faz treinamento com o senador Eduardo Suplicy como mestre.
Mas a ausência de Marina Silva, ou melhor, sua fuga, é mais difícil de entender. Marina tem mostrado uma boa performance nos assuntos em pauta na campanha, fala bem e com conteúdo. Além disso, os assuntos tratados em sabatina de uma organização como a CNA transitam inevitavelmente no setor ao qual Marina se dedica há anos.
Eu, se fosse marqueteiro da candidata do PV, até batalharia por uma chance como a que a CNA deu a ela. Era uma situação ótima para esclarecer mal entendidos na relação entre o meio ambiente e os produtores rurais e até para confrontar pecuaristas e agricultores que tenham má-fé neste assunto.
Marina ganharia espaço na imprensa falando sobre assuntos que são essenciais em sua campanha, marcando pontos na área do meio ambiente e desmascarando a lorota de que existe conflito entre produção agrícola e a defesa do meio ambiente. No mais, a candidata do PV só corria o risco de desagradar os que já tem posição fechada contra sua candidatura. Ou será que Marina teve medo de perder votos entre os ruralistas?
Aqui você pode baixar, em PDF, o documento entregue aos três candidatos presidenciáveis onde a CNA discorre sobre os principais problemas do campo na visão da instituição e apresenta propostas do setor rural.
Marina deve ter lido o documento, afinal os assuntos tratados ali, sem terem referência apenas em uma campanha política, são do seu interesse direto. Aliás, do nosso interesse.
No documento, a CNA apresenta também algumas dúvidas simples, apontadas como dificuldades para a produção. Por sinal, devem estar aflitos, pois até grifaram certas passagens, como esta referente ao trabalho escravo: "o Código Penal passou a classificar como redução à condição análoga à de escravo a submissão do empregado à jornada exaustiva e a condições degradantes, mas sem determinar de modo objetivo o que seria, de fato, uma jornada exaustiva ou condições degradantes de trabalho".
É uma questão realmente angustiante. Os críticos podem rir, mas tem uma modernização aí. Não é como na época de Joaquim Nabuco, o grande Joaquim Nabuco, quando ele era "um contra muitos" na defesa dos escravos, naquele tempo só pessoas negras.
Naquela época, um argumento muito usado era o de que a liberdade dos escravos afetaria negativamente a produção. Pobre Brasil, adentramos o século 21 e a discussão ainda não terminou. Mas pelo menos a escravidão hoje é bem mais democrática: não discrimina mais pela cor da pele.
Mas essa a Marina respondia na bucha e responderia bem, porque conhece o problema bem de perto. Mas a candidata do PV não foi à sabatina e nossos ruralistas estão lá, ainda sem saber o que é "jornada exaustiva ou condições degradantes de trabalho". Será que a Marina não podia mandar um e-mail explicando?
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A Folha.com errou
Indecente esse Serra, não? Nada disso, a Folha,com errou. Em sua participação na sabatina da Confederação Nacional de Pecuária e Agricultura (CNA), Serra apenas fez alguns comentários em tom de humor acerca da boataria sobre seu vice, o deputado Índio da Costa.
A boataria evidentemente é espalhada pela blogosfera petista. Uma delas é que Índio é genro do banqueiro Salvatore Caciolla, assim com o verbo no presente. Índio, na verdade, foi namorado da filha de Cacciola lá para trás, há alguns anos. O namoro terminou em 2000.
Mas suponhamos que o vice de Serra fosse mesmo genro de Cacciola. A menos que ele fosse casado com a filha e tivesse um contrato de comunhão de bens com o sogro, não haveria problema algum. Ou quando alguém descobre que o sogro está envolvido com falcatruas tem a obrigação ética de desmanchar o casamento?
Sobre isso, Serra disse o seguinte: “Hoje um grande portal da internet diz que o Indio é ex-genro de Cacciola. Se ele tiver ido [na época] a um coquetel vão dizer que é companheiro de festa de Cacciola".
E a fala do candidato tucano que levou o jornalista a escrever a chamada, foi a seguinte: "O Indio foi um namorador, não sei se continua... hoje ele só tem uma namorada. Ele me disse por telefone 'não tenho amantes'. Eu disse 'não precisa exagerar, mas tem que ser uma coisa discreta'. Não estou pregando aqui pular cerca no casamento, mas também não precisa exagerar". Tudo isso foi em tom de piada, que inclusive fez a platéia rir.
E sobre isso a Folha.com deu a infame chamada "Tem que ser discreto, diz Serra sobre amantes". Dá até pra pensar que pode ter sido por distração. Mas o efeito de uma coisa dessas é mais ou menos no mesmo nível de uma campanha eleitoral suja do adversário.
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Tem que tirar isso daí
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Apanhando pra fazer política
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Estrago feio
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Um vermelho e azul com o ex-prefeito Cesar Maia
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quarta-feira, 30 de junho de 2010
Limpando a barra
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Vice sofrido
Não entendi a estratégia. Para chegar em algo tão simples, queimaram Alvaro Dias, um dos senadores tucanos que tem atuado melhor no plano nacional, e criaram confusão em um estado onde historicamente o PSDB tem boa votação em eleições presidenciais e no qual eles tem um candidato a governador com altos índices nas pesquisas.
Bem, pelo menos me deram um trocadilho: os caciques escolheram o Índio.
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POR José Pires
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Movimentando o eleitorado
Vou mostrar só a primeira frase do artigo: “Já faz algum tempo, começou a se generalizar no meio político a convicção de que Dilma vai ganhar as eleições”. E por aí vai, numa parcialidade de constranger até blogueiro petista, colocando a eleição de Dilma como certa, a menos, diz ele, que ela cometa algum “erro calamitoso”.
E neste artigo, ele ainda está pegando leve. Em outros ele tem afirmado que a candidata do Lula vai ganhar no primeiro turno. E a atividade mais marcante do articulista, repito, é ser o presidente de um instituto que tem suas pesquisas divulgadas com destaque pela imprensa.
Evidentemente a opinião de Coimbra não teria a menor importância se ele não fosse presidente (ou dono, tanto faz) do Instituto Vox Populi. Por coincidência, ontem o instituto soltou mais uma pesquisa colocando Dilma à frente de Serra, um movimento que este instituto vem fazendo há algumas semanas.
A publicação do artigo de Coimbra em alguns blogs chega a ser cômico. Saiu logo acima da notícia da sua pesquisa que dá Dilma em primeiro. Basta dar uma analisada em seus artigos para ver que é ele o cara. A movimentação rápida tanto da publicação de seu textos na blogosfera petista quanto dos conceitos que eles emitem é de desconfiar.
O dono do Instituto Vox Populi (ou presidente, vá lá) se apresenta também como sociólogo, mas sua importância na sociologia brasileira é zero. Já na política brasileira ele tem lastro, por assim dizer. Coimbra e seu Vox Populi estão na origem da construção do mito Fernando Collor. O dono do Vox Populi “ é amigo de Collor desde a adolescência. Ele esteve no núcleo inicial da candidatura de Collor e foi até o fim com o segundo presidente mais corrupto da nossa história — no primeiro lugar em corrupção eu fico com a opinião do ex-ministro lulista Mangabeira Unger: é Lula.
Com se fez aquele mito, que rapidamente foi comprovado como fraude, todo mundo sabe.
Que a empresa dele seja levada a sério, já me parece absurdo, por causa dessas intromissões indevidas dele no noticiário. Sem falar nos métodos de suas pesquisas. O pior é que ele ainda é levado a sério mesmo com esta história pregressa que faria um organismo de pesquisas ter que fechar em um país onde houvesse respeito à informação e ao conhecimento. Aqui o Vox Populi nem teve que mudar de nome.
E o instituto e seu dono são tratados pela imprensa como tivessem construído uma história de imparcialidade e credibilidade.
Desse jeito dá para entender a falta de memória do brasileiro. Pois quem tem a obrigação profissional de aguçar esta memória esquece muito fácil as coisas.
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POR José Pires
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Pesquisas de resultado
Para começar, no Brasil esses institutos também prestam serviço para partidos e políticos. Até dá pra entender que a Justiça eleitoral permita suas atuações em situações de tamanho conflito de interesses. É do funcionamento da nossa "justiça". Mas que jornalistas não usem este discernimento em seu trabalho... bem, dá para enteder também, mas é lamentável.
Por enquanto com a exceção do Data Folha, todos esses institutos prestam serviços a candidatos em eleições pelo país afora. E em muitos casos são pagos para montar o panorama político que o cliente quer para sua cidade ou estado. Não é preciso nem ser muito experiente em jornalismo para saber disso. Quem já não viu em sua cidade um candidato ser catapultado à estranhas alturas eleitorais por "institutos de renome" e depois esse candidato perder feio a eleição?
Dessa forma, chega até a ser cômico ver a imprensa nacional seguindo o roteiro imposto pelas pesquisas, a maioria deles de institutos claramente atrelados ao governo Lula. É um daqueles casos em que a justificativa menos incriminadora — incompetência — ainda é a pior resposta.
Essa suposta incompetência acaba deformando o nosso processo eleitoral. O candidato que não está no topo das pesquisas deixa de ter espaço, mesmo que suas idéias sejam bem melhores que a do conjunto. Hoje em dia, para ter a atenção dos jornalista, candidato precisa ter Ibope, Sensus e Vox Populi. Bem isso é falso não só em política, mas ainda mais em jornalismo.
Não podemos esquecer também que são estes institutos que trazem os números com a popularidade de Lula, num esforço que tornou-se concentrado após o escândalo do mensalão.
É claro que atualmente a popularidade de Lula pode ser realmente bem alta, ainda que eu não acredite que está tão lá em cima. É ele aqui e Berlusconi na Itália, como o próprio político italiano destacou em sua visita nesta semana ao Brasil.
Talvez o método usado aqui seja parecido com o da Itália. No Brasil, enquanto fingem que verificam, os institutos vão construindo uma realidade junto à opinião pública. É um método bem prático: depois de um tempo, basta aferir de fato que, dia a mais ou dia a menos, o resultado acaba conferindo.
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POR José Pires
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Pondo a mãe no meio das pesquisas
Na eleição de prefeitos, vereadores, deputados, enfim na construção do suporte político das oligarquias políticas os insitutos de pesquisa são uma ferramenta indispensável. Em cidades menores, esta ferramenta faz uma dobradinha invencível com o domínio da comunicação, com o mando sobre jornais, televisões e rádios.
Sua experiência, portanto, é imesa. E o que ele acha disso tudo? Ainda no ponto alto da ebulição causado pela rasteira que levou do lulo-petismo e um pouco antes de submergir, como faz sempre quando entra em crise, Ciro Gomes deu sua opinião sobre as pesquisas no Brasil.
“Pesquisa é fraude”, ele disse. Sobre dois institutos de pesquisa que norteiam o noticiário político, ele foi direto: “O Ibope e o Sensus fazem qualquer negócio”. E para expressar sua opinião sobre o conteúdo da relação entre institutos e os políticos, ele afirmou: “Montenegro, do Ibope, vende resultado de pesquisa". Diante da surpresa do jornalista, Ciro até reforçou esta afirmação: "Ele vende até a mãe pra ganhar dinheiro”.
Ciro Gomes deve saber muito bem do que está falando. Não tem eleição presidencial em que seu nome não seja referência das pesquisas. É só começar as especulações, para que ele surja em alta nas pesquisas sem que haja nenhum motivo aparente para que a população tenha uma recordação tão forte e precisa sobre seu nome.
Ainda mais interessante é que por causa disso ele também vira referência no noticiário. E como ele tem falas sempre sensacionais, é sua opinião que tem a maior acolhida. Ciro é de uma facilidade funcional que delicia nossos jornalistas. Para trabalhar de outra forma eles teriam que pesquisar mais, trabalhar melhor o texto e até ler um pouco. Sim , não é só o Lula que não lê.
Deliciados com esta facilidade, os jornalistas até se esquecem de questões importantes na eleição de um presidente a República como, para ficar apenas em poucas delas, como Ciro Gomes governaria sendo o que é, um político sem partido, sem base política e com um perfil autoritário e desagregador.
Mas o que faz o nome ter sempre de uma instabilidade perturbadora nas pesquisas? É outro fato misterioso e interessante. Nas pesquisas seu nome serve tanto para desconstruir uma candidatura como para construir outra. Em alguns casos, faz os dois serviços ao mesmo tempo. Talvez isso explique o ziguezaque pra cima e pra baixo.
O seu é o nome do sobe e desce. Vai de helicóptero, mas logo pode descer feito em tobogã. Mas acaba descendo e sempre na hora certa, para dar lugar a outro, que sobe também no momento exato. Deve ser por isso que alguns chamam de "cientificas" estas pesquisas. A única exceção foi esta agora, quando Lula prevendo um descontrole da situação, empurrrou o companheiro pra fora em pleno vôo. E sem paraquedas.
Ciro começa lá no alto e logo desce de forma rápida, sem que haja explicação lógica sobre o que o levou para tão alto e qual foi o fenômeno que o fez descer. Logo pode subir novamente, sem nenhuma razão que explique. A lei da gravidade é que não é, pois no Brasil esta lei, como tantas outras, não interfere no processo eleitoral.
Montenegro do Ibope resolveu deixar pra lá as acusações do político, que também já foi seu cliente. Aí volto a lembrar que uma imprensa respeitável jamais daria espaço para as opiniões do presidente do Ibope até que o que Ciro falou ficasse bem esclarecido. E pesquisas eleitorais de seu instituto, o Ibope, nem seriam mencionadas.
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Credibilidade pra lá de discutível
Montenegro optou por não por a limpo esta grave acusação, que não pode ser vista como pessoal, é bom deixar claro. O que Ciro Gomes fez foi atingir a empresa de pesquisa. E como estava irritado demais com sua queda recente, o deputado abriu o jogo que todos sabemos bem que ocorre entre políticos e institutos: "Pesquisa é fraude"
Se Montenegro acha que não tem importância que um presidenciável, que foi inclusive seu cliente, diga que ele é ladrão, é problema do presidente do Ibope. Mas os jornalistas não deveriam tomar uma atitude séria em relação à este e tantos outros casos que envolvem os institutos de pesquisa?
Num país sério e até em países não tão sérios assim, mas com uma imprensa que trabalha com rigor a informação, um instituto de pesquisa cujo presidente aceita ser chamado de ladrão deixaria imediatamente de ser referência para qualquer assunto político.
E um instituto como o Vox Populi, que tem um presidente escrevendo artigos da maior parcialidade em época de eleição também teria sérias dificuldades para encaixar os números eleitorais de sua empresa no meio do noticiário.
Mas não é o que acontece no Brasil e com isso vai-se ampliando o abismo moral que impede isso aqui de tornar-se uma Nação decente.
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terça-feira, 29 de junho de 2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Agora vai
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O silêncio de Serra e outras lacunas do Twitter
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Twitter, modo de usar
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domingo, 27 de junho de 2010
Ziquizira de Lula pega Lampard e contagia a Inglaterra
Lampard teve um gol legal anulado pelo árbitro e foi responsável por uma jogada que acabou dando um gol para o adversário. No primeiro lance de azar, uma bola chutada por ele bateu no travessão e quicou dentro do gol antes de ser agarrada pelo goleiro alemão. Mas o juiz não confirmou o gol claro. Em outro lance azarado, numa cobrança de falta Lampard chutou a bola contra a barreira, criando a possibilidade de um rápido contra-ataque alemão que resultou no terceiro gol da Alemanha.
Com já dissemos aqui, aqui e aqui, mesmo quem não acredita em bruxas sabe que é bom ficar longe do pé-frio do Palácio do Planalto. Esta é mais uma prova da pesada energia do azarento, que ostenta uma extensa lista de esportistas prejudicados. O episódio de Lampard comprova inclusive que a uruca do petista pode até mesmo ser repassada, como parece ter acontecido com a seleção da Inglaterra.
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sábado, 26 de junho de 2010
O Twitter que calou o melhor tuiteiro da política
Jefferson detonou a bomba anteontem e se assumirmos a paranóia que este momento propicia, seu comportamento desde então dá a impressão de que ele entrou na campanha do Serra a mando do Lula.
Neste drama eu gosto bastante da perspicácia do senador Guerra. Ele tinha na mão uma questão de grande importância estratégica na campanha, algo do maior sigilo e deve ter pensado de imediato: "acho que vou passar essa notícia para o Roberto Jefferson. Mas preciso avisar que é segredo".
Bem, Guerra deve ser novo no Brasil. Jefferson colocou a novidade no Twitter, numa tarde em que ele estava mais embaladão que de costume. Pelo que dá para entender nos posts, o ex-deputado e presidente do PTB estava passeando de moto num giro de motociclistas pelo interior de Minas Gerais. Na sua página ele se apresenta com “advogado, Presidente do PTB, cantor amador e motociclista”. A maiúscula em Presidente é dele.
Estava uma tarde animada — “Céu azul anil, com nuvens carneirinho branco”, escreveu ele. Jefferson acelerou legal. Ainda menos que motorista, motociclista não pode beber, é claro, mas as tuitadas que ele foi dando durante a viagem dão a impressão de que algum estimulante ele deve ter botado pra dentro. Ou foi o vento da estrada entrando pelo nariz, coisa que oxigena o cérebro de um modo alucinante.
Uma tuitada que ele deu, definindo sua categoria. A dos motoqueiros, não dos políticos: “Tal mulher, tal moto. A mulher dos harleyros são baixas e encorpadas. As dos bmw são altas e esguias. Na rua ou em casa a montaria e igual”. Como conceito em uma eleição com duas mulheres como adversárias e na qual o voto feminino deve ser definidor, um pensamento desses vem bem. Para o adversário, é claro.
Jefferson estava impossível, com o perdão da redundância. Outra tuitada, que está repercutindo bem entre os adversários até agora foi quando ele escreveu que "O DEM e uma merda!!!”. Logo depois pediu desculpas no próprio Twitter, dizendo que não era para ser publicado. Seria só uma resposta para outro tuiteiro. Ou seja, ele acha mesmo que o aliado é aquilo que ele tuitou.
Tem muito mais coisas em sua página. Foi um dia bem agitado e Jefferson escreveu bastante. Algumas notas podem criar muitos problemas para Álvaro Dias em suas bases paranaenses. O senador cuja escolha para o vice deu neste barulho todo terá muito que explicar para seus eleitores. As tuitadas de Jefferson para Dias são só elogios, o senador chega a ser chamado de “irmão”.
O Twitter de Roberto Jefferson deve ter “bombado” de acessos, como se diz na internet. Porém, o que ele fez ontem acabou calando exatamente o Twitter de maior sucesso no meio político e um dos mais acessados na internet: o de Serra.
Serra não posta nada desde a madrugada do dia 24. Depois disso só deu Jefferson no Twitter. Talvez não dê para chutar o petebista da aliança, afinal hoje em dia qualquer minutinho de horário gratuito na televisão é muito precioso. Mas será que não dá para tirar o Twitter da mão dele?
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POR José Pires
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José Pires
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As raízes do que está aí
Com isso, na realidade, deram tempo para o presidente da República mais corrupto da nossa história (segundo um de seus próprios ministros) se recuperar. Por interesse particular ou de grupo, certos tucanos nunca tiveram na verdade a intenção de se opor verdadeiramente ao projeto de poder representado por Lula. Daí o fascínio deles por politicos como Antonio Palocci, cuja imoralidade comporta até os escândalos da mansão da República de Ribeirão Preto, um local onde se juntava a política sem ética e, talvez até, sem o uso de camisinha.
O que acontece é que o governo do PT sempre pareceu a esses tucanos um macaco muito útil na tarefa de tirar as castanhas do fogo para esses tucanos e os interesses empresariais por trás deles. E gente como Palocci atuava como firmadores desse tipo de compromisso.
Os dirigentes do PT nunca se opuseram a este conluio, mas o problema é que o projeto político do lulo-petismo tem que avançar. E feita a picada com a ajuda de amplo setor dos tucanos, a massa asfáltica que pretende perenizar este poder não comporta a democracia. Agora não há mais aquele espaço de “conciliação”. E será que políticos veteranos como Jereissati, Guerra, o Azeredo de Minas Gerais, e tantos outros tucanos que deram uma ajuda indireta ao projeto petista de poder pensavam que este lucrativo jogo iria ser para sempre?
Com os olhos fechados por compromissos quase que meramente financeiros, estes tucanos nunca compreenderam de fato o projeto do PT, com Lula à frente como simbologia da maior eficácia. Acho até que nesta história Lula não é tão determinante como parece. Não estou dizendo que ele é bobo, não. Seria loucura desconsiderar a inteligência de um patife que consegue representar tão bem até o papel de líder humano e bondoso. O que digo é que não há exatamente um "lulismo" bancando este projeto. É bem mais que isso. A grande capacidade do grupo de poder em torno deste projeto foi a de ter entendido bem rápido, lá atrás, o que este homem representava dentro do que pretendiam.
Isso não é nenhuma novidade. Uma das razões dos tucanos não entenderem o que está à sua frente é que se ocupam do Buarque errado. Ficam no Chico, quando quem revela o nó político da nacionalidade que favorece políticos como Lula é outro Buarque, o Sérgio Buarque de Holanda. Lula não leu evidentemente "Raízes do Brasil", mas ele e seus companheiros usam e abusam de todos os defeitos brasileiros muito bem detectados neste livro até profético.
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POR José Pires
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Criando crise por conta própria
Agora os tucanos dão a impressão de terem entendido o que se passa, mas não conseguem encontrar unidade política para pôr a caminho a ação prática para interromper este projeto autoritário: eleger José Serra.
Serra é um dos políticos brasileiros que sabem muito bem o risco que corremos, até porque ele conhece bem a tigrada da esquerda. Afinal, não faz tempo que todos dançavam juntos na mesma gafieira paulistana.
A crise do vice de Serra, absurda e completamente idiota porque foi gerada pelos próprios tucanos, comprova muito bem esta dificuldade política. A coisa é tão idiota que até parece que a coordenação de campanha de Dilma Rousseff está dando uma mão para Serra. Só falta alguém começar a fazer um dossiê.
Penso que deviam mudar os símbolos e a realidade política dos Estados Unidos por ajudar muito na escolha. Os Democratas deviam usar o elefante, que nos EUA é símbolo do Partido Republicano, que é mais a cara dos Demos. E o PSDB, que é na verdade o Partido Democrata, devia trocar o tucano pelo burro usado lá pelos republicanos.
Mas voltemos aos nossos tucanos, este bicho político difícil de se lidar, e o paquidérmico DEM, um partido cuja inabilidade política está na própria reformulação marqueteira de seu nome, que passou de PFL para DEM, uma sigla que lembra DEMO num eleitorado que ou é católico ou crente. Um gênio o marqueteiro que bolou essa sigla.
Mas é lamentável que os dirigentes (demistas, demoníacos, dementes?) que aprovaram não percebessem que foi era um marqueteiro petista.
O partido que como uma grande contribuição política neste ano de eleição trouxe os panetones de sua liderança nacional, o governador cassado Arruda, bate o pé para ter voz em um projeto político de governo que, se vitorioso, terá um trabalhão danado para consertar os desastres infraestruturais do país e ainda agüentar o clima de guerrilha que será imposto pelos derrotados.
Seja qual for o desfecho desta crise, o que fica é um excelente material de campanha. Para a campanha da candidata do Lula, bem entendido.
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POR José Pires
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quarta-feira, 23 de junho de 2010
Notas falsas como notas de três reais
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José Pires
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segunda-feira, 21 de junho de 2010
Sem medo de ser sexista
O plano parecia perfeito em um estado coalhado de favelas e com uma grande população de negros. Porém, com esse slogan perdeu feio ainda no primeiro turno. Logo depois pegou uma boquinha no governo Lula, mas não deu certo mesmo assim. Esteve encalacrada em várias denúncias no primeiro mandato de Lula, quando foi ministra da Ação Social.
É lembrada apenas pelos rolos, inclusive viagens particulares pagas com o dinheiro do contribuinte. Foi um dos petistas que caíram rápido do cargo.
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POR José Pires
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Reescrevendo a história
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sábado, 19 de junho de 2010
Isso é que não é
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