quinta-feira, 25 de outubro de 2012
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quarta-feira, 24 de outubro de 2012
O nome certo de cada coisa
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sábado, 20 de outubro de 2012
Negócios do comunismo
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sexta-feira, 12 de outubro de 2012
terça-feira, 9 de outubro de 2012
O corrupto ativo do mensalão
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Aliança com o PT faz mal para malufista
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segunda-feira, 8 de outubro de 2012
O mito Lula se desfaz
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sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Um estilo que o PT não esperava

Imagem: Na impressionante tela de Caravaggio (pintada em 1600), São Tomé mete o dedo nas chagas de Cristo para crer que ele de fato ressuscitou.
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quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Mensaleiro pra debaixo do tapete
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A doce recompensa de Reinaldo Azevedo
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sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Humor explosivo
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quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Refúgio seguro
Dirceu diz hoje em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo que não vai fugir do Brasil se for decretada sua prisão. Sua condenação pelo STF parece inevitável, mas ele tem razão de não se preocupar. São mínimas as chances dele ir para a cadeia mesmo que haja a condenação. E alguém vai para a cadeia no Brasil quando seu crime envolve uma cadeia de interesses de setores poderosos da política?
Na verdade o Brasil vive há tempos a situação de refúgio de criminosos ou de pessoas condenadas em outros países. Nisso a nossa fama é internacional. Temos inclusive o caso do terrorista Cesare Battisti, defendido e acolhido aqui por Dirceu, Lula e seus companheiros para não ir para a cadeia na Itália. A fama de terra sem lei até virou chavão de filme americano. Sempre tem um mafioso ou qualquer outro tipo de criminoso em filmes ou séries de TV que planeja sua fuga para a impunidade garantida nessa terra tropical.
A situação é explorada até em histórias em quadrinhos. O desenho da imagem é de uma ótima série de quadrinhos criada pelo desenhista Jordi Bernet e o roteirista Antonio Segura. Os dois são espanhóis. A Espanha tem ainda hoje um bom mercado de história em quadrinhos, com excelentes desenhistas. No país criou-se até esta indispensável parceria entre desenhista e roteirista, sendo Segura um dos mais criativos. Algumas de suas histórias se nivelam por cima com grandes filmes de aventura. Infelizmente, Segura morreu em janeiro deste ano, mas Bernet continua em forma. Tem um desenho simplificado, de alto poder de envolvimento do leitor.
O quadro destacado na imagem é de Kraken, série que se passa nos esgotos de uma grande cidade, onde vive um ser monstruoso que jamais aparece. E nem precisa, como sabe qualquer um que viva numa cidade com seus Krakens. O esgoto é patrulhado por um grupo de militares comandado pelo tenente Dante. Claro que o nome não é por acaso. O criminoso que planeja fugir para o Brasil é um embaixador envolvido com tráfico de drogas que forja o próprio sequestro. No final, o tenente resolve o problema de forma, digamos assim, pragmática. Ele elimina os bandidos todos e sabe que o embaixador pode ficar livre usando seus laços políticos. Então dá um tiro mortal no embaixador, que já começava com ironias. Desse problema pelo menos o tenente Dante livrou o Brasil.
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domingo, 16 de setembro de 2012
O banco dos mensaleiros
No inquérito do mensalão, o então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza é muito claro sobre o que pretendia a cúpula petista, na época composta por José Dirceu, Delúbio Soares, Sílvio Pereira e José Genoíno. A compra do apoio dos deputados para o governo tinha como objetivo a perpetuação do PT no poder.
Além da matéria que mostra a responsabilidade de Lula no mensalão, a Veja desta semana traz uma entrevista com Lucas da Silva Roque, que foi superintendente do Banco Rural em Brasília. E ali temos uma outra informação chocante sobre a ousadia do bando que pretendia tomar de assalto a República. O ex-superintendete revela que havia um plano do grupo do mensalão de montar um banco popular que juntaria o Rural e o BMG com a CUT, a central sindical petista. O esquema financeiro só não foi adiante porque aconteceu a denúncia do mensalão. Com o escândalo, abortaram o plano.
A CUT participaria direcionando beneficiários do INSS para tomar empréstimos consignados na instituição que seria formada. O projeto teria capital inicial de R$ 1 bilhão. A central sindical governista foi entusiasta da criação dessa modalidade de crédito pelo presidente Lula. O empréstimo realizado por aposentados e pensionistas do INSS é uma minha de ouro da qual participam os sindicatos: no ano passado o volume de crédito foi quase R$ 30 bilhões.
Dá para imaginar o estrago para a nossa democracia se o grupo tivesse concretizado o plano do banco popular. Além do domínio político do Congresso, a canalha contaria com muito dinheiro para o financiamento.de seus planos. Além, é claro, das fortunas que teriam certamente separado para o enriquecimento pessoal de cada um.
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sexta-feira, 14 de setembro de 2012
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Ferreira Gullar num lado estranho
Naquela eleição o candidato favorito era Miro Teixeira, pelo PMDB, que era o herdeiro do chaguismo, estrutura corrupta comandada pelo governador indireto Chagas Freitas, que mandava no estado desde o golpe militar de 1964. A disputa dividiu os artistas, a intelectualidade e os jornalistas. O destino do semanário "O Pasquim" foi decidido ali pelo Ziraldo e o Jaguar. O primeiro estava com Miro Teixeira e o segundo apoiava Brizola. O dois decidiram que o jornal de humor ficaria com aquele que estivesse com o candidato ganhador. Parece piada, mas foi realmente isso que eles fizeram.
Outra personalidade muito importante que também apoiava publicamente Miro Teixeira para governador era o poeta Ferreira Gullar. Como contribuição para a campanha de seu candidato, Gullar resolveu fazer um poema. Isso mesmo, ele fez um poema para o Miro Teixeira. Mas com apenas uma observação Jaguar matou o poema de propaganda. Ele escreveu em "O Pasquim" que o poema de Ferreira Gullar para Miro Teixeira era o Poema Sujo Nº 2.
Me lembrei disso hoje sapeando no site do candidato à reeleição para prefeito do Rio, Eduardo Paes. Surpreendentemente para mim, Gullar está apoiando Paes e até gravou um vídeo que deve estar passando na televisão. Meu estranhamento é que o prefeito do Rio faz parte de um esquema político nacional sobre o qual Gullar tem escrito artigos bastante críticos.
O vídeo de Gullar está ao lado do vídeo do Lula falando muito bem de Paes. Ao menos nisso os dois concordam, mas da parte do poeta não vejo coerência no apoio . Ele não chegou a fazer um poema para o candidato (aí seria o Poema Sujo Nº 3), mas diz que o prefeito é um político ético. É muito discutível uma afirmação dessas sobre alguém que como deputado federal do PSDB fazia oposição ferrenha a Lula e depois mudou de lado da forma que ele mudou.
Não sei a razão para Ferreira Gullar nesta altura da vida se meter numa eleição como esta e ainda mais do lado de um prefeito que faz parte do grupo do governador Sérgio Cabral e seus secretários cabeça de guardanapo com suas festas com empreiteiros em Paris. É um esquema em que está até o Lula, sempre tão criticado pelo poeta.
Mas independente do apoio errado, eu penso que alguém na posição de Gullar na cultura brasileira deveria evitar a atividade política direta, atuando do modo que ele vem fazendo muito bem em seus artigos e entrevistas na imprensa. O país precisa muito de artistas e intelectuais que tenham compromisso com a discussão crítica e criativa da realidade brasileira, sem o envolvimento com correntes políticas e muito menos com qualquer candidato.
POR José Pires
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quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Roda Viva tira pouco de Diogo Mainardi
Há dois anos Mainardi mudou-se para Veneza com a família. Passou por aqui apenas para caitituar o livro “A queda”, escrito sobre seu filho de dez anos. O menino nasceu com paralisia cerebral, causada por um erro grosseiro no parto em um hospital veneziano.
A mudança de Mainardi para Veneza teve a ver com também com isso. Passados oito anos, a família ganhou um processo contra o hospital. Como os oito milhões de reais da indenização asseguram o futuro do filho, Mainardi resolveu ficar “sem fazer nada”, como ele diz fazendo graça durante a entrevista.
Sempre é interessante ouvir Diogo Mainardi, mas o programa desperdiçou um bom entrevistado. O que rendeu de melhor foi por conta dele, que em determinados momentos puxava um bom assunto. Mas nem assim os entrevistadores se tocavam do tema que aparecia espontaneamente.
Em razão da sua forma de escrever, enquanto esteve no Brasil Mainardi acabou encarnando um personagem brigador e irônico. Neste novo livro ele se expõe de forma diferente, mais humano, ocupado em viver profundamente o drama do filho. Havia uma chance do Roda Viva ter mais a ver com isso, trazendo para nós o ser humano que nunca apareceu na coluna da Veja. Mas não apareceram perguntas para desentocar este novo Mainardi. Teve apenas uma ou outra rápida excessão, como no momento da lembrança do amigo Ivan Lessa, que ele classifica como a pessoa mais importante na sua formação intelectual.
Outra coisa que me chamou a atenção no programa e que também não despertou interesse algum nos entrevistadores foi a menção de Mainardi ao altíssimo custo de vida em São Paulo. Foi no primeiro bloco do programa, mas nenhum dos presentes parece ter percebido. Ele disse que estava “escandalizado” com os preços e que hoje não conseguiria viver “nem 12 dias” com o que ganhava há dois anos atrás.
Não é diferente do que acontece em outras cidades brasileiras, cada qual evidentemente em seu padrão econômico. O amalucado Brasil é um país onde também os preços enlouqueceram. Mas parece que o brasileiro gosta. Dilma está aí com alta popularidade e o Lula, que Diogo Mainardi até achava que iria cair, também continua a falar suas baboseiras com o mesmo ar de mestre de antes.
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sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Parceiros de criação
Conheci mais o Solda, não tanto quanto eu gostaria, mas o suficiente para perceber como é verdadeira aquela definição de quem tem gente que é genial no que faz, mas é muito mais ainda na conversação. Já disse que o Solda é bamba em variadas artes, mas conversando é um espetáculo. O Leminski, com quem tive pouco contato, também tem fama de ter sido um ótimo papo. Imagino como foi bom os dois fazendo dupla de criação numa agência, passando o dia e muitas vezes também parte da noite trocando idéias e provocações.
É claro que a relação intensa entre eles teria de criar influências mútuas e até resultar em alguma confusão de autoria. Essa imagem que publico, por exemplo, eu sempre julguei que fosse uma criação do Leminski. Faz tempo que acho a sacada muito boa, mas pensei que fosse um auto-retrato. Achava que o Leminski tivesse apenas pedido pro pro Solda fazer com sua letra ótima de cartunista a legenda bem sacada embaixo da montagem fotográfica também muito boa.
Mas a história não foi assim. A criação é do Solda. Mas deixa ele contar como foi a coisa. Leiam este texto que tirei agora há pouco do blog dele:
"Trabalhávamos na Múltipla Propaganda, anos 80. Leminski falava o tempo todo que estava aprendendo japonês, para melhor entender a poesia japonesa. Sem nada para fazer, xeroquei a cara do Polaco e coloquei sobre uma gueixa. Tirei uma quantidade enorme de xerox e espalhei pela agência. E a minha brincadeira 'kami quase' saiu no primeiro livro de Leminski, virou nome de site e, tempos depois, ele, o Bandido que Sabia Latim, contou-me que Haroldo de Campos havia considerado a montagem 'uma descoberta genial'. Solda"
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quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Gilberto Gil acorda para a ameaça ao Xingu
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quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Mortos sem justiça
Esse tipo de notícia tem a saudável utilidade de lembrar ao brasileiro como anda a justiça em sua terra. Mostra que passados sete anos um crime bárbaro ainda não teve conclusão jurídica. O fazendeiro ainda estava em prisão preventiva, com seus advogados fazendo aquele jogo que todo mundo conhece. E mesmo para nós que vivemos longe da região onde se deu o crime não é difícil de compreender as razões do juiz que mandou trancafiar o mandante agora solto pelo STF.
Quando não existe punição a um mandante é evidente que não se rompe a cadeia de crimes. E isso é o que permite aos violentos e poderosos instituirem leis próprias sobre os cidadãos de regiões rurais do país e até nas grandes cidades, onde os métodos da pistolagem se impõem por meio de milícias paramilitares.
O assassinato da missionária teve repercussão mundial, além de ter sido um crime extremamente cruel e com o objetivo claro de eliminar uma pessoa que era um empecilho ao roubo de terras do Estado. É bom lembrar aqui algo que poucos destacam quando falam desse crime. Dorothy defendia trabalhadores rurais daquela região em conflitos de terra, mas este assunto não tinha nada a ver com a ocupação de propriedades privadas. O que estava em disputa eram terras públicas tomadas por fazendeiros.
Voltemos ao crime. Os bandidos mataram uma senhora miúda que estava sozinha e era tão pacífica quanto impedida fisicamente de qualquer reação. Não tentou nem gritar por socorro. Contam que procurou convencer seus assassinos e teria até rezado no momento dos tiros. Dizem ainda que estava com uma Bíblia, que mostrou quando perguntaram se estava armada. “Esta é a minha arma”, teria falado aos criminosos.
O assassinato foi classificado como “crime hediondo”, mais esta nossa jabuticaba. E digo jabuticaba pois temos mais um produto extraordinário, típico da incapacidade do Estado brasileiro em resolver problemas pela via normal.
Para mim, se não for em legítima defesa qualquer assassinato tem que ter tratamento rigoroso. Em caso de condenação, jogue-se fora a chave da cela até o cumprimento total da pena. Mas isso é uma opinião pessoal, é claro. E em pleno desacordo com o que temos no país.
E eu estou longe de terras dominadas por pistoleiros. Mas dá para compreender como andam as coisas no Pará e em outros estados da região com extensas áreas em processo de colonização. Mesmo com a ampla divulgação da morte da freira a ação da justiça ainda está neste andamento. Ora, isso facilita aos poderosos a pressão cotidiana sobre a vida das pessoas, com os espancamentos, torturas e assassinatos.
Trabalhadores rurais e índios sofrem nas mãos dessa canalha. No ano em que a freira Dorothy foi morta foram assassinados no campo outros 37 trabalhadores. Os dados são da Comissão Pastoral da Terra (CPT), órgão ligado à Igreja Católica. Nunca soubemos os nomes desses mortos. E nem dos que os mandaram matar.
POR José Pires
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