sábado, 15 de dezembro de 2007

Nas asas da liberdade

O apresentador de TV e comediante mais popular de Cuba, Carlos Otero, fez ontem sua melhor performance contra a tirania: pediu asilo político aos Estados Unidos.

A importância artística de Otero em Cuba pode ser medida pelo anúncio que postei acima, extraído de seu site na internet. É sobre seu show em Toronto, Canadá. Observem que é patrocinado inclusive pela empresa estatal cubana de aviação.

Otero aproveitou a viagem ao Canadá, onde foi para gravar seu programa de fim de ano, para fugir do regime de Fidel Castro. “Passei dois meses meses esperando que me dessem permissão para viajar com meus filhos até que finalmente consegui”, ele disse para a BBC.

Segundo ele, está cada vez mais difícil trabalhar em Cuba devido à “censura e à vigilância institucional”.

Sua explicação sobre a fuga do regime cubano tem a simplicidade de qualquer apelo à liberdade: “Não quero pedir mais permissão a ninguém para me expressar, me deslocar ao redor do mundo e fazer o que tenho vontade”.

Também sobre a falta de liberdade em Cuba, lemos no Blog da Santa que três músicos cubanos (Miguel Angel Núnez Costafreda, Juan Alcides Díaz e Arodis Verdecia Pompa) em visita ao Recife desertaram e estão escondidos à espera de asilo políticos. O fato dos três estarem escondidos é uma vergonha para o Brasil. Eles têm medo de que o governo Lula faça o mesmo que fez com os atletas cubanos que desertaram durante os jogos Pan-americanos e os reconduza aos braços – ou garras – do regime cubano.

A Polícia Federal está atrás dos músicos cubanos, mas o deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE), precavido, já entrou com pedido de habeas corpus preventivo para os três.
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POR José Pires

A suspeita premiada

É sabido que no meio acadêmico proliferam as patotas – alimentadas por ligações políticas ou apenas pessoais – onde o compadrismo é eficiente moeda de troca, seja para o crescimento na carreira ou na auto-defesa do grupo. Neste caso, é bom lembrar, o espírito de corpo serve para o acobertamento de deslizes profissionais e ou até mesmo de crimes contra o patrimônio público. Serve também, é claro, para favorecimentos na área acadêmica, tudo feito com o comportamento bem parecido com o crime de formação de quadrilha previsto no Código Penal. Um ajuda o outro, no sistema do toma-lá-dá-cá, e no final perdem a capacidade profissional e a produtividade.

A premiação da biografia de José Genoíno pela Biblioteca Nacional parece uma dessas ações entre amigos, que acontecem muito no meio acadêmico. Simbólicamente, no entanto, é de valor bem maior já que se trata de um prêmio bacional destinado à valorizar o mérito e a capacidade intelectual.

O prêmio de R$ 12,500,00 naturalmente acendeu uma polêmica e não apenas pela natureza do biografado, mas também pela suspeição levantada pelas relações próximas entre a premiada e os jurados.

O livro sobre Genoíno, deputado federal e liderança petista denunciado pela Procuradoria-Geral da República por envolvimento direto no escândalo do mensalão, foi escrito por Maria Francisca Pinheiro Coelho, professora da Universidade de Brasília e que já foi filiada ao PT.

A autora é velha companheira do deputado petista. Genoíno, que era presidente do Diretório Central de Estudantes da Universidade Federal do Ceará, foi quem levou Maria Francisca Pinheiro Coelho, que era caloura, para o conhecido Congresso da UNE em 1968 em Ibiúna, em São Paulo.

O livro naturalmente foi bem usado como peça política para a defesa do deputado petista, que responde como réu no STF por formação de quadrilha, peculato (4 vezes) e corrupção ativa (9 vezes). O escândalo do mensalão não está presente no corpo da biografia. Aparece apenas em uma entrevista na qual ele se defende das acusações. A singela explicação da autora é de que a biografia já estava pronta quando ocorreu a descoberta dos crimes atribuídos ao petista.
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POR José Pires

A vida como ficção

Qualquer autor sério e ético, até por uma questão de honestidade intelectual, adiaria a publicação da biografia até que estivesse esclarecido o papel de Genoíno em acontecimentos tão determinantes para a sua vida. Mas o que aconteceu foi o contrário: a publicação do livro pareceu atender às circuntâncias políticas do biografado.

Tecnicamente a justificativa é tosca. O escândalo do mensalão é parte indivisível da trajetória política de José Genoíno, tanto que transtornou todos seus planos políticos e, a menos que haja uma grande surpresa política, acabou com a possibilidade dele se alçar a um cargo maior.

O mensalão é agora um fato até mais importante na vida de Genoíno que sua participação na chamada Guerrilha do Araguaia, quando o Partido Comunista do Brasil projetou uma campanha militar para tornar o Brasil um país comunista.
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POR José Pires

Suspeita de farsa política e intelectual

Já haveria um natural estranhamento com a premiação da biografia de José Genoíno pela Biblioteca Nacional, mas as relações entre integrantes do júri de premiação e Maria Francisca Pinheiro Coelho tornam a coisa parecida com uma farsa.

A autora premiada tem relações estreitas com pelo menos dois dos três integrantes do júri que premiou o livro. Ela é colega de Maria Angélica Madeira no departamento de sociologia da UnB e bem próxima de Bárbara Freitag com quem editou em 1993 o livro “Marx morreu: Viva Marx”. Freitag foi também orientadora da premiada. Sobre Freitag, Maria Francisca também organizou o livro “Itinerários de Bárbara”, Como entrega o título, trata-se de uma edição de ensaios elogiosos. Um dos ensaios do livro é assinado por Paulo Sérgio Rouanet, marido de Bárbara Freitag.

Uma rápida busca no Lattes (sistema que publica os currículos na área universitária) também flagra Maria Francisca publicando textos elogiosos à obra de Maria Angélica Madeira.
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POR José Pires

Reincidência

Maria Francisca Pinheiro Coelho não é caloura em polêmicas que trazem em si suspeitas de favorecimento e que envolvem o uso do dinheiro público. No início de novembro ela já havia sido criticada pela sua contratação para prestar “"serviço de especialista em sociologia política" e editar um livro com os anais de um seminário sobre reforma política para o governo Lula. Falamos sobre o assunto aqui, neste Brasil Limpeza.

Por dois meses de trabalho ela recebeu 14 mil reais. Na ocasião, evidentemente o fato despertou suspeitas de favorecimento devido à biografia favorável escrita por ela sobre o petista José Genoíno, que ainda tem muito poder no governo Lula.
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POR José Pires

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Nas bancas

O PT diz que vai lançar seu próprio jornal em 2008. Sugiro o nome de "Mensalão". Vejam as vantagens: é um nome com uma ligação histórica com o partido e já tem uma ótima inserção nos meios políticos.
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POR José Pires

Compañeros de infortunio

E Lula foi pra Caracas... Será que vai dizer ao falastrão de lá que aqui também a oposição teve uma vitória de merda?
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POR José Pires

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Talento incomum

Tucano é um animal político aguerrido. Não poupa nenhum esforço para ser a favor.
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POR José Pires

O Senado em boas mãos

Eu andava contrariado com a candidatura do senador Garibaldi Alves Filho à presidência do Senado. Garibaldi, que é do PMDB capixaba, acaba de ser eleito. Mas eu penso que a passagem de Renan Calheiros pelo cargo criou a exigência de um certo tipo de qualificação que, mesmo levando em conta o alto grau de profissionalismo dos nossos senadores, não é pra qualquer um.

Até agora eu não encontrava nele requisitos fundamentais, pelo menos no conjunto, que lhe dessem estatura moral para sentar na cadeira que as nádegas de Renan Calheiros esquentaram por tanto tempo.

Mas uma notícia de hoje traz um reforço considerável para o currículo do senador capixaba. Garibaldi teve gastos da sua campanha de 2002 cobertos por um suposto esquema de desvio de recursos públicos investigado pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte.

Conforme a denúncia feita por promotores públicos no mês passado, cerca de R$ 210 mil saíram dos cofres da Secretaria de Defesa Social. Vejam bem, da Defesa Social, o que denota uma elevada qualificação. Não foi de qualquer secretaria, mas de uma com a função de atender necessitados.

A grana acabou com 17 pessoas ligadas à campanha eleitoral feita pela Polis Propaganda e Publicidade. A empresa é do João Santana, ex-sócio do publicitário Duda Mendonça e amigo do senador Garibaldi. Santana fez também a campanha de reeleição de Lula em 2006.

Segundo os promotores o dinheiro foi usado na campanha para o governo de Fernando Freire (PMDB), ex-vice governador de Garibaldi, que foi então candidato ao Senado na chapa. Garibaldi já confessou que a campanha dos dois era única.

Está ai, a notícia me deixou mais aliviado. A presidência do Senado está bem preenchida. Garibaldi Alves Filho é o homem certo no lugar certo.
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POR José Pires

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

As semelhanças não enganam


A primeira encrespada com o novo logotipo da Companhia Vale do Rio Doce, rebatizada apenas como Vale, saiu no blog do Ancelmo Gois, no site Globo Online. Na segunda-feira noticiavam que profissionais do design estavam achando muito estranha a semelhança do novo logotipo com o símbolo do ABN AMRO, banco holandês que comprou o banco Real.

As cores realmente se parecem e a disposição do nome ao lado tornam mais assemelhados os dois logotipos, mas ao meu ver nada tão forte para haver mais que a suspeita de plágio. Na verdade, o que mais me chamou a atenção no logotipo da Vale foi que ele está mais para uma fábrica de filtro de café. Então deixei pra lá.

As mudanças na imagem da Vale foram cercadas do maior sigilo, ao ponto da África, agência do muito bem pago marqueteiro Nizan Guanaes, ter feito a campanha da nova marca sem saber os novos nome e logotipo. O custo da mudança foi de 50 milhões de dólares. A mudança visual foi coordenada pela empresa norte-americana Lippincott Mercer e pela brasileira Cauduro Martini.

Mais eis que agora surge mais uma desconfiança quanto ao logotipo da Vale e desta vez com muito mais propriedade. Agora a coisa parece mesmo plágio. O logotipo da Vale é praticamente o mesmo da empresa de calçados Vitelli, de Franca, São Paulo. Confira ao lado como as marcas são mesmo uma a fuça da outra. A notícia corre na internet e em sites especializados ou não a unanimidade é que desta vez só o plágio explica a impressionante semelhança.

No caso do paralelo com o logotipo do banco ABN AMRO, a polêmica se estenderia bastante provavelmente sem chegar à comprovação de fato sobre o plágio. Mas quanto ao logotipo da Vitelli, os milionários designers do logotipo da Vale não vão encontrar justificativa. É a mesma marca. A única diferença clara entre as duas é o preço cobrado do cliente
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POR José Pires

Culpando o passado

Lula foi fazer uma visitinha ao Pará e já resolveu o caso da menina que foi mantida presa com vários homens e que sofreu abusos. A culpa é do governo anterior.

“Teve gente que governou este Estado por 12 anos. Agora que ela está há um ano tentam jogar nas costas dela todas as desgraças que acontecem no Estado. Tentam jogar nas costas dela a responsabilidade”, ele disse.

Pelo menos inovou. Até o momento todos os envolvidos no caso culpavam a garota, ou seja, culpam a vítima. Então o Pará já está tão desenvolvido que tem até herança maldita. Precisam avisar às vítimas.
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POR José Pires

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Volta, volta, volta!

E o Senado continua indo bem na trilha ética traçada em conjunto com Lula. O PMDB está com quatro candidatos à presidência: Garibaldi Alves (RN), Neuto De Conto (SC), Valter Pereira (MS) e Leomar Quintanilha (TO). E ainda tem José Sarney, como sempre, corre por por fora.

Mas os cinco candidatos ainda não são representativos do estado atual do Senado. Não que eles não tenham se esforçado em suas carreiras para estar à altura do gabarito ético da Casa. Nada disso. Sarney, por exemplo, tem todos os requisitos para isso.

Mas ninguém é mais talhado para o cargo do que o próprio Renan Calheiros. O Senado devia reconduzi-lo à presidência. É uma questão de justiça histórica.
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POR José Pires

Dilemas existenciais

Grande dúvida ética brasileira: qual é a motivação do Senado que torna imprescindível a renúncia de Renan Calheiros à presidência da Casa, mas não vê problema que ele continue senador?

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POR José Pires

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

UMA IMAGEM VALE MAIS QUE MIL PALAVRÕES

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

E Chávez queimou a cara


Chávez perdeu o plebiscito na Venezuela e a democracia ganha um fôlego novo por lá. E uma nova força que se impõe contra as tiranias e os “candidatos” a tiranos são as novas tecnologias de informação. A derrota de Chávez tem naturalmente várias razões – e desconhecemos a maioria, pois a nossa mídia informa muito mal sobre os acontecimentos em países grudados em nossas fronteiras –, mas uma importante barreira para os propósitos chavistas foi a liberdade e a facilidade de expressão criada pela internet. Um meio rápido, eficiente e livre de dispor da informação. Chávez empalmou a mídia local venezuelana criando obstáculos à liberdade de expressão, mas como abarcar toda a internet?

É muito difícil fazer as coisas às escondidas hoje em dia. Subjugar a liberdade de expressão também é mais complicado em um mundo em que qualquer um pode fazer em casa seu próprio blog ou até mesmo um site na internet. Graças às novas tecnologias de informação, até as muralhas poderosas da prisão norte-americana de Guantánamo foram rompidas e pudemos saber das torturas e humilhações ali ocorridas.

Durante todos os preparativos para o plebiscito na Venezuela pude me informar por meio de blogs e e-mails sobre o que acontecia naquele país. No plano mundial, a internet foi fundamental para o trabalho dos que são contra as propostas tirânicas chavistas, especialmente para os jovens venezuelanos que, aparentemente, formam o setor mais progressista da oposição.

Um exemplo disso é esta foto que extraí do Flickr, site que disponibiliza fotos na internet. É de uma entre as várias páginas criadas por estudantes venezuelanos e que você pode ver aqui. O título da foto em espanhol é “quemando la cara de chavez”. Nem precisa traduzir.

Abaixo da foto, a legenda diz: “Como que yo no era el único con el cel a todo momento (aunque yo no tomé esta foto -pero sí fue con mi cel- xD)”. Também não preciso traduzir. E muito menos comentar a foto, que fala por si: as novas tecnologias e a internet já se estabeleceram como uma importante ferramenta contra tiranos. Não é só o rei espanhol que pode mandar Chávez se calar.
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POR José Pires

sábado, 1 de dezembro de 2007

Tenho dito

Aldir Blanc é o grande pensador brasileiro da última metade do século XX.
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Por José Pires

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Lula lá... na Cantagalo

Os moradores da favela do Cantagalo, no Rio de Janeiro, estão pensando em convidar o presidente Lula para morar lá. Lula ficou menos de uma hora por lá e a segurança no lugar ficou de primeiro mundo.
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POR José Pires

Sensibilidade política

Vi um título de uma matéria no site de O Globo e achei que já tinha comissão estrangeira analisando a situação carcerária do país. Até pensei: agora pode dar alguma coisa.

A chamada dizia: “Vídeo que mostraria jovem sendo estuprada em delegacia do Pará choca deputados”. Deputado chocado com as condições carcerárias no Brasil, pensei, só pode ser deputado suíço, francês, talvez até um deputado dinamarquês de alguma comissão da Onu.

Mas não. Eram deputados brasileiros mesmo. Talvez sejam políticos pouco vividos, que ainda não sabem como é o Brasil.
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POR José Pires

Agora vai

Os administradores petistas estão pondo abaixo o que não deu certo. O governador petista Jaques Wagner vai demolir o estádio Ponte Nova, na Bahia. A governadora Ana Júlia Carepa, também do PT, vai demolir a cadeia onde a menina sofreu abusos, no Pará.

Oba, por esse caminho acho que a coisa vai: de demolição em demolição quem sabe eles não chegam no partido?
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POR José Pires

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

O lulismo perde, a liberdade ganha

Há alguns meses o jornalista Diogo Mainardi faz um podcast no site da revista Veja. É um dos maiores sucessos da internet. Dali saem denúncias que arrepiam lulistas e o PT. É também um espaço muito criativo, com boas sacadas e o humor seco que Mainardi faz com sucesso.

Um podcast é um arquivo de áudio em mp3 que o internauta pode baixar e ouvir no momento em que quiser. Quem usa o podcast como veículo costuma falar pouco, com textos curtos e objetivos. Eu diria que é um rádio que não é chato: você ouve quando quer, ele não fica buzinando na sua cabeça.

Em seu podcast desta semana Diogo Mainardi fala do processo que sofre da parte de Paulo Henrique Amorim e que o juiz Manoel Luiz Ribeiro julgou improcedente.

Mainardi diz que o processo de Amorim é um dos dez (isso mesmo: dez) que respondeu por causa de apenas uma coluna. Já ganhou oito. E um fato interessante, destacado pelo colunista da Veja, é que o lulismo tentou usar os tribunais para sufocar a liberdade de expressão e seu deu mal. Os processos, que o lulismo perde em sua vasta maioria, estão criando uma base jurídida em garantia da liberdade de imprensa.

Para ler os trechos essenciais do podcast de Mainardi, clique aqui. E para ouvi-lo aqui.
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POR José Pires

TV Lula: você não vê, mas custa os olhos da cara

O governo Lula sempre surpreende a gente. Eu já achava muito os R$ 350 milhões anuais do Orçamento da União destinados à TV do Lula, que dizem ser “pública”, mas sabemos que não será.

Em um país com as necessidades que tem o Brasil, colocar toda essa dinheirama para fazer uma televisão para falar bem do governo chega a ser um insulto. Mas é assim, eles vão gastando dinheiro à toa, nos insultando dia-a-dia e perdendo de vez o pé da realidade.

Não vão gastar mais R$ 350 milhões anuais. O relator da medida, do PT, é claro, acha que é pouco e vai propor que saia mais grana do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel). E notem que o que ele acha mixaria é o equivalente ao orçamento da TV Bandeirantes.

Não sei como eles farão para meter a mão no dinheiro do Fistel que, como o próprio nome diz, foi criado exclusivamente para a fiscalização das telecomunicações e não para o financiamento de televisão alguma. Não sei como será, mas eles arrumam um jeito, pode ter a certeza.

Walter Pinheiro, do PT da Bahia, é o nome da boa alma preocupada com o reforço da TV do Lula. Ele ainda não sabe quanto se deve colocar a mais no cofre da TV do Lula para que ela fique tinindo. A princípio ele acha que “com R$ 350 milhões não se faz uma boa TV”. E diz que “pode ser R$ 600 milhões, R$ 700 milhões... dizer um número agora seria um chute”.

Chute? Deve ser uma nova gíria para assalto ao bolso do contribuinte.
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POR José Pires

Hay justicia? Soy a favor!

Uma juíza foi expulsa da carreira judicial na Espanha. O motivo foi ela ter mantido no cárcere um homem que já havia sido absolvido. Ele acabou ficando preso sem causa por 437 dias porque ela se esqueceu de enviar o alvará de soltura.

Fez-se justiça enfim, com o homem solto e a juíza colocada pra fora. Êpa! Está aí uma idéia: será que a Espanha aceita extradição de juiz brasileiro?
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POR José Pires

Ameaça

Bush promete que usará todo seu poder para conseguir a paz no Oriente Médio. Então é certeza que vem mais guerra por aí.
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POR José Pires

Virtual
Mulher mente a idade até em perfil de blog.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

A agenda do Lula

Não é que eu não tenha o que fazer, mas agora dei pra ler a agenda do presidente Lula. Dá pra escrever sobre ela todo dia de tão estranha que é. O que se nota na primeira olhada é que para um presidente da República ele tem pouco o que fazer. A agenda de trabalho de Lula já foi muito bem analisada pelo professor de história Marco Antonio Villa e ele comprovou que o petista trabalha pouco e tem pouco interesse pelas atividades administrativas.

Mas na agenda de hoje tem algo bem interessante. Às 9h30 Lula tem uma reunião com o general Jorge Armando Félix, Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. Logo depois, às 9h45, Lula tem outra reunião.

O que será que o general Jorge Armando Félix foi fazer lá? Decerto foi dar um bom dia para o presidente. Mas tem que ser rápido, pois só tem 15 minutos.
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POR José Pires