quinta-feira, 27 de março de 2008

A ideologia pela boca

Lula fala pelos cotovelos, isso é sabido. No aspecto da administração pública, parece que também é por esta articulação que ele pensa. Mas que ninguém se engane achando que suas frases, aparentemente ditas de modo impensado, são resultado apenas da casualidade verbal comum em encontros políticos e que, por isso, não devem ser levadas à sério.

Com é um ser ágrafo, Lula filosofa apenas pela boca. Verbaliza um ideário político que ele e seu grupo implantaram gradativamente em seu partido e que pretendem aplicar na administração pública de modo perene: o total descompromisso com a ética e a coerência pessoal ou política e a nivelação por baixo das relações sociais, tanto no aspecto ético quanto no administrativo, desde que a ocasião seja favorável a seus interesses pessoais e de grupo.
Se esta gente tem uma "ideologia", é esta.
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POR José Pires

quarta-feira, 26 de março de 2008

Uma notícia boa, outra ruim

Um jato da Força Aérea Brasileira (FAB) sofreu uma pane na tarde de hoje no aeroporto de Guarararapes, em Recife. O avião teve que pousar de barriga. Dois ministros estavam a bordo: o ministro Geddel Vieira Lima, da Integração, e Hélio Costa, das Comunicações

Ninguém saiu ferido.

Essa é uma nota democrática. Escolham a notícia boa e a ruim.
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POR José Pires


Olhos nos olhos

Olha a agenda do presidente Lula. Para quem não gosta do Lula nem do Hugo Chávez, uma boa notícia: hoje às 20h30 os dois jantam juntos.
Por que boa notícia? Cá entre nós, jantar com o Lula ou com o Chávez, é programa duro, hein? Bem feito pros dois.
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POR José Pires


BICHO CHATO
Esse mosquito da
dengue − na intimidade,
Aedes Aegypti − é mesmo
um estraga-prazeres.
Veio causar esse monte de
mortes logo agora que
a saúde no Brasil
estava próxima da perfeição.

Dossiê, mensalão, tudo ficção

Ainda o humor no caso do dossiê com gastos do governo FHC, produzido pelo governo Lula. Os desmentidos do governo vão mesmo ficar para a crônica do humor na política brasileira. O deputado Henrique Fontana (PT-RS), líder do governo na Câmara, negou ontem, da tribuna, a existência do dossiê.

Fontana teve uma atuação aguerrida na CPI do Mensalão defendendo o governo. Era dos mais agressivos da tropa-de-choque. Também tentou execrar o caseiro Francenildo para defender o então ministro Palloci, no episódio da quebra criminosa do sigilo do caseiro.

Fontana negou até o fim a existência do mensalão e hoje o que temos é quase quarenta deles − o 40º mensaleiro, Silvinho Land Rover, saiu da lista após um acordo com a Justiça − denunciados por crimes como formação de quadrilha, peculato e corrupção ativa e passiva.

É ou não engraçado o deputado Fontana dizendo que o dossiê não existe? Mais um pouco e ele ainda nos convence que o mensalão também foi uma ficção.

Gente assim desmentindo a existência do dossiê nos faz acreditar... que o dossiê existe mesmo.
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POR José Pires

Material do bom

Tudo tem seu lado bom, mesmo as tramóias do PT. O bom do dossiê é que os tucanos andavam desmobilizados, sem ânimo para fazer oposição, algo que é natural em tucano, e agora com o aparecimento da denúncia eles têm um mote de bastante força para fazer política.

É um caso que, mesmo em mãos de tucanos, pode render muito para o desmascaramento deste governo.
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POR José Pires

terça-feira, 25 de março de 2008

A morte de Sérgio de Souza, da Caros Amigos

Morreu Sérgio de Souza, o Serjão, editor da revista Caros Amigos, um criador da moderna imprensa brasileira. Em uma certa idade da gente − que para mim é esta em que estou − começamos a ver os outros indo para sempre, sendo que alguns, como é o caso do Serjão, vão levando com eles todo um período de existência tão importante para o país.

Abaixo publico um texto do jornalista Mylton Severiano, o Myltainho, editor-executivo de Caros Amigos, amigo e colega de redação de Sérgio de Souza.

Foi-se Sérgio de Souza, o nosso Serjão
Morreu em São Paulo aos 73 anos o jornalista Sérgio de Souza, o Serjão. Operado dia 10 de março de 2008 em razão de uma perfuração no duodeno, morreu em decorrência de complicações na madrugada de hoje, terça-feira, 25 de março, no Hospital Osvaldo Cruz.
Sérgio deixa viúva a jornalista Lana Nowikow, com quem teve três de seus sete filhos.

Nascido em 1934 no Bom Retiro, bairro tradicional no centro da capital paulista, Serjão era um autodidata. Não chegou ao curso “superior”, mas fez-se na rua e nas redações “doutor” em jornalismo. Bancário, recém-casado, viu uma notícia na Folha de S. Paulo no fim da década de 1950, do tipo “você quer ser jornalista?”, e para lá se dirigiu. Fez um teste e, aprovado, entrou para a reportagem do jornal da Barão de Limeira, onde nos conhecemos.
Quatro anos depois, a convite de Paulo Patarra, transferiu-se para Quatro Rodas, da Editora Abril. Ali, em 1966, faria parte da equipe que fundou e lançou REALIDADE, cujo forte era a reportagem, revista “cult” daquela editora e maior sucesso jornalístico do gênero neste país.

Avesso a entrevistas, até tímido diante de uma câmera, microfone ou mesmo um colega de caneta e papel na mão, Serjão não deixou muitas pistas sobre sua vida particular, onde estudou, que preferências tinha em matéria de literatura, cinema, e outras trivialidades que costumam compor um necrológio. Certo é que Sérgio de Souza é o último monstro sagrado vivo que se vai de uma geração que fez, além de REALIDADE: a revista quinzenal de contracultura O Bondinho; o jornal mensal de política, reportagem e histórias em quadrinhos Ex-; o programa de televisão 90 Minutos na Bandeirantes – entre dúzias de trabalhos.
Há onze anos, em abril de 1997, Sérgio lançou, com amigos e associados, a revista Caros Amigos, que vinha dirigindo até duas semanas atrás.

A importância de Serjão para o jornalismo pátrio é discreto como sua figura e incomensurável como seu tamanho – pois se dá justo naquele trabalho quase anônimo do editor, do editor de texto, da palavra seca, cortante, exata, da melhor linha humano-política na orientação ao repórter, ao subeditor, ao chefe de arte, ao departamento comercial, advinda de um caráter íntegro e de um senso jornalístico próprio dos gênios.
Dedicou 50 anos à profissão, na qual não fez fortuna, ao contrário: deixa dívidas. Aliás, uma de suas últimas criações foi o “Anticurso Caros Amigos – Como não enriquecer na profissão”.

Aos que o sucedem em Caros Amigos, fica a desmedida tarefa de homenagear sua memória fazendo das vísceras coragem e coração para tocar o barco em frente.

Mylton Severiano, editor-executivo de Caros Amigos

O dossiê que não é dossiê

O que ameniza um pouco a desgraça que é a política brasileira é que a coisa chega a ser engraçada. Seria melhor para o estado geral do nosso humor observar de outro país − visto da Europa, por exemplo, o Brasil deve ser bem mais engraçado. Porém, como não dá, vamos rir por aqui mesmo.

A polêmica em torno do dossiê denunciado pela revista Veja é que está cada vez mais hilariante. Embalado agora pela presença do ministro da Justiça, Tarso Genro, o debate toma ares de programa humorístico.

Veja noticiou que uma equipe do Palácio do Planalto teria preparado um dossiê sobre gastos efetuados nos anos de 1998, 2000 e 2001 pelo presidente FHC, sua mulher e assessores. Tarso Genro disse que o dossiê não existe. Segundo ele, o que existe é “um trabalho que está sendo feito pela Casa Civil a pedido do Tribunal de Contas [da União] e na expectativa de a própria CPI para oferecer os dados que são dados universais que podem ser requisitados pela comissão”.

Mas nem passou um dia inteiro e o ministro já ficou como mentiroso. A imprensa foi atrás do assunto (ah, essa imprensa...) e soube do TCU que não foi pedida nenhuma informação desse tipo ao Planalto. Agora, o engraçado mesmo é que da justificativa do ministro sobrou apenas o trecho em que ele diz que a Casa Civil compilou dados sobre o período tucano na presidência.

Bem, como um dossiê é exatamente isso, ou seja: uma coleção de documentos referentes a certo processo, a determinado assunto ou a certo indivíduo, então o que fizeram na Casa Civil foi... um dossiê.
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POR José Pires

Bad boy

O novo governador de Nova York, David Paterson, disse que fumou maconha e usou cocaína. Ele já havia dito que tivera relações extraconjugais.

Paterson substituiu o Eliot Spitzer, que renunciou após ser envolvido em um escândalo de prostituição de luxo. Mais um pouco e Nova York chama o ex-governador Spitzer de volta.
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POR José Pires

Libera geral

Para não dizerem que não elogio o governo Lula, acho que com a montagem do dossiê dos gastos do período tucano no Governo Federal, os petistas até que deram uma boa idéia. Isso mesmo: vamos ver o gasto de todos os governantes.

E, como gosta de falar o líder maior do partido, queremos saber dos gastos de todos. Como nunca se viu neste país: de Pedro Álvares Cabral até hoje, das caravelas ao Aerolula.
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POR José Pires

Padrão de qualidade

Amanhã o Jornal da Tarde publica um caderno de variedades que teve a chefia de Roberto Justus. É algo que o jornal faz de vez em quando com personalidades, digamos assim, em evidência. Durante dois dias a pessoa edita o caderno. Justus, para quem não sabe, faz, ou fez, sei lá, aquela coisa estranha na televisão chamada "O Aprendiz”. Antes de apresentar o programa, Justus fez um forte trabalho de marketing pessoal de penetração na área mundana da mídia que incluiu, entre outras coisas, um casamento-relâmpago com Adriane Galisteu e namoro com Eliana.

A imprensa brasileira se rende ao estilo Caras de jornalismo. É o que parece e é muito triste e simbólico ver isso no Jornal da Tarde, diário paulista que nasceu à frente dos outros em criatividade. Foi uma transformação na imprensa brasileira e agora passa por esse ridículo.

No site do Estadão, Justus diz: “não sou arrogante o tempo todo”. Ah, bom.
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POR José Pires

Pauta

Mas para mostrar que a gente não é só do lado da crítica, que estamos aqui para ajudar, inclusive no otimismo reinante, temos uma sugestão de nome para um próximo editor-especial do caderno.

Coloquem a Bruna Surfistinha. Vai ser um caderno, como diz a rapaziada, pra lá de instigante.
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POR José Pires

segunda-feira, 24 de março de 2008

Um pelo outro

Um terço das crianças da quarta série do ensino fundamental não sabe o que deveriam ter aprendido na primeira série. E o pior é que mesmo a quarta série não é lá grande coisa.
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POR José Pires

Nunca neste país...

Ainda há esperança para o presidente Lula. O mesmo grupo que escolheu as Sete Maravilhas do Mundo Moderno está começando a escolha das Sete Maravilhas Naturais.

O Pão de Açúcar está concorrendo, mas o que é uma montanhinha daquelas perto de um cara que está fazendo um governão desses?
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POR José Pires

Aedes Aegypti

Coisa interessante, o mosquito da dengue está tão incorporado na nossa cultura que até é chamado pelo seu nome científico: o Aedes Aegypti. Até criança sabe. É o único inseto com tamanho status. A única dúvida ainda é se o mosquito é municipal, estadual ou federal.
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POR José Pires

Celebridade

A cafetina brasileira, Andréia Schawrtz, deportada dos EUA, disse que recebeu ajuda do “bispo Edir Macedo”, da Igreja Universal do Reino de Deus, dona da Rede Record. Em retribuição, foi para a emissora que ela deu sua primeira entrevista.

Quais serão os planos de Edir Macedo? Tudo é possível, até que ela acabe fazendo um programa infantil. A única coisa garantida é que não tiram o diabo do corpo da moça. Não pelo menos antes de ela posar para a Playboy.
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POR José Pires

Entre profissionais

A presença da cafetina por aqui está deixando Brasília em polvorosa. Mas não é por medo que a classe política está no maior frisson. Todo mundo sabe que esse negócio de prostituta derrubar político é coisa de primeiro mundo. Por aqui, só levanta.
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POR José Pires

Fumódromo

No Brasil, a Justiça responsabiliza o fumante pelo vício e suas conseqüências. As sentenças daqui, ao contrário dos Estados Unidos, acabam inocentando os fabricantes de cigarros.

Uma pesquisa feita pela Aliança para o Controle do Tabagismo (ACT) analisou 108 decisões proferidas em 61 ações contra as empresas Souza Cruz e Philip Morris nos Estados do Sul, Sudeste e no Distrito Federal, entre 2006 e 2007. Pois apenas sete foram favoráveis aos fumantes. E mesmo assim não estão resolvidas: as empresas recorreram e os processos arrastam-se.

Está aí. Essa o Ministério da Saúde deveria avisar também: além do cigarro causar danos à saúde, a culpa é do morto.
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POR José Pires

Mais uma pra botar no cartão

Você já imaginou o que ocorreria em uma empresa privada onde uma auditoria constatasse irregularidades em 35% das notas fiscais analisadas? Com certeza tal empresa estaria diante de uma situação grave, até com a possibilidade de demissões, além é claro, da investigação rigorosa do suposto desvio, a implicação criminal de possíveis culpados e com o conseqüente reembolso das perdas constatadas.

E se entre os casos houvesse, por exemplo, para falar apenas de um, o de uma empresa de locação de veículos em que a diferença é de R$ 37,3 mil? Isso, um caso em que as vias anexadas às prestações de contas somam R$ 40,4 mil, mas o valor no talonário e de apenas R$ 3,1 mil.

Cá pra nós, o pessoal dessa empresa estaria se mexendo para esclarecer a questão, não?

Pois esses problemas com despesas aconteceram no Palácio do Planalto em gastos com o cartão corporativo da Presidência da República. São descobertas novas feitas pelo Ministério Público de irregularidades e que estão hoje na imprensa.

São bem graves. Mas, ao contrário do que ocorreria em uma empresa privada séria, pouca coisa ou nada deve acontecer. Na “empresa” de que estamos falando, o chefe, como já se sabe, jamais vê alguma coisa.
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POR José Pires

sábado, 22 de março de 2008

Zum zum zum

A grande discussão no Rio de Janeiro, puxada pelo performático prefeito Cesar Maia, é se a dengue mata mais em hospitais da prefeitura ou nos estaduais.

Cesar Maia criou o mosquito seletivo.
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POR José Pires

É a cara do vovô

O partido Democratas, o DEM, ou o DEMO, como certamente será chamado pelos adversários em todas as eleições, vai fazer seu primeiro aniversário. Está com um aninho de vida, mas um corpinho de mais de 40.

Como o DEM já foi o PFL, que veio do PDS e que, por sua vez, surgiu das entranhas da Arena, partido da ditadura militar criado em 1966, temos um rebento bizarro para soprar a única velinha do bolo.

Além da novidade política, é uma revolução genética. Netinho e o vovô nasceram no mesmo dia. E no mesmo ano.
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POR José Pires

Rixa

Falando nisso, depois que o presidente do DEM, Rodrigo Maia, acusou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão de “politizar a dengue” do Rio de Janeiro, os paulistas estão impossíveis. Estão dizendo que então finalmente vai ter algo politizado no Rio de Janeiro.
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POR José Pires

Chuchu obsessivo

Pressionado por uma expressiva corrente de tucanos que querem apoiar a candidfatura do prefeito Gilberto Kassab à reeleição, o ex-governador Geraldo Alckmin agora quer realizar prévias no PSDB para decidir a questão.

Marta Suplicy que se cuide. O Chuchu anda tão louco para ser candidato que é capaz de disputar também as prévias do PT.
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POR José Pires

Deu na Veja: Marta, a passageira especial

Falando em Marta Suplicy, a ministra do relaxa e goza, a Veja publicou uma na edição desta semana que vale a pena publicar na íntegra. Mostra bem os valores especiais da futura candidata do PT a prefeita de São paulo. Vejam aí:

Lauro Jardim, Radar On-Line

Não foi exatamente tranqüilo o início do vôo 455 da Air France que na terça-feira passada decolou de São Paulo para Paris. A responsável pela trepidação foi Marta Suplicy, que ia para a China, com escala em Paris. Ao embarcar, o casal Marta e Luis Favre relaxou e decidiu não passar pela revista de bagagem de mão feita por raios X. Os Favre furaram a fila da Polícia Federal. Vários passageiros se revoltaram. Marta respondeu que, no Brasil, para as autoridades não valem as exigências que recaem sobre os brasileiros comuns.

Os passageiros não relaxaram com a explicação. Continuaram a reclamar, mesmo com todos já embarcados. Deu-se, então, o inusitado: o comandante do Boeing 777 saiu do avião, chamou a segurança e disse que não decolaria até que todos os passageiros passassem suas bagagens de mão pelo raio X. Marta Suplicy deixou seu assento na primeira classe (Favre estava na executiva) e dignou-se fazer o que o comandante pediu. Nesse instante, os passageiros "relaxaram e gozaram".
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POR José Pires

sexta-feira, 21 de março de 2008

Sem chance

Não teve jeito. Apesar de todos os apelos de seus leitores, o jornalista Luís Nassif não vai se demitir do portal IG em solidariedade ao colega Paulo Henrique Amorim, que foi dispensado de um jeito brutal de lá. Ele não vai fazer o mesmo que Mino Carta, que pediu o bilhete azul indignado com o que fizeram com seu amigo. Nassif vai continuar com o blog que faz no IG.

A única esperança dos indignados agora é que Reinaldo Azevedo e Diogo Mainardi organizem um abaixo-assinado pela internet exigindo que Nassif saia.
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POR José Pires