quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Comendo mosca

Marta Suplicy na prefeitura de São Paulo seria mesmo um grande risco para os paulistanos. E não sou eu quem diz. Foi ela mesmo que deixou isso claro ontem, com uma afirmação sua. A candidata petista disse à imprensa que somente ontem viu a peça de propaganda política de sua campanha com perguntas estranhas ao candidato Gilberto Kassab.

Todo mundo já sabe do que estou falando. Menos ela, claro. Em veiculação há dias, a peça tem causado um estrago danado na biografia da petista e exatamente em um setor, o do comportamento, onde ela ainda não havia demonstrado incoerência e falsidade. Mas ela só foi ver o material ontem.

Marta segue o modelo usual do petismo, o de que não sabia de nada, mas aqui o exagero é excessivo até em relação às justificativas de Lula. O presidente não sabia o que assessores próximos e altos dirigentes petistas estavam fazendo. E Marta desconhece até a propaganda política que seu marqueteiro está colocando no ar.

É, está mesmo comprovado: ela não pode ser prefeita. Uma prefeita desatenta desse jeito iria ser uma desgraça para São Paulo.
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POR José Pires

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Negócio de ocasião


Vende-se Kombi usada. Ano 2004, em excelente estado, pertenceu a apenas dois donos. Tratar com Marta Suplicy, Partido dos Trabalhadores, São Paulo, capital, ou com Paulo Maluf, na mesma cidade.
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POR José Pires

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Mais um pedido de perdão

O ministro Roberto Mangabeira Unger tem ao menos algo do que se orgulhar na sua adesão ao governo Lula. E um trunfo intelectual, por certo, já que com seu pedido de perdão pelos insultos que fez à Lula, ele parece ter inaugurado uma atitude na política brasileira que parece ter vindo para ficar. Mangabeira havia escrito em um artigo que Lula chefiava o governo mais corrupto da história brasileira. Agora está no governo Lula, não sem antes pedir perdão ao chefe.

E Mangabeira já tem seguidores, ou pelo menos um seguidor, e dos mais ilustres. É o candidato do PMDB à prefeitura do Rio, Eduardo Paes.

Na última terça-feira Paes se encontrou às escondidas com Lula e disse que errou ao fazer ataques pessoais em 2005, quando integrava a CPI dos Correios. Paes estava acompanhado pelo governador do Rio, Sérgio Cabral, e entregou uma carta com um pedido de desculpas.

Na CPI dos Correios, Paes disse que Lula era “chefe da quadrilha” do mensalão. Ele foi um dos que insistiram, sem sucesso, para que no relatório final da CPI constasse o nome de Lula e também de seu filho Fábio Luiz, o Lulinha dono da Gamecorp. Na época o candidato era deputado da bancada do PSDB. Ele já trocou de partido várias vezes: já esteve no PSDB, PV, PFL, PTB e agora está no PMDB.

Agora Paes se arrependeu de tudo e até documentou a falta de coerência com uma carta. É mais uma realização do governo Lula. A falta de coerência não é novidade em nossa classe política. Aliás, é uma regra. A diferença é que, com Lula, foi instituída a formalização da hipocrisia.
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POR José Pires

Enfim, a carta

A carta de Eduardo Paes não foi divulgada. É pena. É um documento para ficar ao lado do pedido de desculpas de Mangabeira Unger, os dois juntinhos na História, naquele setor grafado como "lixo".

Lula ou o compungido missivista ainda não tornaram público o texto, mas o prefeito César Maia trouxe hoje em seu Ex-blog, o famoso correio eletrônico que envia pela internet, um modelo daquilo que poderia ter saído da arrependida pena de Eduardo Paes. Veja abaixo.

“Estimado Titio Lula,

Receba esta cartinha que expressa bem o que é o meu caráter. As seis vezes que mudei de partido são prova de minha instabilidade emocional. Foi por esta instabilidade emocional que falei o que falei a seu respeito, Titio, na CPI do mensalão. Quero jurar de pés juntos que não acho mais que você é chefe da quadrilha que operava o mensalão. Se foi, Titio, tenho certeza que você se arrependeu e nunca mais será chefe da quadrilha do mensalão. Deixo aqui meus votos (leia bem, Titio, votos) de que tudo esteja indo bem com você e com o Lulinha, seu filhinho que acusei de fazer negociata com empresa de telefonia. Tenho a certeza que ele não fará mais.

De seu arrependido sobrinho,

Dudu -upa-upa.”

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POR José Pires

Geopolítica

O presidente Lula está fulo da vida com o presidente Rafael Correa, do Equador. Ontem o governo equatoriano confirmou a expulsão da empreiteira Odebrecht. Acontece que Lula e Correa se encontraram em Manaus em 30 de setembro e as coisas aparentemente haviam se acertado, inclusive com o governo petista cedendo em questões que interessam ao Equador.

É como Lula tem feito em sua “política externa da solidariedade diplomática”. Sempre para aparentar ao mundo uma liderança na América Latina, algo que os fatos demonstram que ele não tem.

Mas vou ajudar, para não dizerem que só critico. Como Lula está muito descontente com o colega Rafael Correa existe o risco de ele acordar invocado e chamar a imprensa para ameaçar com tropas na fronteira com o Equador. É bom algum assessor preventivamente avisá-lo de que o Brasil não faz fronteira com o país desse ingrato.
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POR José Pires

Mais uma do Gabeira

Fernando Gabeira deveria disputar mais eleições majoritárias. Ele traz inteligência ao debate. Inteligência e frases boas. E notem que ele está na terra do César Maia, outro que está sempre tinindo em discussões políticas.

Vejam que citei dois políticos quase que antípodas politicamente, para deixar claro que estou interessado basicamente na linguagem, isso para evitar que me acusem de estar torcendo para o Gabeira. Ou me acusarem de ser um verde, já que até me caluniaram dizendo que sou tucano. Apesar de que, citando Maia, ainda podem me acusar de ser do DEM. Mas aí acho que abre espaço para um processo de calúnia.

Mas vamos à nova do Gabeira. Em debate no jornal O Globo o candidato Eduardo Paes veio com aquela conversa demagógica de que sempre se preparou para ser prefeito, papo manjado e que está mais para candidato dos grotões, mas cada um debate com o que tem. Paes disse que deseja ser prefeito desde que entrou na vida pública.

Então Gabeira disse que ele não se preparou ao longo de sua trajetória política para ser prefeito do Rio. Leia toda a fala: “Sei que Paes sempre se preparou para ser prefeito, a vida inteira. E eu me preparei a vida inteira para a vida inteira”.
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POR José Pires

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Fala o FMI

Ô boca. Anteontem Lula criticou o Fundo Monetário Internacional (FMI) pela falta de atuação na crise. “Cadê o FMI agora?”, ele cobrou. Pois o FMI apareceu. Agora há pouco seu diretor-geral, Dominique Strauss-Kahn, disse que “o Brasil será atingido pela crise financeira global”.

Ele fez a diplomática ressalva sobre os “fortes fundamentos econômicos do País” e blá, blá, blá, mas disse o que Lula não quer ouvir: que a crise bate forte por aqui. Mas também quem mandou perguntar?
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POR José Pires

Pérolas políticas

Fernando Gabeira ainda penava na rabeira da eleição no Rio de Janeiro, quando talvez nem ele acreditasse em algum resultado favorável, mas mantinha a boa performance de sempre. Destaquei aqui nos primeiros dias de setembro que ele já havia feito a melhor frase da eleição do Rio de Janeiro. E sua frase ainda é a melhor e não só do Rio. “"Ganhar eleição já é difícil. Imagine ganhar contra a máquina municipal, a estadual, a federal e a Universal", ele dizia então. A máquina Universal está lá trás toda destrambelhada. A frase e o autor ficaram.

De lá pra cá muita coisa foi dita, mas se tivemos uma eleição já pobre em idéias, que dirá em frases, mesmo que pitorescas. O que será da política brasileira, que nem pitoresca é mais? Há poucas frases boas e muito menos sacadas inteligentes como a de Gabeira. Está certo que Lula, como sempre também, fez muito esforço, mas nele a gente nem presta mais atenção. O homem é um portento como personalidade pitoresca. No começo de seu primeiro mandato até comecei a colecionar suas bobajadas, mas parei logo porque era um serviço interminável. Eu parecia um gari recolhendo suas bobices.

E, também, se continuasse com o projeto hoje eu teria volumes de suas batatadas, uma enciclopédia de lulices. E neste aspecto Lula acaba demonstrando uma falta de esperteza que lhe sobra em outras áreas. Alguém devia aconselhar o Supremo Apedeuta a economizar besteiras e distribuí-las em marolinhas e não em forma de maremotos. Na profusão com que saem de sua boca elas perdem peso na história política. Nunca neste país um líder político banalizou tanto... a banalidade.

Falastrão como é, Lula age como especulador às avessas na administração de seu capital. Com o excesso de oferta ele acaba desvalorizando suas pérolas.
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POR José Pires

Trombando no poste

No quesito “frases” ninguém tira o troféu do Gabeira, mas tem uma muito boa que saiu da boca do presidente Lula − e não é que ele é? − no dia votação do primeiro turno. Nem é pela frase em si, mas é que ela acabou sendo realçada pelo contexto.

No dia 12 de setembro o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, informava à Folha de S. Paulo que Lula estava “muito entusiasmado” com Marta Suplicy e que dava apara ela “ganhar no primeiro turno”. Isso era quando ele achava que podia eleger até um poste se quisesse. Logo ficou comprovado que o tal poste não iria nem para o segundo turno, como ocorreu com candidatos seus nesta eleição.

Mais tarde, votando em São Bernardo do Campo, Lula pensava que já tinha tido contato com a realidade eleitoral da capital paulista, mas ainda se enganava bastante. "Obviamente que numa eleição com três candidatos disputando, a Marta sair em primeiro lugar no primeiro turno já é uma coisa extraordinária", ele falou para a imprensa.

Disse também que ela ganha no segundo turno. Mas então o nosso eleitor de poste já havia deixado de ser uma fonte confiável para a análise do quadro da eleição para a Prefeitura de São Paulo.
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POR José Pires

Ainda Gabeira na cabeça

Agora o governador de São Paulo também começou a fazer frases. Permaneceu calado no primeiro turno. Calado pra chuchu, eu diria. Mas já iniciou bem no segundo turno.

Sua entrada na campanha de Kassab foi com uma cutucada irônica à proposta de Marta Suplicy para o metrô paulistano: “O que pensei em dizer a Marta Suplicy, no primeiro turno, mas me contive? Se eu fosse o Cesar Maia, que opina, até de forma bem interessante, sobre as campanhas adversárias, teria aconselhado que ela não acreditasse nessas propostas sem pé nem cabeça sobre o metrô que seus assessores estão lhe empurrando. Só vão minar sua credibilidade",

É um bom começo, mas ainda não é páreo para Gabeira com sua frase sobre as dificuldades do início da campanha. Neste campeonato ele continua na cabeça. E o próprio Gabeira já mostrou brilho também neste início de campanha em um breve confronto com Eduardo Paes, seu adversário na disputa pela prefeitura carioca.

Ontem Gabeira propôs a redução do tempo de propaganda eleitoral na TV de dez para cinco minutos, uma ótima sugestão já que um tempo tão longo tende mais a chatear que informar o eleitor.

Tentando mostrar-se esperto, Paes perguntou: “Diminuir por quê? Ele não tem propostas? E Gabeira respondeu de pronto e com pontaria certeira: “Não é falta de propostas. Eu tenho muitas propostas. Só que eu tenho capacidade de dizê-las em tempo menor".

É, Gabeira pode até perder a prefeitura, mas a melhor frase vai acabar sendo mesmo a dele.
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POR José Pires

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Tropeçando na largada

O bom da internet é que a gente não corre o risco de acordar com má notícia e muito menos ir dormir sem uma notícia boa. A Folha de S. Paulo publica amanhã uma pesquisa do Datafolha sobre o segundo turno da eleição para a prefeitura paulistana. A boa nova é que Marta Suplicy não precisa acordar amanhã com uma má notícia. Ela já deve estar sabendo.

A pesquisa mostra que Gilberto Kassab ampliou a distância sobre a petista. Kassab aparecerá com 54% e Marta Suplicy, que já entra caindo no segundo turno, com 37%. E os companheiros da candidata petista certamente também já sentiam algo no ar, pois há alguns dias que eles vêm fazendo um esforço considerável para desvincular a imagem de Lula da provável derrota em São Paulo.

Ontem o presidente do partido, Ricardo Berzoini, dizia o seguinte: “Sempre fui cuidadoso com as avaliações de transferência de votos do presidente Lula. É lógico que a popularidade dele ajuda, mas sempre disse que no Brasil não há tradição de transferência”.

E são os mesmo que, animados com a alta popularidade de Lula, diziam que ele seria capaz de eleger até um poste. Com a queda gradativa de Marta Suplicy nas pesquisas a conversa começa a mudar. Se não fosse já um hábito conhecido, esse de petista se desdizer na maior cara-de-pau, até seria de se estranhar.
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POR José Pires

Ah, que delícia de crise

Essa crise cansa a gente. Deve ter sido isso que pensaram os executivos da seguradora AIG quando sairam para uma semana de férias luxuosas logo depois de da empresa receber uma bolada do Federal Reserve Bak (FED), o BC norte-americano.

A AIG recebeu U$ 85 bilhões do FED em 16 de setembro, no início da crise. Poucos dias depois os executivos estavam na farra em um hotel da Califórnia, em que os quartos custam até U$ 1 mil por noite. Foi o presidente do Comitê de Supervisão e de Reformas do Governo da Câmara dos Representantes, o democrata Henry Waxman, quem denunciou o fato, informando que os executivos gastaram mais de U$ 440 mil em apenas uma semana.

Ontem, no debate com o republicano John McCain, o candidato democrata Barack Obama referiu-se ao caso dizendo que “o Tesouro tem que reclamar este dinheiro de volta e fazer que estes executivos sejam despedidos”. McCain foi mal no debate e, também, com fatos como esse ocorrendo, nem que o candidato republicano estivesse tinindo em retórica. Um conteúdo desses mata qualquer um.

A expressão "herança maldita" só não apareceu na campanha por que McCain não é brasileiro. Nesse caso ele faria como Alckmin, o Geraldo, na eleição para presidente do Brasil, e participaria com o oponente Obama na crítica ao governo Bush. FHC, coitado, apanhou pra chuchu e inclusive do Chuchu. Mas parece que norte-americano não é assim.

O recado de Obama é claro: se fosse ele o presidente, o Tesouro iria atrás desse dinheiro. McCain, claro, não pode afirmar algo assim, já que sua plataforma econômica é baseada no dogma da capacidade intrínseca do mercado em renovar-se e alcançar por si a salvação econômica.

E o comportamento do mercado tem sido bem parecido ao que fizeram os executivos da AIG: uma farra da pesada. E parece que a intenção é que a ressaca fique inteirinha para quem não participou da festa.
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POR José Pires

No país dos petralhas

O jornalista Reinaldo Azevedo publicou há algumas semanas o seu esperado livro “O País dos Petralhas”. O que posso dizer se não que não li e já gostei? Ou melhor, parte do livro já li com muito gosto, pois em grande parte a edição é resultado de uma compilação de textos de seu blog, um dos mais importantes da internet brasileira.

O livro foi lançado ontem em São Paulo na Livraria Cultura, em São Paulo, com sucesso merecido. A foto ilustrativa roubei do blog dele que, por sua vez roubou do blog de Barbara Gancia − como os petistas dizem quando são pegos em flagrante, ladrão que rouba... O monte de gente com o mesmo modelo de chapéu na cabeça se deve a uma ótima idéia promocional da editora que distribuiu aos convidados chapéus iguais ao que Reinaldo Azevedo passou a usar depois que foi operado de câncer na cabeça. Para azar dos petralhas, eram benignos.

Não li e já gostei não por alguma incondicional adesão ao pensamento político do autor. Nada disso. Reinaldo Azevedo atrai muita discussão e incompatibilidades idem. Não fosse assim e seu blog não teria alcançado a expressão que tem hoje, um espaço que, para alguns, é uma brava barricada contra a instrumentalização do Estado pelo PT, e que para outros, muitos deles, é um espaço em que a inteligência e a polêmica estão muito bem representadas. E a ferocidade também. Reinaldo Azevedo não é fácil. Ele pode até odiar a comparação − sempre é melhor ser visto como um Voltaire −, mas é o nosso Marat sem guilhotina.

É admirável o espaço político e profissional conquistado em pouco tempo por Reinaldo Azevedo. Em menos de três anos de atividade, seu blog é uma referência na política e na imprensa brasileira. Tirando as inevitáveis discordâncias neste ou naquele assunto, ciscos em relação ao conteúdo total de seu blog e natural, inclusive, no que ele pretende, as discussões nascidas em seu blog tem sido de extrema importância no combate ao aparelhamento político do Estado pretendido pelos petistas e em suas tentativas para costurar na parca democracia que aí temos retalhos autoritários que favoreçam seus planos para se perenizarem no poder.

E os petistas sabem da importância do que ele vem fazendo. Tanto que o atacam sem trégua − ele e seu amigo Diogo Mainardi, contemplado com um sem par de processos − e tentam criar na internet, na corrente de blogs chapa-branca, uma contra-informação para amenizar os estragos causados quase todo dia na retórica governista.

O título do livro, "O País dos Petralhas" (veja a capa ao lado), vem de um neologismo criado pelo autor, uma sacada política e de linguagem, coisa simples e bem eficiente. Ele juntou as palavras petista e metralha, esta última vinda do bando dos Irmãos Metralhas, dos quadrinhos de Walt Disney, e a primeira vocês sabem de onde. Deu petralha. E, para o horror dos petistas, acabou pegando, como se diz, na veia. Não dá para sangrar o Lula, mas causa um estrago danado e, pior, parece uma expressão que vai ficar.

Como eu já disse, não há como se enganar com o livro: é bom com certeza. Reinaldo Azevedo escreve bem e tem uma capacidade de análise espantosa, demonstrada até em opiniões das quais discordo totalmente, como, por exemplo, o alto apreço pela figura de Bento XVI ou sua contrariedade com as pesquisas de células embrionárias.
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POR José Pires

Dia atarefado

Agenda do Lula. O presidente da República – pois é... ele é – tem um dia corrido hoje. E notem que ele deve estar bastante ocupado, agora que seu governo se convenceu de que é mesmo muito séria a crise financeira que começou nos Estados Unidos e contamina o mundo todo. Não, não é uma "marolinha". E o Brasil nem é uma ilha e muito menos de tranqüilidade. Ah, sim, e para a crise vir dos EUA para cá não tem Oceano Atlântico no meio.

Mas ele começa o dia hoje resolvendo pepinos baianos. Reunião com Geddel Vieira, aquele que o ex-presidente Itamar Franco chamava apropriadamente de “piolho de gabinete”; ou será percevejo?; ou carrapato? Mas são pepinos da política baiana local. Nada como começar o dia com um cafézinho e pepinos baianos.

Depois tem reunião como o ministro dos Transportes, cerimônia de abertura de uma bienal de design, reunião com Luiz Dulci, ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República e reunião com o governador de São Paulo, José Serra.

No final do dia tem a entrega do Prêmio Brasil Sorridente, um bom fecho, cá entre nós. É melhor entregar logo o prêmio desse ano. A "marolinha" é na verdade um maremoto. E tudo indica que para o ano que vem vai ser difícil encontrar o Brasil Sorridente.
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POR José Pires

terça-feira, 7 de outubro de 2008

O marqueteiro explica

Marqueteiro explicando a própria derrota é algo que a gente precisa destacar. Sempre traz alguma coisa engraçada.

Raul Lima, o marqueteiro de Alckmin, o Geraldo, entrou na discussão para dar uma luz sobre o fiasco eleitoral do tucano. Lima, esclareço, é o segundo marqueteiro, aquele que pegou a campanha nas últimas semanas. Nem carecia do esforço, é verdade, pois não é o responsável pela queda. Já pegou o Chuchu em baixa.

Mas vamos ao que ele diz, pois é bem interessante. Segundo ele, Kassab foi confundido com Alckmin pelo eleitor. Lima diz que a campanha de Kassab “juntou sua imagem” à do tucano. Mas vejamos o que ele fala. "Fizemos todo um trabalho para tentar descolar a imagem dele da do Kassab. Na véspera do último programa eleitoral na TV, fizemos uma pesquisa qualitativa e metade do grupo achava que Kassab era candidato do PSDB”, ele disse.

É uma tentativa boa, das melhores, para fugir da sina de marqueteiro, que é a de levar a culpa pela derrota, mas tem pouca lógica política e faz da psicologia uma mera ferramenta de busca de resultado. É o que marqueteiro costuma fazer. Juntam algumas pessoas em uma sala para uma rápida pesquisa de opinião e buscam entender com isso coisas bem mais complexas e com sentido histórico que exigiria muito mais estudo.

Eles também concentram em um período de campanha, coisa de cerca de dois meses, algo que tem um rabo bem mais longo. E essa idéia contaminou até analistas aparentemente capazes. Veja pelos jornais ou na internet o que tem de gente que concentra sua análise no período da campanha eleitoral.

Daí a eles colocarem o Ciro Gomes ficar bem suave na TV ou até a Luciana Genro, do Psol, como aconteceu agora em Porto Alegre onde ela ficou na rabeira da eleição para prefeito, bem, isso é só um passo. Tem outro exemplo muito bom, de quando marqueteiros tentaram raspar o bigode do gaúcho Olívio Dutra em 1998 para ele disputar o governo do Rio Grande do Sul de cara lisa.

Olívio Dutra não permitiu que cortassem seu bigode e venceu aquela eleição. Não foi por manter o bigode, evidentemente, mas se tivesse raspado hoje esta seria uma forte ferramenta de marketing. O cliente está com problemas eleitorais? Corte o bigode.

O trabalho mais importante do marqueteiro é com sua própria imagem. E é claro que eles superestimam seu papel. Mas de que outro modo ganhariam dinheiro? Peguemos um exemplo até comercial, ligado ao show business e na raiz da história do marketing internacional. Ninguém transforma Johnn Lennon em Paul McCartney. Ou vice-versa.

Mas nenhum marqueteiro diria isso para os dois, afinal é um trabalho de apenas dois meses. E muito bem pago. Quando um ou outro perceberem que não deu certo a eleição já acabou.
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POR José Pires

Pro fundo

O problema de Alckmin não tem nada a ver com troca de cara com Kassab. É bem mais antigo. E se houve troca, foi ele que se apossou de algo que não era seu.

A história de Alckmin pode ser resumida como a do cara que esteve na hora certa no lugar certo. Até à morte de Mário Covas, em 2001, de quem ele era vice-governador, foi assim. E também era um processo natural, pelo menos dentro da política paulista.

Depois o tucano só foi para o lugar errado. Parece não ter entendido que até mesmo sua eleição para o governo de São Paulo vinha deste fluxo anterior, originada pela força da imagem de Covas. Aí sim o marqueteiro acertaria se dissesse que aconteceu uma marcante troca de imagens.

Mas depois disso Alckmin não acertou nenhuma. Sempre forçando a barra, era o homem errado, no lugar errado e na hora errada. É o anti-zen, por mais que ele diga o contrário. Teimou bastante para se colocar onde as forças estruturais da política não o conduziam e − nas duas eleições em que se colocou − até mesmo indo contra a realidade política.

Isso não tem nada de zen, claro. É uma subversão dos valores do zen. É uma luta contra a correnteza e não o aproveitamento natural da força do rio. Na verdade, Alckmin está mais para o escorpião que atravessa o rio nas costas do sapo. E desta vez ele afundou de um modo bem feio.

O homem que estava sempre no lugar certo e na hora certa gostou do negócio e pensa que ele mesmo pode produzir tal fenômeno. E não vai parar por aqui, podem ter certeza. E duvido que algum dia Alckmin consiga achar o lugar certo.
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POR José Pires

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Apanhando em casa

Entre os derrotados históricos desta eleição figura com destaque o deputado federal Ciro Gomes. Em Fortaleza, sua candidata e ex-mulher Patricia Saboya ficou em terceiro lugar com 15% dos votos. A petista Luizianne Lins foi reeleita no primeiro turno.

Ciro Gomes evidentemente apostou muito na capital de seu estado, o Ceará, como não podia ser diferente, pois é sua base eleitoral. Na disputa ele até apelou para a grosseria, o que não é novidade vindo dele. Fica para o anedotário político e para a extensa ficha de gafes do deputado a frase em que ele diz que Fortaleza é “um puteiro a céu aberto”.

A derrota acachapante não enterra de vez o sonho de Ciro Gomes em ser presidente da República, mas a situação eleitoral sugere que caso ele resolva disputar tal eleição terá de ter na chapa um vice com uma boa penetração política no Ceará.
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POR José Pires

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Ignorância correta

O pensamento politicamente correto é uma das novidades mais tolas que a esquerda conseguiu implantar mundo afora. No Brasil ainda não pegou de todo, apesar do esforço eleitoreiro de variadas ONGs pretensamente representantes de minorias mas que são, no final, apenas instrumentos de um Poder que busca nessas mesmas minorias um reforço não só em votos, mas também como munição para a intimidação de adversários.

É uma linguagem que adquiriu poder, invertendo lógicas e buscando evitar o aprofundamento de questões até históricas. Elege heróis de um dia para o outro, sem nenhuma preocupação com o aprofundamento intelectual ou, muito menos, em analisar os variados lados da História. A verdade é que tem mais um sentido de seita, de um fanatismo perigoso, com heróis defendidos como santos.

Pela falta de densidade intelectual e mais ainda pelo vitimismo que estimula a ignorância e nega o debate franco, o pensamento polticamente correto merece ir para o lixo da história. Pode demorar um pouco, mas ainda acaba lá.
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POR José Pires

Engolindo o próprio veneno

Mas acaba sendo interessante ver gente que sempre foi da linha de frente do politicamente correto sendo vítima de suas própria ferramentas, digamos assim, conceituais. O escritor português José Saramago é um dos que sempre municiaram bastante o politicamente correto.

Saramago sempre teve na ponta da língua algo para fortalecer esse tipo de discurso, mesmo que para isso tivesse que discorrer sobre fatos completamente fora de seu âmbito político e pessoal. O politicamente correto é assim. Um acontecimento, digamos, na Tailândia, exige de pronto uma opinião sua. E ele dá, claro. Se tiver também um manifesto, nota de repúdio, ou qualquer dessas manifestações fáceis de acatar, logo o politicamente correto assina embaixo, mesmo que seja sobre algo ocorrido nos confins do Afeganistão.

No caso de Saramago, aliás, a coisa é bem interessante, pois revela o politicamente correto como um eficiente escudo até para históricos stalinistas. Em política Saramago é bem lerdo. Largou Fidel Castro apenas em 2003, no episódio do fuzilamento praticamente sumário de três opositores que haviam seqüestrado um barco para fugir de Cuba. Mas no pensamento políticamente correto ele logo embarcou, como uma balsa para fugir da fama de stalinista.

Mas vamos aos problemas que agora Saramago sofre com o politicamente correto. Ele está enfrentando protestos nos Estados Unidos contra sua obra Ensaio Sobre a Cegueira, adaptada recentemente para o cinema. Os protestos contra o filme são liderados pela Federação Nacional dos Cegos, que pretende se manifestar diante dos cinemas, em 21 estados norte-americanos. E não me perguntem se os associados da tal federação viram o filme, pois não seria politicamente correto.

Saramago evidentemente está se saindo bem. Para quem passou mais de quatro décadas defendendo Fidel Castro do imperialismo, sob o fogo da Casa Branca, da CIA, do FBI e até da turma do Kruschev, encarar uma associação de cegos é fichinha.

Ele já disse que o livro, publicado em 1995, na verdade, trata da cegueira sim, mas é da cegueira da razão. Já o presidente da federação que é contrária à obra diz que o filme "retrata os cegos como monstros”.

E Saramago cria frases ótimas para encaixar no debate. Ele é bom nisso. É capaz de construir belas orações até para qualificar o MST, por exemplo, mesmo sem ter informações substanciais sobre o movimento político. Mas vamos ao protesto dos cegos. "A estupidez não discrimina os cegos dos que enxergam", ele disse sobre o episódio.

Mas temos aí uma situação interessante. É o ridículo do politicamente correto elevado a sua máxima potência. E bem que os politicamente corretos merecem. Tanto fizeram que temos aí uma Federação de Cegos querendo decidir o que as pessoas podem ver ou não.
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POR José Pires

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Lulices na crise

Se vivêssemos em outro país o presidente Lula seria um cara muito engraçado. Imaginem como se sente um cidadão de qualquer país europeu quando lê alguma declaração do presidente do Brasil. Na Suiça, por exemplo, Lula deve fazer um bem danado para o fígado.

As falas de Lula devem soar para eles mais ou menos como as de alguns ditadores para nós. Por mais que saibamos dos problemas que são os governos desse tipo de gente – estou falando dos ditadores africanos e também de Lula – sempre tem algo de engraçado no que eles falam. Mesmo os que não tem problema de dicção.

É, mas aqui oo Brasil a graça não é mesma. Esta crise financeira atual, por exemplo, foi desdenhada por semanas pelo Lula. Ele até deu pitaco nas atitudes do governo de George W. Bush. Um europeu deve ter achado hilariante: apenas falando em dinheiro, sem contar os dramas todos em torno do problema, a crise vai ficar para os Estados Unidos em cerca de 700 bilhões de dólares, quase uma vez e meia todo o nosso PIB.

Mas de uma semana para cá Lula se convenceu de que a crise é séria. Está até fazendo reuniões para tratar dela. Mas é claro que dessas reuniões sempre sai algo para o riso de um suíço, um francês, um inglês. Para nós não. Não que não seja engraçado, mas aqui é mais duro de rir dessas bobagens.

O ministro Paulo Bernardo saiu da última reunião em que trataram do assunto dizendo que “Lula mandou cuidar do crédito, pois o Natal já está aí”. Pois é, os especialistas prevêem o pior para a economia mundial, com a concordância de todos que a recessão já chegou e para ficar, sendo que os mais otimistas acreditam que a crise pode durar pelo menos três anos.

E esse governo vem com essa piada: Lula está pensando no peru deste Natal.
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POR José Pires

Desdenhando apoio

“Agora quero que se dane!” Esta foi a reação de Geraldo, o Alckmin, à nota do PSDB em seu apoio. Ué, ele não vai precisar do próprio partido no segundo turno?
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POR José Pires

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

O documento da alckminização

Tenho falado sobre o abandono da candidatura de Geraldo, o Alckmin, por seus companheiros tucanos. É evidente que uma parcela importante do PSDB cansou-se da teimosia de Alckmin e largou ele falando sózinho em seu programa eleitoral. O candidato até já se queixou que sua mulher é a única que está a seu lado.

Pois hoje o partido divulgou uma nota em apoio a candidatura de Geraldo Alckmin à Prefeitura de São Paulo. E com ela documentaram o abandono. Se você quiser ler este estranho documento, clique aqui.
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POR José Pires

Didática

Existe aquela frase simples, mas muito verdadeira, a que diz que “o exemplo vem de cima”. Claro, nossos líderes têm muito a nos ensinar. Pois ontem foi realizada uma festa no Palácio do Planalto que reuniu 300 servidoras para comemorar o Dia da Secretária.

Foi um festão de fazer inveja a aloprado: teve até sorteio de passagens aéreas, hospedagens em hotéis e lingeries. Os brindes foram conseguidos junto a empresas privadas e a organizadora da festa foi Evanise Santos, coordenadora de Relações Públicas da Secretaria de Administração da Casa Civil.

Eu nem sabia que ontem foi o Dia da Secretária. Falha minha, claro. Pois meus parabéns a todas, especialmente para as secretárias do Palácio do Planalto. Parece que estão aprendendo muito com seus chefes.
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POR José Pires

O invocado

O arroubo e coragem do presidente Lula com o presidente George W. Bush são bem conhecidos. Quem não se lembra quando ele disse que um dia acordou "invocado" e ligou para o Bush para dizer umas verdades? E nesta crise financeira, Lula também andou mandando recados e até dando uns pitos em Bush. Pena que foi pela imprensa brasileira, que não chega até a Casa Branca.

Mas, pelo jeito, a valentia de Lula serve apenas para países grandes. No caso dos menores, como é o caso do Equador, o petista não tem voz ativa. Depois de conversar com o petista, o presidente do Equador, Rafael Correa, não recuou em sua decisão de expulsar a construtora Norberto Odebrecht de seu país. E manteve as acusações contra a empresa brasileira sobre "pressões, violações e propinas".

Talvez seja o caso de Lula ligar para o Bush para resolver o imbróglio. Apesar de que resolver problemas com o Equador parece estar mais na alçada do presidente colombiano Álvaro Uribe.
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POR José Pires

Sem plim plim no primeiro turno

A TV Globo parece disposta a reescrever pelo menos um ponto da Lei Eleitoral, o da obrigatoriedade participação de todos os candidatos em debates na televisão. A emissora está cancelando todos os debates deste primeiro turno em cidades com muitos candidatos.

É um direito dela e nisso está muito certa. A profusão de candidatos de partidecos sem representatividade alguma está tirando a seriedade das eleições. Prejudicam até mesmo o Horário Eleitoral Gratuito. E a verdade é que é impossível conseguir qualidade em debate com muitos candidatos – mais de quatro já é problemático; e tem cidades com até nove candidatos.

Agora, independente de resoluções dos tribunais eleitorais, as eleições brasileiras passam a ter regra nova: não há debate na TV Globo no primeiro turno. E isso é um problemão para aqueles candidatos com forte potencial, mas que não conseguem decolar.

Pelo prestígio e alta audiência, os debates nas retransmissoras da TV Globo, foram sempre uma esperança desses candidatos para resolverem seu drama eleitoral e decolar no final da campanha.
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POR José Pires

Enfim só

Alckmin, o Geraldo, andou falando na semana passada que foi abandonado pelo seu partido, o PSDB. O candidato tucano à Prefeitura de São Paulo afirmou que apenas sua mulher, Lu, estava firme na campanha.

Com os novos números do Datafolha, acho bom ele dar uma conferida se também a dona Lu não está dando o pé do ninho.
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POR José Pires

Alckminizado

A expressão “alckminizar” parece que veio mesmo para ficar. O Datafolha de hoje mostra Geraldo, o Alckmin, comendo poeira na pesquisa sobre a disputa pela Prefeitura de São Paulo.

O tucano, que tinha 20% na pesquisa anterior, agora está com 19%. Está bem atrás de Gilberto Kassab, que saltou de 24% para 27%, e de Marta Suplicy, que caiu de 37% para 35%.

A situação de Marta Suplicy também não é boa em um provável segundo turno. Ela, que em pesquisas anteriores ganhava de todos, agora perde para Kassab, com 49% contra 44%, e até para o Chuchu, que no primeiro turno está despencando da cerca. Nesse caso, a petista perde também de 49% a 44%.
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POR José Pires