sábado, 12 de abril de 2014
Os narizes da senadora
Postado por
José Pires
às
23:45
0
comentários
quarta-feira, 9 de abril de 2014
terça-feira, 8 de abril de 2014
Desprezando as amizades
Imagem - Lula e o amigo André Vargas numa foto de bastidores feita no mês passado, poucos dias antes de estourar o escândalo. Sinta a intimidade entre o ex-presidente e o deputado amigo do doleiro preso.
Postado por
José Pires
às
23:54
0
comentários
A tesoura petista
Postado por
José Pires
às
23:52
0
comentários
Declinando convites
Imagem - O deputado estadual Enio Verri na festa surpresa que fez para André Vargas. Verri aniversariou dias depois e companheiro não foi na sua festa cantar os parabéns.
Postado por
José Pires
às
00:16
0
comentários
Querendo discussão
Postado por
José Pires
às
00:07
0
comentários
domingo, 6 de abril de 2014
sexta-feira, 4 de abril de 2014
A errata do Ipea
Postado por
José Pires
às
22:11
0
comentários
O esquema do mais do mesmo
Foi oficializada ontem a renúncia do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, um político que é a expressão fiel do nível baixo a que chegou a política brasileira. Ele sai do governo para tentar a eleição para qualquer outro cargo, uma decisão que vai depender da análise da sua baixíssima popularidade.
Costuma-se atribuir a má qualidade dos políticos brasileiros à deficiências da própria formação política dos brasileiros. Com tal argumentação o domínio de patifes sobre a política brasileira acaba sendo atribuído ao caráter nacional. Como se os lamentáveis políticos que aí estão fossem representativos do conjunto dos brasileiros. E não é bem assim.
Cabral abandona o governo numa situação de caos e com um histórico de desastres desde que assumiu o primeiro mandato. Foram mais de sete anos no poder, em dois governos marcados pela completa falta de planejamento, de capacidade administrativa e de honestidade com o dinheiro público. Seu governo teve até mortes em manifestações políticas. Foram também milhares de desalojados por enchentes e desabamentos, com muitos mortos e famílias com as vidas destroçadas, em tragédias que se repetiram em cada ano.
A falta de ética de Cabral até rompeu fronteiras internacionais, quando ele esteve na França divertindo-se em jantares em restaurantes caríssimos e hotel cinco estrelas de Paris, acompanhado de um empreiteiro pego num dos maiores escândalos de corrupção do país, as maracutaias da Delta, que envolveram também o governo do PT. Foi quando o governador do Rio e secretários estaduais saíram em fotografias fazendo micagens e dançando com guardanapos na cabeça.
Seu governo termina com o Rio de Janeiro praticamente sob intervenção do Exército Brasileiro, com suas tropas ocupando sob o nome fantasia de Força Nacional a cidade dominada pela violência do crime organizado e milícias paramilitares.
É óbvio que o desastre deixado pelo governador fujão não conta com o aval do eleitorado fluminense, que também não votou nele para ter um governo desgraçando a vida de todos. Acontece que políticos como Cabral são favorecidos pelo processo político brasileiro, a começar pela facilidade criada para o domínio interno nos partidos e o uso disso na lamentável barganha que virou a política brasileira. Esta negociação permanente começa no Palácio do Planalto, passa pelo Congresso Nacional, atravessa os governos estaduais e Assembléias Legislativas e vai até os prefeitos e vereadores.
Da forma que está estabelecido o jogo político é impossível renovar a administração pública por meio do voto. Até mesmo o sentimento de mudança política da população acaba sendo ludibriado, como já tentam fazer no Rio com a candidatura de Lindbergh Farias. O senador petista entra na disputa para explorar o descontentamento do eleitorado. Cabral se elegeu duas vezes com muito dinheiro e o apoio da máquina eleitoral do PT, sempre impulsionada pelo uso deslavado do poder do Governo Federal. Durante todos esses anos o PT esteve afinadíssimo com o governo Cabral e agora aparece como oposição. É a velha tática de mudar com eles mesmos, para que tudo continue na mesma.
___________________
Imagem - Sérgio Cabral, Lula e Dilma juntos na campanha eleitoral de 2010. O senador petista Lindbergh Farias, que está atrás da trinca, agora entra como oposição para manter tudo do mesmo jeito que está.
Postado por
José Pires
às
22:05
1 comentários
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Problemas na assessoria
As maracutaias de que é acusado o deputado André Vargas remetem a uma questão importante, que é a capacidade de avaliação da senadora Gleisi Hoffmann. Ela já revelou essa dificuldade recentemente no caso do petista Eduardo Gaievski, preso sob a acusação de estupro de menores. Ele é acusado de fazer sexo com meninas pobres da cidade onde foi prefeito pelo PT. Quando era ministra da Casa Civil, Gleisi nomeou Gaievski para trabalhar com ela, ao lado da sala da presidente da República, Dilma Rousseff. A amizade e a relação política entre Gleisi e Gaievski era antiga. O assessor especial da então ministra foi preso pela polícia quando estava no cargo, trabalhando no Palácio do Planalto.
E agora aparece este escândalo nacional que envolve o deputado André Vargas com o doleiro Alberto Youssef em transações que a Polícia Federal afirma serem muitos graves. Em matéria publicada na terça-feira, a revista Veja diz que a Polícia Federal acredita que “Vargas faz parte de projetos de Youssef e usa sua influência no governo em benefício do parceiro”. O doleiro já esteve envolvido no chamado “Escândalo do Banestado”, o ocorrido entre 1996 e 1997, que teve remessa ilegal de divisas para o exterior de US$ 30 bilhões. Youssef e Vargas são de Londrina, no Paraná, onde começou a amizade entre os dois.
Acontece que Vargas é o homem mais poderoso na candidatura de Gleisi Hoffmann ao governo do Paraná. Isso mesmo: sua pré-campanha tem na direção um deputado que usa jatinho pago por doleiro preso. Desde o início do governo Dilma a senadora e o deputado exercem uma intensa parceria em suas atividades políticas pelo interior do Paraná. Gleisi e Vargas andam juntos pelo interior do estado entregando aos prefeitos motoniveladoras, caminhões e outros maquinários oferecidos pelo governo do PT de forma deslavadamente clientelista. Isso é uma prática de Dilma com os políticos de sua base aliada. Usam para isso o “Minha Casa, Minha Vida” e até universidades públicas. O partido fez do clientelismo uma política de Estado.
É claro que as acusações contra André Vargas ainda estão sendo investigadas pela Polícia Federal. Cabe ao petista explicar tudo, mas o que ele disse até agora não convenceu ninguém. Porém, já existe a comprovação do voo fretado usado gratuitamente. A viagem do deputado com a família para João Pessoa no jatinho particular custou 100 mil reais, pagos pelo doleiro. Logo que estourou o escândalo o petista tentou despistar. Ele disse inicialmente que pensava ser uma carona e inventou também que pagou o combustível — R$ 20 mil. Ontem em discurso na Câmara ele finalmente admitiu que usou jatinho pago pelo doleiro. E assumiu também a longa amizade de 20 anos com Youssef. Antes, Vargas dizia que não o conhecia.
Temos que ficar aliviados com a operação da Polícia Federal, que descobriu tudo e prendeu o doleiro Youssef e também agradecer à imprensa por ter revelado o voo fretado de 100 mil reais dados de presente ao deputado petista. Se isso tudo não viesse a público os paranaenses ficariam sem informações muito importantes para suas vidas. Hoje André Vargas é líder nacional do PT e tem muita força na candidatura de Gleisi Hoffmann. Se ela for eleita governadora, o Paraná terá como um dos homens mais poderosos de seu governo um político com esse tipo de amizade.
___________________
Imagem - Gleisi Hoffmann discursa em evento oficial do PT, tendo atrás o imenso sorriso do deputado André Vargas. Este ano, na festa dos 34 anos do partido, o palanque dos líderes do partido tinha atrás um outdoor imenso com as caras de Gleisi, da presidente Dilma e do deputado Vargas. Imagine o poder que este político terá no Paraná se Gleisi for governadora.
Postado por
José Pires
às
23:28
0
comentários
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Qual é a música?
Será que a presidente Dilma Rousseff conhece de fato alguma coisa? Existe algo que ela possa fazer ou sobre o qual possa falar sem dar vexame? Omelete não é com ela e isso já vimos num memorável programa de Luciana Gimenez, onde ela foi ainda como candidata e se meteu a fazer uma omelete, que desandou e virou ovos mexidos. Claro que Dilma botou a culpa na frigideira (É sério!). Da França ela também não sabe nada. Há pouco tempo andou misturando Monet com Montesquieu, numa parceria que não deu pra entender.
Mas ao menos sobre coisas do Brasil ela devia saber alguma coisa. Ainda mais em assuntos para os quais tem idade para ter vivido. Ontem, em discurso no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, ela citou “Samba do Avião”, de Tom Jobim, relacionando a música à volta dos exilados ao Brasil.
As palavras de Dilma: "O Samba do Avião descreve a chegada ao Brasil, em especial ao Galeão, dos brasileiros que voltavam ao Brasil, após a anistia [...] É uma síntese perfeita do que é a saudade do Brasil, a lembrança do Brasil, e melhor de tudo, voltar ao Brasil chegando ao Galeão".
Com todo o respeito e até em memória da grande ligação de Jobim com a natureza, Sua Excelência é uma anta mesmo. “Samba do Avião” não tem nada a ver com política e muito menos com a volta dos exilados. Isto até seria impossível. Os exilados voltaram em 1979 e a música é de antes do golpe militar de 1964.
Samba do Avião teve sua primeira gravação em 1962. Naquele ano Elza Laranjeira e Cauby Peixoto cantaram a música, cada qual em seu próprio álbum, que naquele tempo era de vinil. Muito gravaram a música, até que o próprio Tom a gravou no álbum Tom Jobim, também de bolachão preto. E isso foi em 1964, quando óbviamente não havia ninguém voltando ao Brasil por motivos políticos. Acho que nem pra Dilma é preciso soprar que o ano de começar a dar no pé. As informações retirei também da forma antiga, copiando de um objeto chamado livro, de autoria do crítico musical Sérgio Cabral. É uma ótima biografia que ele fez do Tom Jobim, que traz no final uma discografia completa, com as datas certinhas de tudo o que o Tom Jobim fez.
Jobim não fazia músicas com esse sentido político que interessa a tipos (ou tipas, se os petistas preferirem) iguais a Dilma. E é também por isso que sua obra vai ficar. A música de Tom Jobim tem valor universal, sem a necessidade de ligação alguma com fatos. Menos ainda com fatos políticos.
O mais provável é que Dilma ou algum de seus assessores tenham confundido ‘Samba do Avião” com outra canção que fala do exílio e esta sim cita avião, a música ‘Samba de Orly”. Num trecho canta-se “vai, meu irmão, pega esse avião, você tem razão…” e por aí vai. É de autoria de Toquinho, Vinícius de Morais e Chico Buarque. Mas também não tem nada a ver com a anistia. A canção é de 1968. Não tem jeito: além de buzinada, Dilma tem que levar um bacalhau na cabeça.
___________________
Duas figuras que dão saudade de um tempo em que parecia que o Brasil iria ser mais inteligente: Tom Jobim e Vinícius de Morais
Postado por
José Pires
às
22:42
0
comentários
terça-feira, 1 de abril de 2014
O petista e o doleiro
Não faz muito tempo o PT fez do deputado paranaense André Vargas um de seus heróis, status que ele alcançou entre a militância ao repetir em plena sessão inaugural do Congresso Nacional o gesto com o punho no ar que os mensaleiros fizeram a caminho da prisão para cumprir pena por corrupção. Isso foi no início de de fevereiro e a militância se animou não só com o gesto feito por ele, mas pela óbvia intenção de Vargas em insultar o ministro Joaquim Barbosa, convidado da Casa na condição de presidente do Supremo Tribunal Federal.
A festa dos petistas com seu herói de araque não durou nem dois meses. O jornal Folha de S. Paulo revelou nesta terça-feira que ele viajou com a família para João Pessoa num avião particular fretado e pago pelo doleiro Alberto Youssef. Custo do presente: 100.000 reais.
A descoberta sobre o avião pago pelo doleiro para a viagem do petista veio de uma conversa entre os dois numa mensagem de texto em posse da Polícia Federal. A “Folha” teve acesso ao diálogo. O íntimo bate-papo em que Vargas recebe do doleiro as informações para usar de graça o avião surgiu numa investigação da PF, que apura um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 90 bilhões.
Já a revista Veja conta que Vargas e Youssef se conhecem há vinte anos e o petista e o doleiro trocavam informações sobre negócios variados. Nessa “troca de informações” entrariam dados sobre o programa “Minha Casa, Minha Vida” e negócios do doleiro no Ministério da Saúde. Vargas é político influente no governo do PT e foi relator do “Minha Casa, Minha Vida” na Câmara dos Deputados. Ele é também vice-presidente da Câmara.
Durante a investigação a PF registrou quase 50 mensagens, nas quais os dois usam um código para despistar. Vargas combina reuniões com Youssef e recebe orientações do doleiro. A Veja também informa que o petista passou informações obtidas por ele como parlamentar junto a integrantes do governo. Há duas semanas a revista publicou uma reportagem revelando que o doleiro tem em seu esquema o laboratório Labogen Química Fina e Biotecnologia, que fechou uma parceria com o Ministério da Saúde pela qual receberia 150 milhões de reais em vendas de remédios para o governo. Pois nas mensagens obtidas pela polícia, Vargas e Youssef tratam de interesses do laboratório, que está no nome de um laranja.
___________________
Link 1: Vice da Câmara viajou em avião emprestado por doleiro preso
Link 2: PF aponta sociedade entre André Vargas e doleiro preso
Postado por
José Pires
às
23:54
0
comentários
quinta-feira, 20 de março de 2014
O tucano e suas alegres companhias
Está sendo bastante compartilhada uma foto do tipo "lenda da internet", pelas dúvidas que aparecem sobre sua veracidade. Andam dizendo que é uma manipulação de photoshop para atacar a imagem de Fernando Henrique Cardoso, já que na cena ele confraterniza alegremente com Fidel Castro e Hugo Chávez. Existem versões que dizem até que colocaram a cabeça de FHC no corpo de Lula, mas seria um trabalho muito difícil eliminar no computador o barrigão do Lula. Ora, a foto é verdadeira, sim, e tem até uma cena mais animada entre o tucano e Castro, como pode ser visto na imagem.
Porém, nem seria preciso uma análise técnica para saber que a foto é mesmo do então presidente brasileiro confraternizando de forma efusiva com Chávez e o ditador cubano. O encontro foi muito importante na época e FHC devia sua euforia ao alívio da inauguração da linha de transmissão de energia entre Venezuela e Brasil. Seu governo estava no auge do famoso apagão. No mês anterior havia sido decretado um corte obrigatório no consumo de energia. O encontro entre os três foi no dia 13 de agosto de 2001 e Fernando Henrique Cardoso estava mesmo rindo à toa. Era uma boa notícia no meio do caos.
Não tenho objeção a quem acha que um presidente brasileiro deveria ter um comportamento ao menos mais discreto num encontro com Fidel Castro, mas é preciso observar as diferenças práticas do governo dos tucanos com o governo do PT em relação à ditadura cubana. É bem antiga a relação direta do PT com o regime cubano. Quando foi presidente da República, Lula compareceu sempre com muito gosto ao lamentável beija-mão a Fidel Castro. Mesmo depois de sair da presidência, Lula esteve várias vezes em Cuba e fez questão de distribuir fotos do beija-mão com o ditador. Como presidente, o apoio de seu governo ao autoritarismo na ilha foi total. Lula também fez até aquela famosa declaração colocando os presos políticos de Cuba no mesmo nível dos presos comuns do Brasil. Seu governo também deportou para Cuba os dois boxeadores que, estando no Brasil, tentaram fugir da ditadura de Fidel Castro.
A sucessora de Lula segue a mesma conduta de subserviência. A presidente Dilma Rousseff despejou através do BNDES uma dinheirama no Porto de Mariel, uma verba que o país terá dificuldade para receber de volta. E Dilma também comparece disciplinadamente ao beija-mão com Fidel Castro. Ela esteve em Cuba no final de janeiro e fez questão de distribuir foto promocional do encontro, o que no aspecto oficial não faz sentido. Dilma esteve na ilha como presidente e Fidel Castro já passou o governo para o irmão, Raul Castro. A deferência faz suspeitar de alguma grande dependência política do PT com Castro.
___________________
Imagem - Hugo Chávez, Fidel Castro e o então presidente Fernando Henrique Cardoso, rindo à toa.
Postado por
José Pires
às
23:16
1 comentários
segunda-feira, 17 de março de 2014
Papelão no exterior
Saiu mais uma boa peça de comunicação sobre o vergonhoso apoio do governo do PT à ditaduras pelo mundo. O cartaz que publico aqui vem da Venezuela. Até agora já foram mortos 28 venezuelanos nas ruas e muitos estão presos, sabe-se lá em que condições. O cartaz já corre o mundo, é claro. É verdadeiro na denúncia da contradição do comportamento da presidente Dilma Rousseff em relação ao que acontece atualmente na Venezuela. O incentivo à imposição de um regime fechado na Venezuela não é de hoje. Para favorecer o chamado governo bolivariano, que na época estava com Hugo Chávez, abriu-se até uma brecha fora de propósito para encaixar a Venezuela no Mercosul.
Antes disso, em 2005, o então presidente Lula chegou a dizer durante solenidade de assinatura de um acordo entre as estatais de petróleo brasileira e venezuelana que a Venezuela tinha democracia "em excesso". O Brasil levou na cabeça neste acordo comercial, em prejuízo que tem sido comum nos apoios do governo do PT a ditadores pelo mundo. Não sei se existe algum lucro pessoal para os nossos dirigentes, mas não há dúvida de que o Brasil só perde. Os petistas perdoaram dívidas até de países africanos dominados há décadas por cleptocracias. Até o momento já foram perdoados US$ 900 milhões, em acordos que servem apenas para o fortalecimento de ditadores. Este dinheiro que o Brasil colocou naqueles países já havia sido embolsado por dirigentes africanos corruptos.
Temos também o apoio extremado ao regime dos irmãos Castro, na relação de estranha submissão do PT a Fidel Castro, um domínio sobre o qual talvez um dia surjam explicações do que houve nos bastidores. Tem que esperar a democracia na ilha. O nosso BNDES já despejou US$ 957 milhões no famoso Porto de Mariel. Custa caro o apoio ao regime cubano, uma ditadura que já dura mais de 50 anos e vive em estado falimentar desde o final da subvenção que vinha da extinta União Soviética. Também aqui no nosso continente, Evo Morales pegou para a Bolívia um belo pedaço da Petrobrás.
O apoio a ditaduras na América do Sul e na África custa muito dinheiro e afeta negativamente a imagem do nosso país no exterior. Pelo mundo afora o Brasil vem ficando conhecido como um país aliado aos destruidores de democracia. Este cartaz que já se multiplica pela internet é apenas a expressão do estrago que o governo do PT vem fazendo na imagem internacional do Brasil.
Postado por
José Pires
às
23:46
0
comentários
A morte exibida pela internet
Todos já devem saber do assassinato da menina Yorrally, de 14 anos, morta pelo namorado depois de ser bastante agredida. O criminoso gravou tudo em vídeo pelo celular e passou para o celular de amigos. Também postou na internet. Numa dessas coincidências que dizem muita coisa nestes tempos terríveis em que estamos vivendo, o assassino tinha exatos 17 anos, 11 meses e 28 dias de idade quando cometeu o crime. Sendo menor de idade deve ficar no máximo três anos preso.
A história é horrível e ficou ainda mais espantosa com esta loucura da gravação da morte da menina, mas o que ocorreu não é menos cruel do que tem acontecido todos os dias pelo país afora em crimes praticados por delinquentes que acabam sendo amparados pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). O estatuto foi criado com a intenção de proteger a criança e o adolescente e ninguém está querendo que ele seja anulado, mas o que se pergunta cada vez mais é se não é uma insensatez na situação atual do Brasil manter de forma absoluta esta proteção. Ao invés de proteger o adolescente que se desencaminhou na vida por variadas razões, o ECA já está servindo como amparo a criminosos cruéis e pode ser visto também como um estímulo ao crime nesta faixa de idade.
Mas existe um jeito de resolver isso sem afetar a devida proteção que toda criança e adolescente deve ter? A solução não só existe como já havia sido encaminhada pelo senador paulista Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), hoje em dia o parlamentar brasileiro de maior coragem para enfrentar temas difíceis sem se intimidar com a máquina de difamação do politicamente correto e dos esquemas governistas de comunicação.
Noutra coincidência também muito apropriada para estes difíceis tempos, poucos dias antes de Yorrally ser assassinada de forma cruel a Comissão de Constituição e Justiça do Senado considerou inconstitucional uma proposta de Aloysio que permitia processar criminalmente o menor entre 16 anos e 18 anos. Isso ocorreria só com a autorização de um juiz e depois de avaliação médica. A proposta previa a possibilidade do processo criminal apenas no caso dos crimes hediondos.
A emenda do senador tucano visava o a Artigo 228 da Constituição, que prevê a inimputabilidade de menores de 18 anos. Sua intenção era muito simples. Se além de matar Yorrally o criminoso invadisse a sua casa (isso mesmo, leitor: a sua) um dia antes de completar dezoito anos e praticasse outras barbaridades também estaria solto em menos de 3 anos. Com a emenda ele poderia ser processado e punido em conformidade com a gravidade do crime.
A proposta de emenda foi recusada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado por 11 votos a 8. Os votos a favor foram, além do senador Aloysio Nunes Ferreira, de Cássio Cunha Lima (PSDB), Cyro Miranda (PSDB), Armando Montero (PTB), Magno Malta (PR), Pedro Taques (PDT), Ricardo Ferraço (PMDB) e Romero Jucá (PMDB).
Votaram contra a possibilidade de processar menores entre 16 e 18 anos em caso de crimes hediondos os senadores Lúcia Vânia (PSDB), Randolfe Rodrigues (PSOL), Inácio Arruda (PCdoB); Antonio Carlos Valadares (PSB); Roberto Requião (PMDB), Eduardo Braga (PT); Angela Portela (PT), Eduardo Suplicy (PT), Aníbal Diniz (PT), José Pimentel (PT) e Gleisi Hoffmann (PT).
Imagem - A mãe de Yorrally viu o vídeo da sua filha sendo morta. Veja neste link uma entrevista com ela, mas prepare o seu coração. É duro.
Postado por
José Pires
às
23:40
0
comentários