segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Contrário que ajuda
Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo o deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (não precisa apresentar, não?) senta a lenha em Hugo Chávez. Diz que na Venezuela não tem democracia e que o país tem que ser impedido de entrar no Mercosul.

Não quero ser paranóico, mas dá a impressão de que uma entrevista dessa seja parte de uma conspiração para fortalecer Chávez. Por qué no te callas, ACMzinho?
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POR José Pires

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Pareja de la pesada
Agora a Espanha vai afinar. O magnata do petróleo Lula apóia Hugo Chávez.
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POR José Pires

Soy mas yo

A corte de Hugo Chávez tem uma imensa vantagem sobre a corte do rei Juan Carlos, da Espanha. Lá na Venezuela o bufão da corte é o próprio rei.
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POR José Pires

Deu a louca na Defesa
Como diz a rapaziada, o Ministério da Defesa surtou de vez. Primeiro foi o próprio ministro, Nelson Jobim quem disse que o Brasil deve reforçar sua capacidade de proteção contra atos terroristas. Foi na abertura da IV Conferência do Forte de Copacabana, no Rio, que tem como tema a segurança internacional.

Jobim ficou animado com o megacampo de petróleo e quer proteger nossas riquezas recém-descobertas. Para ele, o Brasil precisa possuir submarinos nucleares e, para isso, tem que ter o domínio do enriquecimento de urânio.

Mas nem tínhamos acabado de rir da fala de Jobim e vem a notícia de que o secretário de Política, Estratégia e Relações Internacionais do Ministério da Defesa, General José Benedito de Barros Moreira, também andou falando da bomba atômica brasileira.

“Nós temos de ter no Brasil a possibilidade futura de, se o Estado assim entender, desenvolver um artefato nuclear. Não podemos ficar alheios à realidade do mundo", foi o que ele disse durante um programa da TV Câmara no início da semana.

Então fica assim. O ministério do Jobim não consegue nem fazer avião de carreira decolar no horário certo e tem dificuldade de caixa até para o "rancho" da tropa. Mas para a bomba atômica e submarinos nucleares estamos prontinhos.
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POR José Pires

Agora vai
Mas do ponto de vista da geopolítica o general até que tem uma certa razão. Os Estados Unidos não admitem que o Irã detenha tecnologia para fabricar a bomba atômica, mas isso é com o Irã, país de gente malvada.

Talvez com os brasileiros, gente muito bacana, de muita ginga, malemolência e outros charmes, pois talvez com um país do bem como o nosso os norte-americanos não fiquem zangados: podem até ajudar o Brasil a fabricar a bomba.

O negócio é vestir uma daquelas fantasias de milico no ministro Jobim e mandá-lo para negociar a nossa bomba com o Pentágono.
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POR José Pires

quinta-feira, 15 de novembro de 2007








Pela República Brasileira

Esclarecimento
Uns pode achar que é exagero, pois afinal a República está aí. É isso, só falta enterrar. A vela foi roubada do blog Catarro Verde, pois não vou gastar vela minha com defunto ruim.
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POR José Pires

terça-feira, 13 de novembro de 2007

O rei que mandou Chávez se calar quer também calar a imprensa
Com a repreensão ao presidente Hugo Chávez durante a reunião Ibero-americana o rei Juan Carlos virou estrela mundial, simbolizando um cala-boca ao autoritarismo do venezuelano, mas em casa o monarca espanhol enfrenta um sério problema que pode manchar seu suposto liberalismo.

A censura à revista de humor El Jueves e o processo contra os dois autores de um cartum publicado na edição de julho último (que foi apreendida nas bancas) teve uma péssima repercussão para a monarquia espanhola. Os autores são o desenhista Guillermo Torres e o roteirista Manel Fontdevilla. Ontem os dois foram também condenados a uma multa.

A piada publicada na capa da revista se refere a recente lei espanhola que beneficia com 2.500 euros pelo nascimento ou adoção de uma criança, conhecido como “cheque-bebê”. A revista apresenta o príncipe e a princesa de Astúrias fazendo sexo na famosa e internacional posição do “cachorrinho” enquanto o príncipe diz: "Você se dá conta que, se ficar grávida... isto vai ser o mais próximo a trabalhar que já fiz na minha vida!”

É um bom cartum, na velha linha de escárnio dos semanários franceses como o humorístico Charlie-Hebdo. Mas os franceses já se livraram da realeza há séculos e a Espanha convive com esta excrescência política em pleno século XXI.

O diário britânico The Times interpreta a apreensão da publicação e o processo contra os dois cartunistas como um sinal do desgaste da figura do rei. A investida da Coroa contra a liberdade de expressão também faz lembrar os recentes ataques de fundamentalistas islâmicos contra a imprensa ocidental no episódio da publicação de charges com a figura de Maomé.

O jornal considera que a decisão judicial de apreender o número da revista teve “o efeito contrário, colocando uma pouco conhecida publicação no centro da atenção internacional e provocando um debate nacional”. A censura à revista também reavivou o forte republicanismo espanhol.

Um professor de História Espanhola, Alejandro Quiroga, ouvido pelo The Times disse que "na sociedade espanhola sempre houve um forte republicanismo, mas até agora não havia sido tema político". E agora, segundo ele, está sendo cada vez mais.

A decisão da Justiça Espanhola, que condenou ontem os dois autores a uma multa de 3.000 euros deve esquentar o debate e desgastar ainda mais a realeza espanhola. E no centro da discussão política estará sem dúvida a liberdade de expressão, uma conquista que custou muito aos espanhóis. A apreensão da revista e a condenação dos dois humoristas traz de volta a lembrança dos tempos negros da censura do ditador Franco, figura a que, de certo modo, a história de Juan Carlos é bastante ligada.

O despacho do juiz, que explicou que a mensagem da condenação é a de que teria sido ultrapassado limites “a que não se deve chegar”, também é bastante carregado de autoritarismo.

A sentença rebaixa a quantia de multa solicitada pelo acusador, Miguel Angel Carballo. Ele chegou a pedir 6.000 euros para cada um dos humoristas. A posição de Carballo é a de monarquista empedernido.

Em suas declarações ele cria uma estranha simbiose política entre a Espanha e a Coroa, vendo no “desprestígio” desta última o “desprestígio da própria nação”. Carballo tem uma linha de pensamento bastante subserviente à realeza que, para ele, é um símbolo nacional inatingível. “Se nós não respeitamos os nossos próprios símbolos e instituições, como vão nos respeitar no estrangeiro?”, ele perguntou, buscando confundir claramente a liberdade de crítica com o aviltamento das instituições.

Já o advogado de defesa, Jordi plana, assinalou que o cartum processado foi uma “interpretação metafórica” de uma realidade e, além do mais, tratava-se de um desenho que “nem rouba, nem mata, nem extorque”. A defesa afirmou também que em uma sociedade democrática “nada ou ninguém, instituição ou pessoa, pode estar livre da crítica ou piada, por grosseira que seja”.
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POR José Pires

Até Chávez entra na história
Miguel Ángel Carballo, o acusador da revista Jueves cita também o recente entrevero entre o rei Juan Carlos e Chávez na Cúpula Ibero-americana. Foi na deliberada confusão feita por ele entre a liberdade de expressão e o vilipêndio de símbolos nacionais, entres os quais (e parece que acima de todos) coloca a Coroa espanhola.

Carballo fez a capciosa indagação aos espanhóis sobre como eles se sentiriam se na Venezuela fossem realizadas manifestações do mesmo tipo contra o rei Juan Carlos depois do incidente com o presidente Hugo Chávez.

Bem, podemos perguntar também o que os espanhóis e também outros povos do mundo achariam se Chávez fizesse uma censura a uma charge como foi feita na Espanha ao agrado da Coroa. Com certeza todos o taxariam de ditador.
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POR José Pires

Lula bota pra quebrar

Sobre a quebra da empresa de aviação BRA, surge uma informação que põe em risco a brilhante carreira de Lula como garoto-propaganda. Talvez como parte da estratégia de alguma equipe de vanguarda do marketing político Lula está o tempo todo participando de inaugurações e até mesmo de comemorações de vendas de empresas privadas.

Tínhamos o arroz de festa. Agora temos arroz de festa com Lula. Pois nessa política de aparecer o tempo todo, Lula esteve na Embraer para comemorar a compra de 20 aviões pela BRA. E até brincou de aviãozinho com o logotipo da empresa. A festa aconteceu menos de três meses antes da falência da empresa que desempregou mais de mil funcionários e deixou milhares de passageiros com a passagem já comprada e sem o serviço.

Veja duas falas do Apedeuta Maior, uma aqui: “Eu tenho certeza de que nesses próximos anos a BRA vai colher com o lucro e com o crescimento do número de clientes pela aposta certa que está fazendo de acreditar cada vez mais na aviação regional.”

E outra aqui, na sua conhecida linha de otimismo sem qualificação: “Pois bem, eu penso que a BRA está dizendo claramente o seguinte: nós temos uma empresa de ponta, que produz um produto de ponta e que atende plenamente os desejos do mercado nacional, com autonomia para voar de Porto Alegre ao Ceará em vôo direto e com conforto.”

E mais uma aqui, mostrando bem seu senso da responsabilidade do cargo: "A BRA está dando uma demonstração de que não é apenas o coração que é brasileiro ou a cabeça que é brasileira, ela é uma empresa que acredita no crescimento da oferta de passageiros neste País para cumprir a demanda que eles vão oferecer."

As falas parecem saídas de um folheto publicitário da empresa. Lula está mal assessorado de redatores de discursos. E também tem outros probleminhas, na área mística ou na técnica. Ele falou e três meses depois a empresa quebrou. Das duas, uma: ou Lula é um tremendo de um pé-frio ou seu governo nada sabe sobre o mercado aéreo nacional.
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POR José Pires

Recomendado pelo Lula

Mas o papel do presidente da república como garoto-propaganda da empresa quebrada acabou funcionando. Às avessas, como é normal neste governo. O blá-blá-blá do falastrão nacional – temos também o falastrão venezuelano, mas este já mandaram calar a boca – deve ter influenciado muitos brasileiros na compra de passagens da empresa falida.

Pelo menos uma história de consumidor enganado já apareceu. Segunda feira, no Senado, conforme informa o blog de Ricado Noblat, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) contou que conversou com um passageiro desesperado que comprara sete passagens da BRA para viajar nas férias de fim de ano e ouviu dele que foi por influência de Lula que fizera a compra de tantas passagens antecipadas numa empresa menor.

Segundo o senador, o passageiro disse o seguinte: "Há um mês e meio eu vi o presidente da República sendo fotografado ao lado do presidente dessa companhia e anunciando o financiamento de vinte aviões pelo BNDES. O Presidente, ali, avalizava. Era o garoto-propaganda não só da companhia aérea, mas também daquela negociação.”

Então existe pelo menos uma garantia: se é recomendado pelo Lula, fuja do produto. Se Lula fosse garoto-propaganda de shampoo, no Brasil só teríamos carecas.
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POR José Pires

Atenção senhores passageiros

Da série “como é bom viver em um país onde há planejamento”, temos a informação de que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, garante que haverá problemas de atrasos nos vôos do feriado da Proclamação da República e nas férias de fim de ano.

O ministro só não garante que haverá quedas de avião ou outro tipo de acidente. Segundo ele, apesar dos atrasos previstos a segurança está mantida.

Então até o fim de ano, pelo menos, o brasileiro não precisa ter preocupações: os atrasos são certos. Com certeza até o início do ano o ministério da Defesa deve trazer informações sobre os atrasos planejados para o primeiro semestre do ano que vem.
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POR José Pires

Nunca neste país

O Brasil deve ser o único país do mundo onde o ministro da Defesa cuida de questões triviais como atraso de aviões. E não deixa de ser mais uma realização do magnata do petróleo. E do PT, é claro.
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POR José Pires

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

A América Latina em baixa

Para a esquerda brasileira, que mantém Hugo Chávez em um pedestal, fica a lição do pito que ele levou em público do rei Juan Carlos, da Espanha. Com sua disparatada ideologia, o presidente venezuelano acaba dando razão aos poderosos.

Governantes como Chávez desmoralizam até as boas causas. Ou principalmente essas. E é pior tê-lo do lado que ser seu inimigo. Antes da discussão com Zapatero, ele já havia feito algo inédito – pelo ridículo da cena – em reuniões como essa. Atendeu a um telefonema de Fidel Castro e passou a transmitir para a platéia o que o ditador cubano dizia. Parecia que estava cercado de camponeses em alguma vila perdida no interior da Venezuela.

Depois veio a bronca de Juan Carlos. Não era o momento de Chávez falar e por isso mesmo seu microfone estava desligado. Mas o crica cortava o discurso de Zapatero. O carão foi bem merecido e um desafogo para quem não agüenta mais o falastrão. Mas é chato que o chamado à razão tenha vindo de um monarca enfiado goela abaixo do povo espanhol pelo ditador Franco. O rei espanhol entende de ditadores: passou bastante tempo beijando a mão do sanguinário ditador da espanha.

Quem pôs o “ditador” em seu lugar foi alguém que tem um cargo vitalício e transferível para o berço de um de seus palácios. Pobre Espanha. Se somos contra a contínua reeleição e esticamentos de mandato do brucutu venezuelano não seremos menos contrários a alguém que recebe o cargo dos céus.

Mas, outra grosseria que ocorreu no encontro Ibero-americano, no mesmo momento em que o venezuelano interrompia com sua costumeira falta de educação o discurso de Zapatero, veio do recém-eleito presidente da Nicarágua, Daniel Ortega.

A cena ficou em segundo plano, mas aparece em alguns vídeos postados na internet. É logo após o discurso de Zapatero, quando Ortega pegou a palavra para defender o colega venezuelano. Alertado pela anfitriã do encontro de cúpula, a presidenta chilena Michelle Bachelet, de que teria três minutos para falar, Ortega embirrou: disse que não admitia o controle do seu tempo. E não falou.

E antes dessa bagunça, ainda havia passado pela reunião o mais novo magnata latino-americano do petróleo, Lula do Brasil. Seu país tem a possibilidade de petróleo a sete quilômetros da superfície e cujos testes definitivos só podem ser feitos em 2011. Mas já quer entrar para a Opep.

A expressão da presidenta Bachelet revelada pelas câmeras de televisão mostra seu triste desconforto com as cenas grotescas em sua casa. O espetáculo encenado pelos grosseirões travestidos de estadistas é para levar qualquer um que tenha bom senso a uma conclusão simples: com essa gente não dá.
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POR José Pires

O falastrão encontra o que merecia

O presidente venezuelano Hugo Chávez tantas fez que acabou escutando alguém mandá-lo calar a boca em evento internacional. E o “puxão de orelhas” ocorrido durante o encerramento da 17ª Cúpula Ibero Americana, no Chile veio em boa hora.

Chávez tem o péssimo hábito de não ouvir. E neste caso, o estilo é o homem. Basta ver seu governo. O venezuelano fala inclusive durante o tempo de exposição do outro, um hábito, aliás, muito comum por aqui. Foi o que fez, enquanto o primeiro-ministro espanhol José Luis Rodriguez Zapatero tentava expressar seu descontentamento com as pesadas críticas de Chávez a José María Aznar, primeiro-ministro anterior da Espanha. Chávez chamou o ex-primeiro ministro de fascista.

Zapatero alertava para a necessidade de não cair na desqualificação para que encontros como o fórum possam ser mais produtivos. O primeiro-ministro espanhol exigia um comportamento equilibrado, em que o posicionamento crítico, mesmo com divergências radicais, seja respeitoso.

No entanto, seu discurso era interrompido continuadamente pelo presidente venezuelano. Até que o rei Juan Carlos, da Espanha, surge entre os dois e diz para Chávez: “Por que você não se cala?”

Zapatero exigia de Chávez um comportamento mais equilibrado na reunião de cúpula, expressando o descontentamento da delegação espanhola com o tom de suas críticas ao ex-primeiro-ministro Aznar. O interessante na situação criada pelo venezuelano é que Zapatero sofre na Espanha uma oposição acirrada de Aznar e seus partidários, com uma agressividade parecida com a de Chávez.

O desarranjo diplomático de Chávez é tanto maior quando é óbvio que em essência o desacordo entre Zapatero e o ex-primeiro-ministro espanhol é até mais significativo do que aquele expressado por Chávez. Aznar simpoliza na Espanha o passado franquista, enquanto Zapatero é a representação da democracia e da derrota dos seguidores do falecido ditador espanhol.

Aznar, aliás, faz oposição ao governo de Zapatero com um estilo bastante próximo ao de Chávez. A grosseria e falta com a verdade são parecidas. Mas o tom extremado das críticas, além da a falta de contexto, obrigaram Zapatero à defesa de um oposicionista extremamente desleal como Aznar. Mas é o problema de estar próximo de alguém como o venezuelano. Chávez tem causado mais problemas para os aliados do que ao inimigo.

A repreensão pública em Chávez (principalmento pelo tom sereno do discurso de Zapatero) é um divisor de águas na situação criada até aqui pelo presidente venezuelano nas relações internacionais. O Brasil também já foi alvo de suas grosserias. Foi tanta baderna que até o governo Lula, um capacho ideológico de Chávez, teve que protestar.

Felizmente foi dito ao venezuelano publicamente que há limite para sua bronquice. O cala-boca do rei espanhol deu ao acontecimento o clima sensacionalista que colocou em toda a mídia a cena e tornou-a campeã de acessos na internet. Mas o discurso de Zapatero é que tem a real importância neste debate sobre o comportamento público das lideranças. Clique aqui para ver as duas manifestações: o rei zangado e o primeiro-ministro dando uma lição de civilidade ao brucutu venezuelano.
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POR José Pires

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Governo que cacareja e não bota ovo

Os marqueteiros gostam bastante de falar sobre a pata e a galinha quando estão de olho em conta publicitária de político, seja em campanha eleitoral ou já no poder quando as contas ficam mais polpudas.

É aquela história de que todos preferem o ovo de galinha ao de pata, mesmo este sendo maior,porque a galinha cacareja anunciando que botou, enquanto a pata fica caladinha. A moral da história publicitária é que galinha saberia trabalhar melhor o seu produto.

Essa história simplesinha é recurso muito usado para ganhar o político. Entra com facilidade na cachola de qualquer um. Em seu livro “Casos e Coisas”, o marqueteiro do Lula, pasmem, conta a tal história. E deve ter contado também para o seu chefe petista.

Mas Lula, como bom intuitivo que é, aperfeiçoou a história da galinha e da pata. Hoje, Lula cacareja até quando não bota ovo. E como o país parece anestesiado tanto na repulsa à corrupção quanto na denúncia e oposição à besteirada contínua que vem do governo, existe sempre a possibilidade do cacarejo sem ovo pegar. Lula e seus asseclas sabem muito bem disso. E usam e abusam do recurso.

Agora em meio à crise energética, revelada pela falta de gás natural, o governo veio com a conversa da descoberta de petróleo na Bacia de Santos. A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ultrapassou os limites do exagero. Disse que “saimos de uma situação de um país que estava se tornando auto-suficiente para nos transformarmos em um país exportador”. Vamos para a OPEP? Então está bom.

A verdade é que já se sabia da possível existência dessa reserva há pelo menos dois anos. O jornalista Reinaldo Azevedo desencavou e citou em seu blog uma reportagem de setembro de 2005 publicada na Gazeta Mercantil (leia aqui) que trata do assunto.

Os técnicos da Petrobrás também são comedidos. Um de seus diretores, Guilherme Estrella diz que o tamanho da nova reserva ainda é uma hipótese.

A verdade é que a notícia da descoberta foi usada como um factóide pelo governo. Veio logo depois que o presidente Lula apareceu de olhos esbugalhados na televisão atacando os críticos da falta de gás no Rio de Janeiro.

O anúncio da descoberta em meio a uma crise de abastecimento de gás ajuda bastante o governo Lula e ao mesmo tempo cria o risco – que para mim é o que deve ocorrer – de que o governo ponha a bunda em cima do problema energético e fique até o ano que vem soltando foguete sobre uma descoberta que, caso seja viável, só mostrará resultado de fato em 2011.

Para um governo grosseiro como este temos que ser simplistas: estão contando com o ovo no cu da galinha. E, pior ainda, já estão cacarejando pelo mundo a posse desse ovo.
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POR José Pires

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Agora vai
Após semanas e semanas de discussão o PSDB tomou uma decisão: vai estar unido na votação da CPMF. Só falta decidir se votam contra ou a favor, mas vai ser um voto unido. Para tucano, já é um enorme avanço.
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POR José Pires

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Requião ataca na internet

Falando em falta de assessoria, o governador Requião é tão afoito que acabou caindo em gafe velha. Também não há assessoria que possa salvar gente como Requião de coisa alguma. O governador é do tipo que discute até com a própria imagem no espelho. E os puxa-sacos garantem que ele ganha.

Mas a gafe é relativa à fictícia empresa norte-americana Arkhos Biotech, que é parte de um jogo patrocinado pelo Guaraná Antarctica. O senador tucano Arthur Virgílio já havia passado o ridículo de fazer um discurso em plenário sobre o assunto. Em março ele subiu á tribuna e disse aos senadores que tinha uma notícia, “da maior gravidade”, para levar ao conhecimento da Casa.

E mandou a denúncia sobre a Arkhos Biotech, a empresa fictícia. O senador só foi avisado da gafe dois dias depois. E aí virou piada na rede mundial de computadores.

E na segunda-feira Requião repetiu a história, no papel de boboca, é claro. Em reunião de governo ele apresentou como real o vídeo do jogo virtual e criticou quem “vende a Amazônia, vende cotas de participação numa empresa como essa”. Foi uma sessão histórica. Só faltou servir mamona de petisco para seus colegas de governo.

Requião apresentou o vídeo com voz comovida e em tom de denúncia. E depois fez um discurso comovido em defesa da Amazônia. E o pior é que determinou que a TV Educativa do governo estadual veicule o vídeo.

Mas não há mais o que temer em relação á Amazônia. Requião é amigo do peito de Hugo Chávez. E pode haver uma união dos dois: com o poderio militar de Chávez e a sagacidade de Requião as tropas da Arkhos Biotech estão perdidas.
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POR José Pires

Requião, o defensor da Amazônia, já está no Youtube

E eu dizia aqui que qualquer deslize sai logo na internet e aí está a bobeira do governador Requião para confirmar. Ele cometeu a asneira na segunda-feira e o vídeo já está na internet. Clique aqui para ver.
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POR José Pires

Um instante, maestro

A tecnologia mudou completamente as relações entre as pessoas. Hoje, com a internet funcionando à toda com seus sites de reprodução de voz e imagem incorporando material com eficiência e rapidez, até a fofoca está mais sofisticada.

O diz-que-diz agora não é só de ouvir falar. Se a pessoa não se cuida, dali a pouco sua fala sai na internet. E se for de interesse geral, é claro que vai para a televisão, o rádio e aos jornais.

O maestro John Neschling, diretor artístico da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) é uma das últimas vítimas da fofoca eletrônica. Como ele tem uma pinimba já de certo tempo com José Serra, em conversas reservadas andou fazendo pesadas críticas ao governador tucano. Pois o que o maestro falou de Serra está à disposição na internet.

E Neschling pegou pesado: diz que Serra é mimado e o acusa de autoritário. E o contraditório é que Neschling é que aparece falando em tom e conteúdo bastante autoritários nas gravações que parecem ter sido feitas em ensaios e reuniões entre amigos. E que amigos.

Mandaram para a internet e ainda fizeram uma edição com fotos e legendas. Quem quiser ouvir o maestro danado da vida, clique aqui.
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POR José Pires

Jóia literária

Maria Francisca Pinheiro Coelho foi contratada sem concurso para fazer um servicinho para o governo Lula. Vai prestar "serviço de especialista em sociologia política" e editar um livro com os anais de um seminário sobre reforma política. Por dois meses de trabalho ela ganhará 14 mil reais.

Maria Francisca é a autora de uma biografia autorizada do deputado petista José Genoíno. Isso é o que podemos chamar de livro de auto-ajuda.
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POR José Pires

Obra prima
Só uma curiosidade: a biografia do José Genoíno foi para a lista dos mais vendidos?
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POR José Pires

terça-feira, 6 de novembro de 2007

PhD em asnice
É impressionante o evidente prazer com que Lula diz suas besteiradas. Mas é sempre assim: o ignorante está sempre mais satisfeito que o sábio. Daí a absoluta segurança para dizer suas asneiras. Ele saboreia com deleite as sentenças absurdas, os erros gramaticais e as infindáveis bestidades para as quais tem até platéias. E aplausos.

Ele comete suas ignorâncias com arte. Lula é um esteta da asneira.
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POR José Pires

Meu Brasil brasileiro
Sobre a Copa de 2014 no Brasil já existe uma certeza: vai ter desvio de dinheiro público. Ah, nada como viver em um país onde as coisas são planejadas com tanta antecedência.
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POR José Pires

No sossego das asas da FAB
Na república de Lula ocorrem uma novidades interessantes. Agora com o caos nos aeroportos acontece do anfitrião chegar à festa depois do convidado.

É que o convidado vai com avião da FAB e o anfitrião de avião de carreira. Foi o que fez o ministro da Defesa, Nelson Jobim: foi passear de jato da FAB em uma viagem particular. Foi passar o final de semana prolongado na casa de praia de Francisco Gros, presidente do Banco Central no governo Collor. A casa fica na Bahia.

Para justificar o uso do avião, Jobim marcou “inspeções” nos aeroportos de Porto Seguro e Ilhéus.

Jobim foi transportado pela FAB e seu anfitrião de avião de carreira. O vôo de Francisco Gros sofreu um atraso de quatro horas. Jobim chegou bem tranqüilo, sem sofrer nenhum problema, ao contrário de milhares de brasileiros neste fim de semana.

Mas pelo nível de eficiência do governo Lula, é provável que o ministro da Defesa dê um jeito para resolver a causa do descompasso de quatro horas entre ele e o anfitrião. Na próxima talvez ele leve também o anfitrião nas asas da gloriosa FAB.
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POR José Pires