sexta-feira, 18 de junho de 2010
Leão azarado
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Foi-se o Saramago
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A fujona do PT
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Tour europeu
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quarta-feira, 16 de junho de 2010
Armação no Twitter
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Gaspari na marcação
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Propaganda do Serra em campo
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terça-feira, 15 de junho de 2010
Bola pra trás
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segunda-feira, 14 de junho de 2010
Inglaterra pode estar na lista do pé-frio do Planalto
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A vuvuzela no contexto global
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sexta-feira, 11 de junho de 2010
Sintonia internacional
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quinta-feira, 10 de junho de 2010
A violência "municipal"
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Cuidar do local para ser global
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quarta-feira, 9 de junho de 2010
Sala de leitura
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terça-feira, 8 de junho de 2010
Feliz como o PT no lixo
O PT é um partido que define-se muito bem com a frase que o sambista Jamelão tornou famosa nacionalmente no ano da visita do então presidente Bill Clinton à escola de Samba Mangueira, no Rio. Jamelão observou que Clinton estava “feliz como pinto no lixo”.
E quem pode resistir à paráfrase que isso pede? Na realidade, na política o certo é "feliz como um petista no lixo". É assim que eles eram na oposição. No poder, não mudaram nada.
O PT gosta de fazer propaganda da sua coragem de ser feliz. Mas o contentamento sempre é maior quando estão como pinto no lixo. O prazer é tamanho que estão sempre tratando de fabricar lixo, como aconteceu agora e têm acontecido nesses anos todos.
O combustível da sujeira aciona a máquina da conquista do poder e serve também para o projeto de perenizar-se no governo.
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O petista falsificador do Twitter
A alegria é geral entre os petistas, mas uns se destacam mais neste contentamento, como é o caso do deputado paranaense André Vargas, que mostra um deslumbramento notável nesta política de ciscar no lixo. Vargas é um caso notável dos 15 minutos de fama predito por Andy Warhol e hoje muito comum na política brasileira. Ele é o mais famoso desconhecido da hora. Foi alçado do anonimato do baixo clero para um cargo de ressonância nacional na campanha da candidata do Lula.
É secretário de comunicação do PT nacional. E isso explica muita coisa, a começar pela cada vez mais baixa estatura de capacidade dos quadros do partido, até a queda política forçada pelos descaminhos que a subida ao poder impôs às questões programáticas do partido.
Neste episódio do dossiê contra o pré-candidato José Serra, Vargas apareceu com a frase que melhor define o velho estratagema petista de acusar a vítima. “Serra se comporta como aquele que bate a carteira e sai gritando: pega ladrão!”, disse Vargas.
Quando o nível do debate político é este, dá pra imaginar o que vai pelos bastidores. É bobagem achar que existe motivo para ter medo de ser feliz. Para quem se alegra em ciscar no lixo, material é que não deve faltar.
O dossiê contra Serra derrubou da campanha de Dilma o jornalista Luiz Lanzetta, mandou para casa o coordenador e amigo da candidata, Fernando Pimentel, mas os petistas insistem na tática de acusar quem teve o bolso surripiado.
O estilo é o homem. Na semana passada, tentando antecipar uma denúncia contra a TV Globo, o deputado Vargas, espalhou em sua página no Twitter o boato de que a emissora iria cancelar a divulgação dos resultados da última pesquisa do Ibope para atender o interesse de Serra.
Uma nota escrita pelo em seu Twitter: "Corre o boato que a GLOBO vai cancelar a divulgação do IBOPE.Será que o resultado realmente foi desfavorável ao Serra?"
Depois que a TV Globo divulgou a pesquisa em seu noticiário, Vargas apagou as todas mensagens com referência ao assunto.
É a falsificação do Twitter. E o que pode parecer um detalhe, na verdade é bastante relevante. Se for seguido o exemplo do deputado petista, esta nova ferramenta de comunicação vai à falência. O Twitter exige que haja um respeito às mensagens postadas. Esse tipo de manipulação quebraria a base mais significativa do sucesso deste novo meio: a credibilidade. Não deixa de ser parecido com o que tem sido feito com a política.
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Uma coisa leva à outra
A imprensa tem feito uma má cobertura dessa eleição, que começou antecipadamente e de forma ilegal, por força de ações políticas do próprio PT e do presidente Lula, com um uso da máquina pública como nunca se viu neste país. Os jornalistas deviam ir atrás de outras pistas, além das que o PT solta para desviar a atenção de problemas reais.
Deviam ser seguidas também as pegadas de políticos emergentes, como o deputado Vargas e tantos outros. A ascenção abrupta de um André Vargas, do baixo clero à escala mais alta do poder partidário e eleitoral, explica o destino do PT na mesma medida da queda de outros políticos de seu partido.
Alguns, como Fernando Gabeira, saíram faz tempo pelo fato de não gostarem de ciscar no lixo. Outros foram ao pó abatidos pelas rasteiras internas e desacertos com os rumos impostos no partido e no governo pelo poder central. É o caso de Patrus Ananias, que foi durante sete anos responsável por um dos ministérios mais importantes de Lula, o do Desenvolvimento Social, a pasta do Bolsa Família.
Patrus Ananias vem sendo aplastrado desde sua saída de um ministério da mais alta importância política e a imprensa parece nem tomar conhecimento. Seu trabalho político de tantos anos foi para lixo na política de Minas Gerais.Este tipo de lixo também faz a alegria de certos pintinhos petistas. Na política mineira, o PT local virou moeda de troca no amplo comércio eleitoral para eleger Dilma.
Que a imprensa não aprofunde a cobertura dessas eleições, indo atrás desse e de outros casos, explica não só o sucesso do lulo-petismo (em eleitores) como também o insucesso da imprensa (em queda de leitores).
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Nas origens
No caso do deputado Vargas, dá para resumir suas pegadas. O deputado é do Paraná, onde sempre foi baixo clero na política.
A última eleição disputada por ele foi a de prefeito, em 2008, quando foi derrotado fragorosamente, ficando em quinto lugar, com 5,3% da votação, ou 14.506 votos de uma colégio eleitoral de 270.580 eleitores. O deputado só não ficou em último, porque esse papel coube a um candidato de partido nanico. O sexto lugar ficou com PV, com 3.371 votos.
Anteriormente o PT havia ficado oito anos na prefeitura, finalizando os mandatos com tal taxa de rejeição que o apoio do então prefeito Nedson Micheletti, sindicalista bancário, era usado pelos adversários na TV contra o candidato oficial.
Vargas elegeu-se deputado federal escorado pelo grupo do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que manda no partido no Paraná. O PT no Paraná sempre manteve uma aliança histórica com o ex-deputado José Janene, chefe do PP no estado e um dos réus do inquérito do mensalão no STF. Esta relação íntima de Vargas com Bernardo, além dos laços com o ex-ministro e deputado cassado, José Dirceu, é uma das explicações do seu atual sucesso.
Em seu passado recente, o deputado também andou envolvido com problemas de corrupção que levaram à cassação pela Câmara Municipal do prefeito Antonio Belinati em junho de 2000. O prefeito, que hoje é deputado estadual pelo PT e também é ligado a Janene, foi também preso duas vezes.
Na época da cassação de Belinati, o então deputado federal Paulo Bernardo e André Vargas, que era vereador do PT, foram objeto de ação do Ministério público.
O mais escandaloso, no entanto, foi o surgimento do nome dos dois políticos petistas na caderneta do tesoureiro do prefeito cassado, um caderno manuscrito aprendido pela polícia onde eram anotados pagamentos feitos em dinheiro. Paulo Bernardo estaria identificado na sigla P.B. e André Vargas estava identificado pelo nome por extenso.
Vargas confirmou os recebimentos, mas alegou que eram para campanha eleitoral, buscando encaminhar as denúncias para o terreno do Caixa 2, uma situação mais fácil de administrar, tanto politicamente quanto no aspecto jurídico. Com se vê, essa história vem de longe.
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segunda-feira, 7 de junho de 2010
Objeto muito democrático

Maravilhosa invenção para o aprimoramento da nossa democracia. Muito útil para o uso em convenções, debates, alianças eleitorais e até mesmo para depois da eleição, para a convivência no pleno exercício do poder.
É uma idéia muito simples, como todo ovo depois de colocado em pé. Além da ampla utilidade na atividade política, pode também ser usado na fraterna convivência social de nossos dias. Sendo um objeto de fácil manejo e de mobilidade facilitada, pode ser levado à bares, festas, casamentos, enfim a todo lugar onde o convívio social exija regras de amabilidade e cortesia.
Já encomendei um com reforço especial, só para cumprimentar petistas.
Tirei daqui
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Semelhanças com Belíndia
Esse negócio de resolver problema nuclear do Irã, dar de dedo nos Estados Unidos, além de outras façanhas, pode deixar o brasileiro nos ares. Então puxemos uma notícia para descermos ao nível da realidade.
Saiu o veredito do julgamento dos acusados da tragédia de Bhopal, o vazamento de gás tóxico que matou milhares de pessoas — 3,5 mil conforme dados oficiais, mais de 7 mil, segundo outras fontes. O vazamento aconteceu em dezembro de 1984 e, desde então, o caso vem rolando de corte para corte.
Organizações que se dedicaram ao caso afirmam que desde o incidente, cerca de 20 mil pessoas teriam morrido até hoje em razão da ação do veneno. Outras 600 mil teriam tido a saúde afetada.
O veneno que vazou da norte-americana Union Carbide teve efeito rápido. As mortes ocorreram em três dias. Até hoje Bhopal tem uma alta taxa de enfermidades e de crianças portadoras de deformidades de nascença.
Foram 25 anos de espera para que os alguns culpados fossem punidos. Parece um país conhecido nosso, não? Pois é, mas as penas recebidas por eles na Índia também fazem a gente se sentir em casa.
A justiça da Índia condenou oito pessoas a dois anos de prisão cada uma. E os condenados, entre os quais estão executivos da Union Carbide, ainda podem apelar da decisão.
Não sei como é na Índia, mas na nossa Belíndia ninguém iria dar trabalho para o sistema penintenciário. Aqui seria bem grande a possibilidade dessa condenação cair para zero.
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quarta-feira, 2 de junho de 2010
Equipe de Dilma aumenta currículo de Oliver Stone
Agora vejo mais uma trapalhada de destaque da turma de Dilma. No vídeo postado no site da candidata, Stone aparece como "ganhador de três Oscars", sendo um deles pelo filme ‘O Expresso da Meia-Noite”.
Mas seria bom deixar claro que “O Expresso da Meia-Noite” não é de Oliver Stone. Este filme foi dirigido por Alan Parker. Stone fez apenas o roteiro, adaptado do livro de outro autor. Mas sempre é bom valorizar os apoiadores.
São coisas da assessoria de Dilma. Mas este descuido com a biografia do cineasta paparicador é até compreensível. Deve ser vício. Dilma também gosta de aumentar currículo, tanto que passou anos identificando-se como doutora sem nunca ter feito doutorado algum.
Mas, como já disse, assessorias correspondem sempre à qualidade da chefia. Nada mal que Dilma e Stone tenham a mesma turma trabalhando para os dois.
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Os teóricos da chatice e do autoritarismo
É marcante a ausência de alguns nomes importantes nesta lista, como Michelle Bachelet, que foi presidente do Chile até março passado, e Alan Garcia, do Peru. Mas é que esses presidentes destruiriam a teoria perseguida pelo cineasta norte-americano, de que a América Latina vive um processo revolucionário encarnado pelos nomes que estão em seu filme.
Falta também Fernando Lugo, mas o presidente do Paraguai teve um brilho fugaz nesta constelação eleita por Stone. A princípio foi tratado como um dos revolucionários da hora, mas foi rapidamente proscrito.
Dificilmente verei um filme desses, apesar de que tenho feito esforços consideráveis para informar bem os leitores deste blog. Mas já dá para ter um idéia do conteúdo da obra pelas atitudes de Stone no Brasil e também pelos elogios de um de seus entrevistados e seu ídolo máximo, o presidente venezuelano Hugo Chávez.
“Oliver compreendeu muito bem que na América Latina se está forjando uma revolução.
Seu documentário é um tributo à América Latina, que está lutando para unir-se e forjar seu próprio destino”, disse Chávez.
É interessante a intimidade de Chávez, tratando o autor como “Oliver”. É um tom que caracteriza ainda mais esta fala como uma boa definição da qualidade da do trabalho de Stone.
O filme deve ser uma porcaria. E nem falo isso pelo que penso das personalidades que dão base ao documentário. É uma questão técnica. É impossível fazer algo de qualidade com esta falta de senso crítico demonstrada por Stone. Mesmo na ficção exige-se algum distanciamento para que saia algo bom. Num documentário é preciso ainda mais capacidade de avaliar com relativa imparcialidade o tema escolhido. No jornalismo é preciso até ser cético para obter alguma coisa de qualidade.
E como Stone parte sempre de um ponto de vista propagandístico, duvido que tenha produzido um bom documentário. Com sua visão de militante, tudo o que realmente importa terá passado desapercebido.
Nisso ele é parecido com Michael Moore, um diretor que exige que a realidade se acomode ao que ele pretende políticamente. Não à tôa, é com a mesma leviandade que os dois dão apoio à causas políticas e grupos de paíse estrangeiros metidos em complexas situações políticas. São dois tiranos. Até o que já aconteceu tem que ser como eles querem.
Stone age como a militância que conhecemos bem por aqui. Eles tem uma visão que deve ser combatida, pelo dirigismo autoritário que prejudica todo trabalho intelectual ou de arte e que tenta determinar até mesmo o cotidiano das pessoas.
Esse pessoal é perigoso. São também muito chatos. Sua meta é abolir qualquer coisa que venha a descompor a teoria pré-montada do enredo que eles pretendem impor, seja em um filme ou na política.
Em filmes, a obra acaba ficando chata demais. Com a bajulação política, perdem até bons temas, como foi o caso da biografia de Lula, um político com uma história de vida sem dúvida muito interessante, mas que foi transformada numa porcaria de filme propagandístico. No final, a obra foi um fiasco até como propaganda.
E no caso da vida, esta mesma atitude transforma o cotidiano numa coisa chata, isso quando a destruição não avança para o pior, como já se viu em vários países onde essa mentalidade tomou o poder.
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O cineasta marqueteiro
O cineasta fala igual a um político do baixo clero de olho em algum carguinho futuro. Stone intromete-se em uma realidade política que desconhece, falando com determinação sobre assuntos que exigiriam de um estrangeiro pelo menos um pouco mais de respeito.
Mas quem é que pode exigir que um norte-americano convertido ao “bolivarianismo” chavista não seja leviano?
O estilo é parecido com o que vemos aqui, no Brasil, nas intromissões da nossa esquerda em assuntos de outros países. De um dia para o outro, porque é desse modo que surgem certos assuntos internacionais, esta esquerda passa a apoiar malucos como, por exemplo, Manuel Zelaya, e a fazer a divisão do país estrangeiro entre bons e maus.
Mas, além da má-fé, existe também algo de maluco nesta gente. Parece coisa de seita. Só falta aquele colar de folhas que o Evo Morales joga no pescoço dos visitantes.
Stone disse que Dilma tem “uma mente brilhante”, um elogio que deve ter surpreendido até Lula, o iluminador da sala da Marilena Chauí. Que a Santinha não é tudo isso até seu assessor mais puxa-saco sabe muito bem.
Mas Stone age como um profissional da bajulação. Tem gente que faz isso como marqueteiro e aí dá para entender. Mas num cineasta isso rebaixa bastante.
Segundo ele, a candidata “tem muita informação, sabe tudo de energia, de economia, tem determinação e energia.” E mais: “Ela é muito focada e fiquei muito impressionado com isso. Dedicada ao desenvolvimento e a continuidade do projeto de Lula e avançar.”
O marqueteiro da Dilma que se cuide. O Oliver Stone está querendo tomar o lugar dele.
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terça-feira, 1 de junho de 2010
Oliver Stone e o efeito Norma Bengell
Essa assessoria da Dilma não toma jeito. Bateu novamente o efeito Norma Bengell, agora com alguém do cinema dos Estados Unidos.
Segundo a assessoria, Stone disse que Dilma é "carismática" e que, caso seja eleita, a América do Sul terá duas mulheres presidentes. A outra é Cristina Kirchner, da Argentina.
Ainda de acordo com a assessoria da petista, o cineasta ficou "impressionado" com o conhecimento de Dilma sobre o Brasil, principalmente sobre energia.
Bem, a primeira afirmação é totalmente errada e a que mais prejudica o cineasta, já que é da sua área. Se achou realmente que Dilma é carismática, ele é uma porcaria de profissional. Se existe uma unanimidade entre os analistas sobre esta eleição é a de que Dilma não é carismática. Nem o Lula acha o contrário.
A segunda opinião mostra que Stone é de uma perspicácia impressionante. Esta aí uma verdade política inquestionável: se já tem uma mulher na presidência da Argentina, com a Dilma aqui serão duas na América do Sul.
Sabe tudo de América Latina esse cara. E com esse tipo de raciocínio abre a possibilidade de extrairmos lições muito úteis também de outros cenários. Se for o Serra o eleito, teremos uma situação mais original: ele será o único presidente careca da América do Sul. O presidente da Guiana perdeu bastante cabelo nos últimos tempos, mas genuinamente careca seria só o nosso Serra. Ninguém segura mesmo este país.
Sobre a terceira bobagem, a de que Stone ficou impressionado com o conhecimento de Dilma sobre o Brasil, das duas, uma: ou é mentira da assessoria de Dilma ou o cineasta mentiu para favorecer a petista.
Para avaliar o conhecimento de alguém sobre algo, o avaliador precisa conhecer muito bem o assunto em discussão. E é óbvio que Stone nada sabe sobre o Brasil. Além do mais, em uma hora não dá tempo para tanta conversa assim sobre país algum. Se juntar o assunto da geração de energia, então, aí então é que o tempo fica escasso. E se levarmos em conta a deficiente capacidade de expressão da carismática (sic, sic e sic!) Dilma, uma hora não é tempo suficiente nem para ela explicar onde é Copacabana.
Já é evidente há algum tempo que politicamente o cineasta norte-americano é um estouvado. Não fosse assim, ele não seria fã de carteirinha de Hugo Chávez. Mas esta visita a um candidato à presidência de um país estrangeiro deixa ainda mais claro sua leviandade.
E as informações passadas pelos assessores de Dilma, que o transformam num idiota político, mostram que, enfim, Oliver Stone encontrou uma assessoria à altura da sua capacidade política.
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POR José Pires
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