Parece piada, mas é verdade. A Comissão de ética Pública, vinculada à Presidência da República deve divulgar hoje sua avaliação sobre os gestos obscenos feitos por Marco Aurélio Garcia, assessor especial do presidente Lula. Segundo vários jornais, a comissão vai sugerir que Garcia não aja mais de modo grosseiro publicamente.
Ou seja, a comissão reuniu-se e chegou à conclusão que o assessor especial do presidente da República deve ter um comportamento bem educado em público. Garcia é uma das pessoas mais influentes do governo – o assessor é também amigo do presidente Lula e um dos últimos assessores com ligação histórica com Lula, que teve seu círculo político e pessoal mais próximo desmontado gradativamente pelos escândalos políticos que cercam o governo.
Há cerca de duas semanas, Garcia foi flagrado pela TV Globo através de um dos janelões do Palácio do Planalto fazendo um gesto obsceno enquanto assistia uma matéria do Jornal sobre o acidente no Aeroporto de Congonhas.
Aparententemente Garcia comemorava a provável suspeita de o Airbus-A320 da TAM ter apresentado um defeito mecânico antes do acidente que matou 199 pessoas.
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POR José Pires
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Assessor de Lula receberá pito de Comissão de Ética
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Agora vai
Não deixa de ser um avanço. Já avançando para a metade do segundo mandato, o governo Lula fica avisado de que autoridades não devem ter um comportamento grosseiro. Pelo menos em público.
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segunda-feira, 30 de julho de 2007
“Fora Lula” é palavra de ordem em manifestação em SP
Uma manifestação de protesto contra o caos aéreo reuniu 6 mil pessoas ontem em São Paulo. Gritos de “Fora Lula” marcaram o ato realizado também para lembrar as vítimas do acidente no aeroporto de Congonhas no último dia 17, que provocou a morte de 199 pessoas.
O movimento é organizado por pelo menos oito entidades, dentre as quais o Cria Brasil (Cidadão Responsável, Informado e Atuante).
Márcio Neubaer, um dos líderes do Cria Brasil, afirmou que a intenção do movimento é mobilizar a sociedade em defesa de seus direitos.
Falando à “Agência Estado”, Neubaer disse que o ato de ontem terá continuidade nos próximos dias. “Esta é apenas uma centelha, é um começo”, disse.
Alguns grupos de participantes também defenderam o fechamento definitivo e imediato do aeroporto de Congonhas e a criação de um parque no local.
Os manifestantes se encontraram no Parque do Ibirapuera e depois se dirigiram ao aeroporto em passeata, onde foi realizado um ato ecumênico. Os gritos de “Fora Lula” começaram aos poucos e foram aumentando ao longo da caminhada. Durante o percurso tornaram-se uma palavra de ordem dos manifestantes. Ao final dos discursos que eram feitos em um caminhão de som que ia à frente da manifestação, a multidão também gritava “Fora Lula”.
Durante a passeata, um orador anunciado como parente de uma das vítimas do acidente, falou sobre a necessidade de o brasileiro exigir por parte das autoridades, um país “sem corrupção, sem mensalão”.
No chamado “mensalão”, autoridades do governo Lula foram acusadas de subornar parlamentares para terem o domínio político das votações no Congresso Nacional. O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, apresentou denúncia ao Supremo Tribunal Federal contra 40 pessoas envolvidas com o esquema do “mensalão”. O procurador enquandrou a alta cúpula do PT, José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares e Sílvio Pereira como envolvidos no crime de formação de quadrilha. Na época em que foi denunciado o "mensalão", José Dirceu era ministro-chefe da Casa Civil do Governo Lula.
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POR José Pires
Lula investe cada vez menos no setor aéreo
O governo Lula vem investindo, a cada ano, menos no setor aéreo do que o governo de Fernando Henrique Cardoso fez nos dois últimos anos de seu mandato. A informação é do jornal “Valor Econômico”, numa matéria muito bem fundamentada do jornalista Arnaldo Galvão.
Em 2005, o governo Lula fez seu maior desembolso nos três principais programas do setor: proteção ao vôo e segurança do tráfego aéreo, desenvolvimento da aviação civil e desenvolvimento da infra-estrutura aeroportuária. O montante foi de R$ 1,050 bilhão. Lula investiu menos que o governo FHC que, considerando valores corrigidos, liberou em 2001 a verba de R$ 1,060 bilhão e, em 2002, R$ 1,169 bilhão.
A matéria ressalta que houve um forte movimento de passageiros nos aeroportos. Em 2005, o aumento foi de 16,17%. O ano anterior já tinha registrado aumento de 16,13%.
Os três principais programas do setor aéreo, citados acima, estão sob a gestão do Comando da Aeronáutica (Ministério da Defesa) e não incluem os investimentos da estatal Infraero.
Para este ano o Orçamento Geral da União prevê R$ 999,8 milhões. O valor é novamente inferior ao que foi gasto em 2002, último ano da gestão FHC.
Segundo o “Valor Econômico”, ao analisar os números do orçamento, o economista e consultor da organização não-governamental Contas Abertas, Gil Castello Branco citou um trecho de um acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU). Em 16 de dezembro de 2006, os ministros daquela corte afirmaram que "o chamado apagão aéreo nada mais é do que uma sucessão de equívocos quanto aos cortes nas propostas orçamentárias elaboradas pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), contingenciamento de recursos para o setor, indolência em relação às necessidades de expansão e modernização do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (Sisceab) e quanto à ineficiente política de alocação de recursos humanos”.
Conforme noticiou o jornal, apesar da recomendação assinada pelo então ministro da Defesa, embaixador José Viegas, o Decea teve seu orçamento rebaixado.
Advertido pelo Decea, o governo Lula respondeu através da Casa Civil, em agosto de 2005, que "a política de contingenciamento de recursos não prevê exceção, sendo esta uma posição definitiva do governo".
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POR José Pires
Ministro de Lula admite falta de comando
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, admitiu que a troca no Ministério da Defesa, de onde saiu Waldir Pires e entrou Nelson Jobim, foi feita em razão de “falta de comando, com desencontro de informações entre os setores que integram a aviação brasileira”.
Bernardo revelou que até ele era chamado nos últimos dias para ajudar no setor. Segundo disse, “faltava coordenação”. O ministro afirmou em entrevista ao jornal “O Globo” que o que ocorria no setor aéreo revelava não apenas falta de coordenação, mas também que ali não se sabia o que fazer.
Paulo Bernardo contou também ao jornal que foi cogitado para assumir a pasta, o que demonstra a falta de coordenação do governo Lula e a falta de quadros para a administração. Bernardo não tem nenhuma experiência no setor.
“Quase virei ministro da Defesa e a solução que foi dada com certeza foi muito melhor”, disse Paulo Bernardo numa involuntária autocrítica.
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POR José Pires
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domingo, 29 de julho de 2007
Congonhas: sinal vermelho da má gestão pública
Enquanto espera a conclusão das investigações sobre o acidente com o avião da TAM no Aeroporto de Congonhas, no último 17 de julho, onde morreram 195 pessoas, o brasileiro tenta encontrar uma esperança de que a tragédia não se perca em meio ao atropelamento que os desastres provocam um sobre o outro no noticiário brasileiro. Infelizmente, por aqui tem sido assim: sempre temos um novo problema que acaba deixando para trás as dores e a emoção das tragédias do cotidiano brasileiro. E as soluções práticas também ficam adiadas, até o surgimento de um novo drama social.
Não devemos nos esquecer que o acidente em Congonhas aconteceu menos de dez meses após a colisão de um avião da Gol com um jato Legacy, no céu do Mato Grosso. Nesta tragédia, que aconteceu em meio ao maior caos administrativo já ocorrido no setor de aviação no Brasil, morreram 154 pessoas.
Enquanto assessores diretos do presidente Luís Inácio Lula da Silva são flagrados no janelão do Palácio do Planalto comemorando supostas notícias que isentariam o governo de responsabilidade sobre o triste episódio na capital paulista, o noticiário é forte indicativo de que a fonte do problema é a de sempre: má gestão. Mesmo quando fatores casuais e inusitados surgem como determinantes para a ocorrência de problemas com graves conseqüências, na raiz destes acontecimentos está sempre a tremenda falta de eficiência administrativa do Governo Federal.
É errado, para não dizer de má-fé, tentar separar o acidente de Congonhas da bagunça do setor aéreo e de outras áreas da administração pública. É isso que o governo tenta fazer, o que não é de se estranhar quando até mesmo o presidente da República tenta propagar como um feito de seu governo cada ação da Polícia Federal que aponta um novo caso de corrupção na esfera pública.
Puxando o assunto para algo que toca diretamente nas preocupações centrais do Movimento Mãos Limpas Pelo Brasil, recordemos que Lula sempre tenta faturar politicamente sobre as ações de repressão policial contra a corrupção. O que ele esquece, ou tenta evitar que o brasileiro perceba, é que as ações da PF no âmbito da corrupção têm sido executadas mais sobre os efeitos dos graves problemas administrativos de seu governo. Ou seja, de um governo que não age sobre as causas da corrupção.
O governo comemorar a prisão de quadrilhas de corruptos equivaleria ao cidadão comum se alegrar com a ação da polícia depois de ter tido sua casa invadida e roubada. Na verdade, a qualidade de uma política de segurança é revelada exatamente quando há menos crime a reprimir, sinal de que o trabalho preventivo funciona adequadamente.
Essa premissa, que vale para todos os setores, é ainda mais verdadeira no caso da corrupção. E evidentemente tem muito peso também nas questões relativas ao setor aéreo, onde controle e prevenção são quesitos fundamentais que tocam diretamente na integridade psicológica e física das pessoas.
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POR José Pires
O apagão de gestão do governo Lula
A revista “Veja” desta semana publica reportagem de capa na qual garante que uma falha humana está na origem da tragédia de Congonhas. De acordo com a revista, o comandante Kleyber Lima, que pilotava a aeronave no momento do acidente, havia mantido o manete (equipamento que controla a aceleração das turbinas) em posição incorreta na hora do pouso. O manete ficou posicionado para uma situação em que os dois reversores estivessem em pleno funcionamento. A combinação do mau posicionamento com o travamento do reversor teria impedido a aeronave de frear.
Mas “Veja” deixa claro que mesmo com esses dois fatores combinados a tragédia poderia não ter acontecido se a pista de Congonhas tivesse mais segurança. O fato de a pista principal do aeroporto não ter uma área de escape foi determinante para a extensão do acidente. A revista relata dois outros casos de acidentes ocorridos em circunstâncias similares, com o reversor travado e manete mal posicionado. Nesses dois casos, o comprimento maior da pista e a presença de áreas de escape deram aos pilotos um tempo maior para a correção do erro.
Nota-se a falta de ação das autoridades em todos os fatos que cercam o assunto. Em reportagem publicada no final de abril passado – portanto, menos de três meses antes do acidente em Congonhas – a “Folha de S. Paulo” alertava que sete meses depois do acidente com o avião da Gol, ocorrido anteriormente (e até então o maior acidente aéreo da história do país, com 154 mortos), a Aeronáutica ainda não havia posto em prática as medidas de segurança previstas internamente para corrigir falhas no sistema de controle de tráfego aéreo e evitar acidentes. A FAB (Força Aérea Brasileira) informou ao jornal que as medidas elaboradas depois do acidente ainda estavam “em análise”.
A reportagem mostrou também que nos meios internacionais o Governo Federal sustentava que havia tomado as precauções necessárias “imediatamente”. É o que o jornal descobriu em um documento oficial apresentado pelo governo em uma reunião da OACI (Organização da Aviação Civil Internacional) naquele mês. Depois, a “Folha” verificou que as medidas de segurança recomendadas não foram colocadas em prática.
Mas o caos administrativo não é grave apenas no setor aéreo. O jornal “O Globo” traz neste domingo uma extensa reportagem que expõe o tamanho da confusão administrativa do governo Lula. Em chamada de capa o jornal informa: “Apagão já ameaça energia, estradas e transporte”. Baseado em informações colhidas junto ao TCU (Tribunal de Contas da União) o jornal noticia que, além da má administração sentida na aviação civil, a desordem gerencial é percebida em todos os níveis do Governo Federal.
“Tornou-se perceptível nas ações em outras áreas vitais da infra-estrutura do país, como transportes, energia, ciência e tecnologia, urbanismo e segurança pública”, publica o jornal. Segundo a reportagem, o governo começou 2007 sem ter conseguido executar 66% dos projetos de investimentos do setor de transportes, que classificara como prioritários no Orçamento de 2006, de acordo com o TCU.
As informações sobre o “apagão administrativo” do governo Lula são preocupantes. Ainda segundo “O Globo”, o Governo Federal não conseguiu realizar 59% dos investimentos considerados essenciais no setor de energia, 60% em segurança pública e 64% em urbanismo. Para o ministro Ubiratan Aguiar, do TCU e responsável pela análise das contas governamentais de 2006, “há uma deterioração gradual da gestão pública, e está se agravando”.
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POR José Pires
terça-feira, 24 de julho de 2007
Lula risca o Sul da agenda após acidente em Congonhas
O acidente com o avião da TAM no Aeroporto de Congonhas vai levar a região Sul a ficar uma boa temporada sem a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele viria agora às capitais da região para o lançamento do PAC do Saneamento Básico e da Habitação, mas as viagens foram canceladas depois da tragédia do avião, que havia partido de Porto Alegre.
Lula também não vai participar do encerramento do Pan, no domingo, dia 29. Na abertura do evento, ele foi vaiado várias vezes e nem sequer discursou. Acabou tendo uma atuação inédita: foi a primeira vez que um presidente da República não abriu aquela competição.
O Palácio do Planalto garante que a mudança na agenda nada teve a ver com o trágico acontecimento em Congonhas. E evidentemente nenhum assessor confirmaria as suspeitas de que Lula foge de vir ao Sul porque teme ser vaiado.
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POR José Pires
segunda-feira, 23 de julho de 2007
O vazio que choca os nossos corações
O Movimento Mãos Limpas Pelo Brasil acredita que o Brasil vive um colapso ético. O avanço da corrupção acabou por provocar uma falência moral que põe em risco a vida brasileira em todos os sentidos. Sofrem os seus efeitos deletérios o nosso sistema de saúde, a educação, a cultura, a nossa economia e a segurança dos cidadãos – sendo que neste último caso já vivemos uma realidade em que a coação física, com roubos, assaltos e mortes, infelizmente já começa a ser algo visto como normalidade.
A corrupção desmonta as engrenagens produtivas da Nação, afetando às famílias e dificultando tanto a vida do empresário quanto a do trabalhador. E esta desmoralização ética começa também a colocar em risco relações institucionais básicas, sem as quais é difícil manter um país estabilizado; hoje vemos muito desgastado o vínculo entre a população e as nossas lideranças. O cidadão sente cada vez mais longe de suas obrigações o judiciário, o legislativo e o executivo.
Recentes acontecimentos, porém, mostram que a situação se agrava, revelando que o colapso ético começa a criar também um vazio de liderança, afastando a população do Governo Federal e também dos demais representantes públicos. O colapso aparentemente se instala também entre as autoridades com a obrigação de mobilizar e administrar os anseios e necessidades do país.
Entre as várias manifestações deste vazio de liderança, destacamos a tragédia do avião da TAM, em São Paulo, onde morreram 205 pessoas. Este fato serve como exemplo não apenas por ser o mais recente, mas também pelo que envolve em gravidade e comoção, com as qualidades especiais advindas de uma situação em que é maior a necessidade de apoio técnico e moral às vítimas e à população que vive com temor e emoção tal drama.
Em qualquer outro país em que tivesse ocorrido tragédia de tal magnitude, teríamos de imediato a presença no local de praticamente todas as autoridades deste lugar hipotético. Não faltaria ali a presença do presidente da República, amparando os familiares, explicando causas e conseqüências e até mesmo chamando à responsabilidade seu próprio governo. Os cidadãos teriam ali também a presença de autoridades do Legislativo, tendo à frente seus presidentes. O do Senado certamente não faltaria com a sua obrigação.
Mas, no entanto, sente-se sempre a ausência das autoridades brasileiras quando a situação exige pronta resposta com responsabilidade, atenção e compromisso. O presidente da República teme que haja vaias onde existe apenas dor e desesperança. Outro que foge do povo é o presidente do Senado, autoridade da maior importância – quarto na linha sucessória, o senador Calheiros assumiu interinamente por duas vezes a Presidência da República em 2006.
O presidente do Senado Renan Calheiros sumiu de cena um dia depois da tragédia, após o recesso do Congresso Nacional que começou no dia 18 de julho. Os jornais ainda informam que a decisão do sumiço do presidente do Senado foi tomada em reunião no Palácio do Planalto e partiu de um conselho do presidente Lula. Vivemos a situação triste de um País em que os nossos representantes temem ser vistos em público
Outros sinais deste vazio de liderança, vieram também do Planalto, do janelão do Palácio, onde a TV Globo filmou dois assessores presidenciais fazendo gestos de conteúdo imoral e ofensivo enquanto assistiam na televisão uma reportagem sobre a tragédia do aeroporto de Congonhas.
Umas das pessoas que gesticula de modo ofensivo é o assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, que também é amigo do presidente Lula. Garcia é um dos últimos assessores com ligação histórica com Lula, que teve seu círculo político e pessoal mais próximo desmontado gradativamente pelos escândalos políticos que cercam o governo.
Garcia foi mantido no cargo, uma sinalização de apoio presidencial. Com isso os gestos flagrados pela janela do Palácio do Planalto adquirem um peso ainda maior. Mostram que vivemos um vazio de liderança. E revelam também um governo emaranhado em estranhas e supostas teorias conspiratórias e distanciado de seus deveres em relação ao País; um governo formado por pessoas que parecem desconhecer que certas situações exigem reações acima de ideologias, crenças ou partidos, mesmo porque envolvem obrigações de respeito à cidadania e até mesmo aos direitos básicos do ser humano.
Prepare antes o estômago e depois veja as cenas com o assessor de Lula no endereço http://br.youtube.com/watch?v=dai2DYOiu9U
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POR José Pires