quinta-feira, 29 de julho de 2010

Justiça proíbe a grande música-tema do lulo-petismo

Ao mandar retirar de circulação o jingle da candidatura de Fernando Collor ao governo de Alagoas, o Tribunal Regional Eleitoral está prejudicando a melhor expressão do que foi o governo Lula, que está para acabar, e do que pode ser o governo Dilma, caso a ameaça se consume.

Já falei aqui deste jingle, uma peça sociológica do lulo-petismo, tão brilhante que concentrou em poucas estrofes embalada por uma melodia simples o que muitos vem discutindo em artigos, entrevistas e até ensaios nos últimos anos.

Já publiquei um trecho e faço questão de republicar, já que tudo indica que dificilmente os advogados de Collor derrubarão a decisão que proibe a audição desta música-tema do projeto político de Lula e seus companheiros. Vamos ao trecho:

É Lula apoiando Collor
É Collor apoiando Dilma
(Pelos mais carentes!)

É Lula apoiando Dilma
É Dilma apoiando Collor
(Para o bem da nossa gente)

É Lula apoiando Collor
É Collor apoiando Dilma
(Pelo mais carentes!)

É Lula apoiando Dilma
É Dilma apoiando Collor
E os três pelo bem da gente!


Torcemos pelo sucesso deles no convencimento do TRE para que as ruas voltem a receber este singelo, porém potente som, já que não se trata apenas da candidatura do ex-caçador de marajás e de maracujás, agora amigo do peito de Lula, mas de uma canção rara que simboliza de forma precisa o lulo-petismo. Nem Chico Buarque, lulista de sempre e compositor competente, faria melhor. Gilberto Gil se pendurou no Ministério da Cultura, mas saiu sem deixar nenhuma contribuição. E a música Lula os 300 picaretas, de Herbert Vianna, ficou defasada: hoje os picaretas ao lado de Lula já somam milhares.

O hino do lulo-petismo acabou sendo composto por um simples marqueteiro do Nordeste, o que no fundo pode ser até bem mais forte para o conteúdo simbólico de uma relação (Collor e Lula) que começou no confronto agressivo e progrediu até tornar-se um forte elo da governabilidade (Lula e Collor), para finalmente configurar-se na trindade político-eleitoral do continuísmo com Dilma Rousseff.
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POR José Pires

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