quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

O Brasil de Jair Bolsonaro em confinamento global

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse que o governo vai procurar impedir que uma variante do novo coronavírus encontrada no Brasil penetre no Reino Unido. A variante apontada por Johnson foi encontrada no estado do Amazonas e identificada no Japão em viajantes que passaram pela região brasileira. A nova cepa foi confirmada pelo escritório da Fiocruz na Amazônia.

As palavras do primeiro-ministro britânico: “Estamos preocupados com a nova variante brasileira e estamos tomando providências. Acho que é justo dizer que ainda temos muitas dúvidas sobre essa variante”.

Boris Johnson é um pioneiro na chamada pós-verdade, que de verdade não tem nada. É um amontoado de mentiras, com um impulso forte no espalhamento da ideia do uso de fake news como instrumento eficiente para ganhar debates e alcançar o poder. Foi desse modo que Johnson e seu grupo levaram a melhor no plebiscito do Brexit, decisão política desastrosa que eliminou o Reino Unido da União Européia.

Johnson é de direita, mas pelo menos quanto à sua posição no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus pode-se dizer que o líder britânico não está completamente ensandecido, como aconteceu com a direita brasileira e seu chefe Jair Bolsonaro. Além disso, também ao contrário de Bolsonaro, o primeiro-ministro está procurando defender seu povo de um vírus mortal. Ele também não aparenta sofrer o grave distúrbio de Bolsonaro, da falta total de empatia com o sofrimento alheio.

A direita brasileira é capaz de assumir como crença inabalável conspirações das mais estúpidas, mas se nega a aceitar a existência de um vírus que assola todo o mundo e em registros oficiais já matou no Brasil mais de 200 mil pessoas.

Nesta quinta-feira, a Folha de S. Paulo informou com dados do Info Tracker que as festas de final de ano praticamente dobraram as taxas de contágio da Covid-19. O Rt paulistano subiu de 0,78 para 1,4. Segundo o jornal, o Rt de hoje leva em conta o que houve há dez dias. A taxa de contágio bate com o período das festas de Natal e Ano Novo.

E esses são dados apenas da capital paulista, quando sabemos que as festas de final de ano bombaram em todo o país. E o descuido com medidas de prevenção continuam, com tendência de que a irresponsabilidade continue mesmo com a vacina. O comportamento geral indica que pode haver um relaxamento, com as pessoas deixando de cumprir regras simples de proteção, a partir da ilusão de que encontrou-se a solução do problema.

O país parece caminhar para um grave aumento da falta de medidas, como o uso de máscaras e o distanciamento, quando começar finalmente a vacinação. Para não variar, o Brasil já está atrasadíssimo no planejamento da ação, com previsão de muita confusão quando isso realmente começar a acontecer.

A preocupação do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, com a tal da “variante brasileira” e o anúncio de que em seu país estudam medidas para barrar essa nova cepa do vírus, é apenas o desenrolar do agravamento do posicionamento mundial do Brasil em relação à pandemia. É claro que a falta de um planejamento nacional de enfrentamento da Covid-19 abre naturalmente o território nacional para a entrada e proliferação de novas cepas. Com essa má-fama internacional a tendência é de um isolamento do nosso país em relação aos outros países.

Um sabotador como Jair Bolsonaro como presidente — o pior da nossa história, além dele ser o último governante negacionista no mundo — impõe ao Brasil a condição de território suspeito e perigoso nesta pandemia. A peste é favorecida pelo bolsonarismo. Já é uma realidade o tal estado pária, de que se falou tanto, condição de nação isolada da qual este governo tem até orgulho.

Está mais que claro que Bolsonaro não vai mudar de comportamento, até porque é marcante na sua personalidade este caráter psicológico de auto-exclusão. O que os brasileiros precisam decidir é se vamos deixar que o desajustado incompetente carregue com ele todo o país para um isolamento global.

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POR‌ ‌José‌ ‌Pires‌



terça-feira, 12 de janeiro de 2021

A fama inglória das estátuas de cera de Rolândia

A cidade de Rolândia, no norte do Paraná, andou ficando famosa recentemente por causa de uma exposição de estátuas de cera em que o autor além de não alcançar semelhança alguma com as personalidades que pretendeu retratar, na maioria delas ainda chegou a um efeito grotesco. As obras são inspiradas no Museu Madame Tussauds, mas ao contrário do famoso museu de Londres, em Rolândia fica difícil saber quem é quem entre os homenageados.

O autor é o empresário do ramo imobiliário Arlindo Armacollo, que confecciona as peças há pelo menos 20 anos, mantidas em exposição em um museu de sua propriedade na cidade paranaense. É uma grande quantidade de estátuas de personalidades como Gandhi, Charles Chaplin, Ayrton Senna, Einstein, Hebe Camargo, Princesa Diana, Rainha Elizabeth II, Zilda Arns e muitas outras figuras conhecidas, todas com o problema de que já falei e que muitos já devem saber, porque o assunto é bastante comentado na internet: o resultado é tão amadorístico que as imagens caíram na infernal zoação das redes sociais, transformadas em memes destruidores.

Ninguém sabe onde começou o compartilhamento recente das imagens nas redes sociais, que vem de uma matéria antiga no Youtube, de 2015, publicada por um jornal do norte do Paraná. A matéria do jornal Folha de Londrina não aponta as incongruências entre as estátuas e os homenageados. A bizarra exposição é tratada a sério.

O amadorismo das estátuas virou objeto de gozação há alguns dias, tendo viralizado nas redes sociais. Alcançado pela duvidosa fama, Arlindo Armacollo ainda tenta amenizar o constrangimento, afirmando que não se importa com os memes. "Não estou nem aí, serviu de divulgação", ele disse nesta semana a um site.

Pois o autor das agora famosas estátuas de cera de Rolândia que se prepare, pois sua fama já está ficando internacional. Hoje o jornal britânico The Guardian tratou do assunto, claro que abrindo a matéria com uma foto da estátua da Rainha Elizabeth II e trazendo também a Princesa Diana, as duas, por sinal, exemplos do que há de pior em matéria de semelhanças no museu. O jornal britânico identifica o material como "Brazilian horror story", que evidentemente nem é preciso traduzir.

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POR‌ ‌José‌ ‌Pires‌

 

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A matéria do The Guardian


Donald Trump às voltas com os resultados futuros de suas encrencas

Dando continuidade aos percalços de Donald Trump, depois de seu banimento do Twitter e o bloqueio no Facebook, o Deutsche Bank desistiu de fazer negócios com o ainda mas por pouco tempo presidente americano e suas empresas.

A questão é por que o banco alemão só desistiu dos negócios depois da desastrosa incitação por Trump da invasão do Capitólio. Claro que acreditavam nele.

Trump está devendo ao banco 300 milhões de dólares, em empréstimos que vencem em 2023 e em 2024. Isso significa que no Deutsche Bank projetavam um futuro promissor para Trump, talvez até com uma reeleição vitoriosa.

Pois pela realidade atual pode-se prever dias muito duros para o golpista fracassado, com problemas difíceis de serem enfrentados inclusive com Justiça, depois dele finalmente desocupar a Casa Branca.

Haja saldo para Trump se safar de tanta complicação. Dentro do Deutsche Bank deve ter muito futurólogo preocupado com o próprio futuro.

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POR‌ ‌José‌ ‌Pires‌


sábado, 9 de janeiro de 2021

 


Donald Trump e a invasão do Capitólio

Um a um, vão sendo presos os invasores do Capitólio, na última quarta-feira nos Estados Unidos, que terminou em cinco mortes. Certamente todos que forem identificados por fotografias, vídeos e testemunhas serão pegos pela polícia e arcarão com a responsabilidade pelo que fizeram.

Neste sábado, prenderam aquele estúpido que estava fantasiado com uma vestimenta de pele e capacete com chifres.

Jacob Anthony Chansley, conhecido como Jake Angeli, participa do grupo QAnon, bando de malucos perigosos que espalham mentiras e teorias da conspiração nas redes sociais.

Os terroristas que atacaram a democracia americana vão pagar por seus crimes, mas é importante que o mentor dos invasores também responda pela liderança da tentativa criminosa de desmoralização do processo eleitoral.

Todo mundo sabe que o instigador da violência é um tal de Donald Trump. Espera-se que sua punição não fique apenas na perda da conta do Twitter e no banimento do Facebook. Além de muita cadeia, o sórdido plano criminoso exige que ele seja também condenado ao lixo da História.

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POR‌ ‌José‌ ‌Pires


Arthur Lira; candidato à altura do padrinho

O deputado Arthur Lira, candidato de Jair Bolsonaro a presidente da Câmara, é um veterano em complicações com a Justiça. Envolvimento em escândalos faz parte da sua carreira política. Ele já teve seu nome envolvido em denúncia de peculato, as chamadas “rachadinhas”, quando foi deputado estadual em Alagoas.

O figurão do Partido Progressista — o notório PP, que atualmente detém o comando das articulações do governo Bolsonaro — se valeu de parte da verba de seu gabinete na Assembleia Legislativa de Alagoas, para quitar empréstimos bancários entre os anos de 2005 e 2008. As informações fazem parte de um processo da Receita Federal.

O deputado foi também denunciado ao STF pela Procuradoria-Geral da República. Lira responde pelo recebimento de R$ 1,6 milhão em propina da empreiteira Queiroz Galvão. A denúncia é do MPF.

Em outro inquérito no STF, que ficou com o nome famoso de “Quadrilhão do PP”, ele é apontado pelo crime de organização criminosa, junto com os deputados Eduardo da Fonte e Aguinaldo Ribeiro e o senador Ciro Nogueira. O grupo é acusado de desviar dinheiro da Petrobras.

O candidato de Bolsonaro tem uma ficha impressionante até para os atuais níveis de sujeira da política. Pois nesta sexta-feira apareceu mais um caso de arrasar. A notícia é da Folha de S. Paulo.

A ex-mulher do deputado que Bolsonaro quer na presidência da Câmara o acusa de violência doméstica. O processo corre na Vara de Violência Doméstica do Distrito Federal.

A Folha conta que Jullyene Cristine Santos Lins, mãe dos dois filhos do candidato, disse que “o medo a segue 24 horas por dia, pois sabe bem o que o querelado é capaz de fazer por dinheiro”.

A ex-mulher também acusa Lira de ocultar bens de seu patrimônio de 11 milhões de reais.

Bem, isso vem acumular mais sujeira numa ficha já bastante encardida, algo que pelos seus propósitos não deixa de ser um mérito. Não faltou nem “rachadinha”. O conjunto de obra realmente o qualifica como candidato de Jair Bolsonaro.

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POR‌ ‌José‌ ‌Pires



quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Jair Bolsonaro, personalidade do ano contra o Brasil

Jair Bolsonaro foi eleito “Personalidade do ano”, por seu papel na promoção do crime organizado e da corrupção. E não adianta quem ainda idolatra este presidente sem noção tentar minimizar o estrago internacional.

O título não foi dado por site de humor, não é coisa de lacradores, também não se trata de fake news. Não é coisa para ganhar likes.

A notícia é quente. O justo galardão vem de um respeitado consórcio de jornalismo investigativo, o Organized Crime and Corruption Reporting Project, uma das maiores organizações de jornalistas investigativos do mundo, criada na Europa.

E como já é tarde para qualquer reação de Jair Bolsonaro e sua equipe, cabe a eles se conformarem com a imagem em todo o mundo, de governante aliado da corrupção e do crime organizado, muito bem simbolizada por este título de “Personalidade do ano”.

Bolsonaro e os cretinos que ainda o idolatram podem se dar por realizados. Nosso presidente absurdo concorria com outros coisas ruins que aprontaram idiotices e crueldades este ano, como o presidente turco Recep Erdogan e o ídolo e mestre de Bolsonaro que dentro de poucos dias estará se mudando da Casa Branca, o renomado fabricante de fake news Donald Trump.

O site da organização destaca que Bolsonaro foi eleito na onda criada pela Operação Lava Jato e depois mostrou que era do lado do crime. Como bem sabemos, o traíra fingiu ser anticorrupção, para depois trair seus compromissos aliando-se pela impunidade com a esquerda comandada por Lula, com bancas milionárias de advocacia e setores do Judiciário, além de poderosos lideres da política que estão com medo de ir para a cadeia.

Bolsonaro está bem acompanhado como “Personalidade do ano”, como parceirão do crime organizado e da corrupção.

Um cruel criminoso que já ganhou a merecida homenagem foi Nicolás Maduro. Vladimir Putin também já foi premiado, assim como o doidíssimo filipino Rodrigo Duterte.

A premiação se deve à atuação incessante de Bolsonaro para destruir a Amazônia e por ele ter se cercado de salafrários cuja desumanidade, como sabemos agora, os deixa liberados para roubar o povo até durante uma avassaladora pandemia com quase 200 mil mortes. A premiação é também por ele ter minado o nosso sistema de justiça.

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POR‌ ‌José‌ ‌Pires


segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Bolsonaro, um presidente contaminado pela estupidez

Na sua estupidez mais recente sobre a aquisição de vacinas contra o novo coronavírus pelo Brasil, o presidente Jair Bolsonaro disse que os fabricantes é que devem procurar o nosso país e não o contrário.

Vamos às palavras do coió de Brasília. “O Brasil tem 210 milhões de habitantes, um mercado consumidor de qualquer coisa enorme. Os laboratórios não tinham que estar interessados em vender para a gente? Por que eles não apresentam documentação na Anvisa?”, foi o que ele disse a fanáticos que ainda o apoiam. Suas pílulas de sabedoria cavalar foram distribuídas na entrada do Palácio da Alvorada, na manhã desta segunda-feira.

Bolsonaro também questionou as cobranças ao seu negacionismo criminoso, ainda na sua forma ignorante de se expressar. “Pessoal diz que eu tenho que ir atrás. Não, não. Quem quer vender, se eu sou vendedor, eu quero apresentar”, ele disse.

Ora, nem se pode dizer que o Brasil está no fim da fila na imunização no mundo. Nosso país está com dificuldade até de entrar na fila, por causa do pior presidente da nossa história.

Mais de 40 países já começaram a vacinar. A imunização já teve início em países com líderes de direita adorados por Bolsonaro, como Benjamin Netanyahu, de Israel, e o pioneiro das fake news, o primeiro-ministro britânico Boris Johnson. Além dos Estados Unidos, por poucos dias ainda governado por seu ídolo e mestre Donald Trump.

O Brasil já se aproxima das 200 mil mortes em registros oficiais, mas este sujeito cruel não se emenda. O boicotador que jogou o Brasil na maior crise sanitária de todos os tempos persiste na atuação a favor do vírus mortal.

O governo federal tem contrato com a vacina da AstraZeneca e da Universidade de Oxford, mas ainda não conseguiu aprovar o produto e também não apresentou um plano para iniciar a imunização. Nem seringas descartáveis foram providenciadas por este governante incapaz.

Toda a população mundial precisa ser vacinada e esse incompetente ainda acha que os laboratórios é que devem ir atrás dele. Pois o provável é que os fabricantes não facilitem para um país com um irresponsável no comando, sempre criando polêmicas vazias e fazendo acusações em qualquer situação que ache que pode tirar proveito.

Independente do clima delicado de uma pandemia, laboratórios de medicamentos tem a credibilidade e a confiança como fundamentais para sua atividade. Um país que tem no comando um político estúpido é um mercado de alto risco para qualquer negócio.

Como acontece em vários setores, enquanto Jair Bolsonaro não for democraticamente tirado do poder, para o mundo o nosso sofrido país permanecerá como um lugar indesejável para qualquer negociação decente.

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POR‌ ‌José‌ ‌Pires


terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Bolsonaro, um pária internacional, agora sem seu ídolo e inspirador Donald Trump

Um por um, todos os estados americanos mais o Distrito de Columbia proclamaram Joe Biden como presidente dos Estados Unidos. Donald Trump já é passado, deixando a carga mais nefasta já legada por um presidente ao povo americano, incluindo uma pandemia de volume assustador, a maior do mundo em contaminação e mortes, cujo crescimento se deve a um negacionismo estúpido e incompetência inacreditável. Sem falar na sua absoluta má-fé, mas com Trump isto é um pleonasmo.

A saída de Trump se dá de forma péssima para ele, a começar pela derrota em uma reeleição, fato raro e desonroso na democracia americana. Mas tem mais: Joe Biden é o presidente com mais votos populares da história e venceu integralmente no Colégio Eleitoral. Nenhum delegado votou diferente do que havia sido designado — ou seja, não teve nenhum "eleitor infiel” para os trumpistas usarem nas suas manipulações e fake news, o jogo sujo da “pós verdade”, que também teve uma pesada derrota junto com Trump.

Nem é preciso dizer que temos no comando do nosso país um tipo com a mesma falta de noção, que com apenas meio mandato tornou o Brasil um pária internacional, fazendo da nação verde-amarela sempre tão querida uma desprezada espalha-rodinha, da qual todos fogem, mesmo para contatos informais. Aprendeu tudo com Trump, que evidentemente não passou ao idiota aprendiz de feiticeiro as dicas sobre as ocasiões em que é necessário esquecer certas ideias.

O Brasil está numa situação muito parecida com aquela do encontro casual entre o ex-vice-presidente Al Gore com Jair Bolsonaro, o cara chato de quem estou falando, quando Gore deu o fora em poucos minutos depois de ouvir uma bobagem do presidente brasileiro, que fazendo papel de capacho disse que “Adoraria explorar a Amazônia com os EUA”. A resposta de Gore já foi para o anedotário político internacional. “Eu não entendi o que você quis dizer”, saindo para evitar de ter de ouvir mais absurdos.

Joe Biden já está oficializado como presidente dos Estados Unidos e se não tivéssemos no comando do país um sujeito sem noção, sempre ocupado em armar batalhas vazias, nossas relações seriam relativamente tranquilas com o novo governo americano. Mas não será assim. Bem ao estilo de militar incompetente (“um mau militar”, na opinião do general Ernesto Geisel), Bolsonaro é um plantador de minas explosivas que darão muito trabalho durante anos para serem desativadas.

O desastrado Bolsonaro já ficou marcado como o último governante do mundo a parabenizar o presidente Joe Biden, se é que ele ainda não vai esperar que seja feita uma recontagem de votos no Colégio Eleitoral. Seria bom que um assessor o avisasse de que isso não existe nos Estados Unidos. Se é que ele tem alguém na equipe que sabe disso.

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POR‌ ‌José‌ ‌Pires

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Imagem- Bolsonaro em março do ano passado, durante visita a seu ídolo e inspirador, que depois de uma derrota histórica terá que desocupar a Casa Branca; a foto é de Alan Santos, PR


quarta-feira, 9 de dezembro de 2020


 

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Bolsonaro, o presidente que arrota a autoridade que não soube conquistar

Jair Bolsonaro tem dificuldade em saber quais são os limites do poder de mando de um governante, por isso foi perdendo gradativamente a autoridade. Seu governo foi enfraquecendo conforme ele foi dando passos errados, buscando confrontos inviáveis, desfazendo-se de aliados de primeira hora por causa de bobagens, cometendo erros absurdos e mantendo de modo absolutamente tolo posições em desacordo com a própria realidade, como ocorreu na sua teimosa negação da pandemia.

O sujeito não só erra bastante como faz questão de manter suas burradas como se fossem métodos indiscutíveis. Suas atitudes são difíceis até de contestar, pois nada do que ele defende obsessivamente faz muito sentido, com o agravante de que sempre quebra a cara. Não tem sentido o que Bolsonaro vem fazendo com a pandemia desde que começaram as primeiras mortes, mantendo um negacionismo de forma isolada, acabando por ficar sozinho internamente e também no plano mundial, carregando uma bandeira indefensável e que nem ele sabe para que serve.

Até uma figura simbólica da direita internacional, como o primeiro-ministro inglês Boris Johnson, que foi inclusive um criador importante da pós-verdade e da política feita com fake news, loucas teorias de conspirações e inimigos que existem apenas como alvos de ganhar votos, linguagens que tanto encantam Bolsonaro, mesmo este desonesto manipulador voltou atrás no negacionismo, logo que notou que o problema estava muito além das possibilidades políticas criadas pela mentira e a demagogia.

Boris Johnson fez o que o chucro Bolsonaro não entendeu que devia ter feito quando o vírus começou a mostrar que não servia como instrumento para a estupidez da direita. O primeiro-ministro comemora esta semana as primeiras vacinações contra a Covid-19 no Reino Unido, enquanto o aprendiz brasileiro ainda teima em complicar a oportunidade da nossa população ter a mesma chance dos britânicos. O Brasil tem um presidente aferrado a uma posição que ninguém tem dúvida de que não está certa.

Agora sua fixação está na ideia totalmente equivocada de que uma vacinação em massa só começa com a decisão do presidente da República, o que não é certo com presidente algum, muito menos com um que não criou condições políticas para que sua autoridade seja aceita em razão do respeito que se deve ao cargo.

Na democracia o exercício do poder exige concordância tácita entre quem manda e os que obedecem, sendo para isso que temos a política — para que se construam acordos que evitem determinações cujo custo para serem cumpridas é maior do que o benefício. É muito tarde para alguém da idade de Bolsonaro compreender, mas, na verdade, na política ordens só são bem aceitas quando guardam uma relação com o desejo dos que vão cumpri-las.

As coisas não funcionam como na humilhação feita há cerca de dois meses por Bolsonaro a Eduardo Pazuello, quando ele disse “Já mandei cancelar, o presidente sou eu, não abro mão da minha autoridade”, porque o ministro da Saúde havia anunciado que o Governo Federal participaria da vacinação com a Coronavac.

E agora vê-se que a realidade novamente correu à frente da sua mentalidade atrasada, com o governador João Doria anunciando a vacinação para 25 de janeiro, com a possibilidade de fazer uso da lei que autoriza no Brasil vacina aprovada por órgão estrangeiro, caso a Anvisa se atrase na análise da Coronavac.

No popular, Bolsonaro não manda nada. Mas, supondo que mandasse, o que ele poderia fazer contra o governador paulista ou de qualquer outro estado que resolva manter a vacinação da população? Nem dá para imaginar um presidente impedindo o uso em massa no Brasil de uma vacina já testada e sendo aplicada em outros países. É muito difícil também pensar que meios ele teria para vetar a vacina salvadora. Como eu disse, Bolsonaro desconhece como se estabelece o uso do poder e por isso mesmo acabou ficando sem poder algum.

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POR‌ ‌José‌ ‌Pires‌


sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

O STF contra a Constituição Brasileira e a serviço da velha política

O golpe branco tramado contra a Constituição Brasileira começou nesta sexta-feira e os primeiros votos foram dados quando grande parte dos brasileiros ainda dormia. É de um simbolismo bem apropriado a este nosso Judiciário tão desalumiado. O relator da matéria, Gilmar Mendes, apresentou no início da madrugada o voto favorável à reeleição dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Logo em seguida, ainda protegidos da luz do sol, Dias Toffoli deu seu apoio ao relator.

Cabe recordar que nos últimos dias, Toffoli e Gilmar andaram participando de encontros festivos, com comilanças e bebidas caras, em situações onde estavam presentes Maia e Alcolumbre, dois dos maiores interessados na reeleição inconstitucional. Foi de uma desfaçatez de quem julga estar tão acima da lei que nem faz questão de preservar as aparências. Toffoli promoveu em sua casa, em Brasília, uma comemoração para celebrar a nomeação de Kassio Nunes Marques ao STF. No “encontro entre amigos” estava Alcolumbre.

Até o final desta manhã cinco ministros já haviam dado votos. Além dos citados Gilmar e Toffoli, votaram Alexandre de Moraes e Ricardo Lewandowski, além de Kassio Nunes Marques, que chegou para se juntar ao grupo que costuma rasgar a Constituição. Se liberar a reeleição na Câmara e no Senado, o STF pode se afundar ainda mais em descrédito que já não é de pouca gravidade. A Constituição é muito clara quanto a esta reeleição: não pode. Se os ministros derem o veredito de que não se respeita um texto claríssimo, o que mais inscrito na Carta Magna terá validade?

Mas não se deve duvidar que passem por cima da lógica mais simples. Já fizeram isso outras vezes. Pois eles já não se juntaram para acabar com a prisão em segunda instância? Fizeram isso especialmente para tirar da cadeia o salafrário do Lula, favorecendo a impunidade e obrigando o país a retornar à ridícula condição de único país do mundo que não prende criminosos na segunda instância.

Chega a ser patético que o STF se junte para debater um texto de uma objetividade e clareza que só com muita má intenção pode ser colocado em dúvida. O texto diz seguinte: “Cada uma das Casas reunir-se-á em sessões preparatórias, a partir de 1º de fevereiro, no primeiro ano da legislatura, para a posse de seus membros e eleição das respectivas Mesas, para mandato de dois anos, vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente”.

Todo salafrário com plano de burlar a lei costuma vir com a conversa sobre as diferentes interpretações permitidas por ambiguidades da nossa Constituição. Ora, mesmo que se aceite esta opinião — raramente dada no sentido de aperfeiçoar o cumprimento das leis, mas para passar por cima delas —, ela não se aplica neste caso. O que temos aqui não uma questão de interpretação, mas de má intenção na leitura, simplesmente de quem não quer entender o que está escrito.

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POR‌ ‌José‌ ‌Pires‌

 

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Imagem- Na foto de Marcelo Camargo, da Agência Brasil, o ministro Dias Toffoli e por detrás dele o senador Davi Alcolumbre


quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

A falência do PT e a esquerda refém da rejeição a Lula

A mídia resolveu dar uma esquentada na pauta da tal da aliança de partidos de esquerda, mas depois de várias notícias explorando este velho assunto o entrave permanece na velha teimosia de Lula e na insistência do PT em ser o protagonista e mandar nos outros, sem dispor mais de poder político nem sequer quadros políticos para tanto. Esta teimosia e também uma incompetência que não faz sentido em um partido com tanta experiência em campanhas, fez o PT quebrar a cara nas eleições municipais, terminando como um grande derrotado.

Já faz tempo que o partido do Lula tinha que ter revisto suas posições e feito uma rigorosa discussão de seus erros, mas como encarar esta tarefa com Lula mandando no partido? Os petistas não estão conseguindo nem debater de forma efetiva a péssima imagem atual da sigla, que virou espantalho eleitoral. Ora, o dilema resume-se à sábia afirmação de que para consertar qualquer coisa é preciso antes reconhecer que existe um erro.

É óbvio que um agrupamento político que não aceita reconhecer nem uma derrota muito clara não poderá encontrar instrumentos para se reposicionar, procurando reencontrar sua ligação com os eleitores. Eu até duvido que o PT vá querer buscar esta reforma, pelo menos não com a atual direção nacional do partido, que tem à frente a deputada Gleisi Hoffmann, figura autoritária, tremendamente determinada em seus próprios equívocos e que além disso nada mais é que outro poste instalado por Lula para que ele próprio dê as ordens.

O ex-presidente e ex-presidiário é quem manda no PT e seu comando partidário com mão de ferro foi aceito até agora na esperança de que sua imagem rendesse prestígio político, com lucros eleitorais que já ficou evidente que ele não traz mais.

Com a derrota do poste Fernando Haddad na última eleição para presidente, entre algumas figuras do partido já aparecia esta visão, digamos, mais pragmática sobre o esgotamento da lenda que a esquerda tentou criar e que terminou enlameada na roubalheira instalada nos quatro governos petistas, de Lula e Dilma Rousseff, primeiro no mensalão e depois no petrolão.

Já se acendem sinais vermelhos quanto a esta tendência da derrota, ainda que pelo que se nota nos recados passados por meio da imprensa, até agora a verificação dessa realidade parece fora dos planos do partido. Reações parecidas com um racha político, no entanto, podem ser vistas em declarações como as do senador Jaques Wagner, que afirmou em entrevista que não pretende permanecer como “refém de Lula”.

O grupo de Wagner perdeu feio a eleição no primeiro turno em Salvador para o DEM, do atual prefeito ACM Neto. O senador, que foi também governador da Bahia,  deve ter elementos de sobra para saber que nesta toada podem ser obrigados a sair do governo do estado daqui a dois anos. A presidência da República, nem é preciso falar: até Guilherme Boulos — este portento que ficou 20% atrás de um político chocho como Bruno Covas — já aparece como salvador da pátria da esquerda.

Nesta quarta-feira, o senador petista disse em uma entrevista à rádio Metrópole que Lula “não é tão grande eleitor como já foi”. Na verdade, Wagner está sendo delicado com seu correligionário e amigo. Uma razão do antipetismo muito forte está em Lula, que carrega uma rejeição de dar alegria nos inimigos. O “Lula livre!” deu nisso. A ligação com Lula teve um peso fatal em cidades em que foi percebida pelo eleitor sua presença, mesmo que apenas por detrás.

Em certos lugares, como na disputa que dividiu a esquerda em Recife, o próprio adversário fez questão de apontar ao eleitor o passado sujo do PT, como fez o prefeito eleito João Campos, do PSB, contra sua prima petista Marília Arraes. A candidata também foi tola o suficiente para colocar Lula em destaque na sua propaganda eleitoral.

É fácil observar qual é o problema, mas conforme se diz naquela antiga fábula, como se faz para colocar o guizo no gato? Lula mantém a direção nacional sob seu controle. E ao menos internamente a lenda tem peso suficiente de convencimento para que pelo menos por enquanto sua figura não seja mandada para um cantinho debaixo da escada do almoxarifado. Sua laranja Gleisi Hoffmann mantém-se firme na crença da força do PT e claro que não aceita que o poder de Lula virar uma eleição é no sentido contrário, a favor do adversário.

Mesmo o PT não elegendo nenhum prefeito nas capitais brasileiras, Gleisi ainda acha que “o PT segue junto ao povo”. Ela também fala com orgulho no apoio petista a Guilherme Boulos e Manuela D’Ávila, sem reconhecer que na verdade isso foi um peso, que inclusive levou Boulos a esconder durante toda a eleição sua ligação com Lula. No caso da deslumbrada Manuela, seus adversários fizeram questão de fazer os gaúchos lembrarem que a candidata comunista sempre foi do palanque do PT de Lula.

Mesmo com tantos avisos pelo país afora nessas eleições municipais, os petistas seguem grudados a uma imagem pesada demais para carregar até em campanha eleitoral de cidade pequena. E isso não é só um desastre interno, que prejudica apenas o PT, pois sem a necessária discussão crítica entre os petistas este peso negativo vai travar qualquer aliança das esquerdas.

O problema alcança tamanha dimensão que não se foge dele nem com os petistas ficando de fora da aliança. Com o PT como definidor do que é esquerda neste país nas últimas décadas, vai parecer que é apenas uma manobra política para todos fugirem da autocrítica.

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POR‌ ‌José‌ ‌Pires‌

 

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Imagem- Jaques Wagner e o atual governador suam as camisas na Bahia para carregar o poste de Lula; até hoje o PT não aceita que virou um espantalho eleitoral


segunda-feira, 30 de novembro de 2020

A derrocada da esquerda e o descrédito das pesquisas eleitorais

A limpeza foi geral nas eleições municipais, com a derrocada do petismo e do bolsonarismo, a demonstração de que o eleitor não se engana com a conversa eleitoreira de questões identitárias — sem cair na lorota de que haja diferença de qualidade política entre candidaturas de mulher e homem. Tivemos até o desmascaramento da lenda criada por gente que usa a religião em proveito próprio sobre a influência determinante de um tal de “voto evangélico”, com a comprovação pelo voto do eleitor que não existe votação determinada de tal forma.

Foi uma faxina geral em conceitos que vêm sendo estimulados faz muito tempo em grande parte pela imprensa, que infelizmente também em proporção muito grande se resume hoje em dia em muita conversa fiada, uma caça desenfreada por audiência e likes com o uso de qualquer fato vazio desde que cause sensação, com pouca atenção ao respeito ao jornalismo, nem do ponto de vista técnico da profissão.

Outra limpeza foi na credibilidade das pesquisas, que tanto no primeiro turno quanto no segundo estiveram erradas em níveis escandalosos. Pesquisa eleitoral, como se sabe, é outra coisa que a imprensa usa de forma absolutamente irresponsável. Já faz tempo que pesquisas eleitorais no Brasil servem mais para conturbar o debate político do que para trazer mais conhecimento ao eleitor. Servem também para estimular candidaturas de forma suspeita. Nas eleições deste ano os institutos de pesquisa abusaram e quebraram a cara.

Datafolha e Ibope cometeram erros absurdos e o interessante é que nesta eleição em vez de favorecer candidaturas do centro ou da direita, os erros ajudaram bastante a esquerda a estimular suas militâncias e o eleitorado simpatizante, tanto para passar para o segundo turno quanto para depois trabalhar pela vitória com mais empenho. No segundo turno a esquerda chegou a obter das pesquisas muita vantagem, até que se abriram as urnas.

Ao contrário do que foi previsto por pesquisas, os adversários de Guilherme Boulos, Manuela D’Ávila e Marília Arraes ganharam com margens muitos maiores no segundo turno, ultrapassando o dobro da margem de erro e até muito mais que isso. Houve um favorecimento estranho. Estarão os institutos mudando o chamado público alvo e procurando conquistar novos mercados?

No primeiro turno, Manuela foi favorecida pelos números do Ibope, que davam a ela em Porto Alegre a liderança, com 40% dos votos válidos. Pois seu adversário Sebastião Melo (MDB) ficou à frente com 31,01% e ela acabou em segundo lugar, com 28,99% — 11 pontos a menos. É claro que a diferença serviu como um ótimo estímulo entre os militantes para a candidata comunista passar para o segundo turno.

Cabe apontar que os números baixos dos outros competidores (agora discutíveis) tiveram um efeito contrário, servindo para quebrar o entusiasmo de campanhas e do eleitor. O maior prejudicado foi Nelson Marchezan Júnior, candidato à reeleição que ficava sempre abaixo de 10% e na última pesquisa de primeiro turno foi apontado pelo Ibope com apenas 14%. Na votação teve 21,01%.

E não foi só no primeiro turno que Manuela teve uma mãozinha das pesquisas. Ela passou todo o segundo turno emparelhada ao adversário. Na pesquisa de véspera, o Ibope dava 51% dos votos válidos a Manuela e 49% a Melo. E esses números foram divulgados exatamente na reta final, excelente para um impulso de ânimo na campanha. Na votação viu-se o “erro”, tão grosseiro que precisa ser aspado: Melo ganhou com nove pontos à frente, 54,63% contra 45,37%, diferença muito superior à margem de erro de três pontos.

Na eleição do Recife, Ibope e Datafolha divulgaram durante o segundo turno números que nada tinha a ver com a realidade, com a petista Marília Arraes chegando a ficar ligeiramente à frente de João Campos, do PSB. A ilusão serviu para animar a campanha da esquerda. Na véspera da decisão, Datafolha e o Ibope cravaram empate. A apuração terminou com mais de mais de 12 pontos de vantagem para Campos, à frente de Marília: 56,27% x 43,73%.

Em São Paulo, o candidato Guilherme Boulos esteve durante todo o segundo turno à frente nas pesquisas em relação ao número de votos que de fato obteve nas urnas: 40,62%. Em fases importantes da campanha chegou a ter 46%. Se Boulos tivesse que pagar por tamanho incentivo o negócio ficaria caro, tanto é assim que em todo o Brasil a esquerda festejava seu renascimento. O candidato já estava marcando live para conversar sobre a vitória na eleição para a prefeitura da capital. Na última pesquisa o Datafolha deu 45% ao candidato do PSOL e 55% a Bruno Covas. Errou longe: Covas teve 59,38% e Boulos ficou com 40,62%.

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POR‌ ‌José‌ ‌Pires‌



domingo, 29 de novembro de 2020

Chico Buarque: a arte de ser um pé-frio de arrasar

Não resta mais nenhuma dúvida: Chico Buarque é o Mick Jagger brasileiro. E é claro que não estou falando de música. Chico é um pé-frio à altura do roqueiro inglês, que pegou a fama de ser um torcedor que dá azar.

A urucubaca do compositor brasileiro tem mais efeito na política, com uma longa lista de azarações, que teve seu ápice na derrota fragorosa do petista Fernando Haddad, por quem Chico torceu fervorosamente na última eleição para presidente.

Nesta eleição municipal, Chico bateu o próprio recorde de ziquizira, aniquilando neste segundo turno três estrelas que a esquerda já tinha como vitoriosas em importantes capitais: Guilherme Boulos, Manuela D’Ávila e Marília Arraes.

Já não é mais necessário ficar perdendo tempo em avaliações políticas e conferindo pesquisas para descobrir quem vencerá uma eleição. Basta saber para quem torce o Mick Jagger brasileiro. É praticamente certo que a vitória será do adversário.

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POR‌ ‌José‌ ‌Pires‌