
Nos dias a ameaça ao Ocidente está em países do Oriente Médio, onde se desenvolve o financiamento de ataques que se repetem, com matanças contínuas também entre a população desses países. O terrorismo é usado até na disputa entre clãs. Nesses lugares também está a origem da doutrinação religiosa que dá base política às mais violentas ações, além do suporte material e religioso de um plano de dominação cultural de longo prazo sobre o Ocidente. Nesta segunda-feira houve um sério desentendimento entre países árabes, com seis deles cortando relações com o Catar. Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos (EAU), Bahrein, Líbia e Iêmen acusam a monarquia do Catar inclusive de financiar grupos terroristas, promovendo a instabilidade na região. O interessante é que acusação semelhante cabe a grande parte dos países da região, entre eles alguns dos que estão rompendo relações com o Qatar e também outros, como é o caso do Irã com seu forte regime religioso, que está no centro da rivalidade que resultou no rompimento.
Nas disputas antigas entre eles, também por divergências religiosas dentro do próprio islamismo, já há muito tempo o terrorismo é parte importante do fustigamento do inimigo e dos planos para sua destruição. Conforme eu já disse, a maior quantidade de vítimas do terrorismo vem de disputas dentro do próprio islamismo. Foi por meio dessa prática que surgiram grupos violentos como a Al-Qaeda, financiada por milionários sauditas, e também o chamado Exército Islâmico, que está por detrás dos últimos ataques terroristas na Europa. É claro que não se deve perder a atenção aos comunistas liderados por Kim Jong-um, afinal a Coréia do Norte tem a bomba atômica. Porém, no atual momento o perigo maior e de longo prazo vem de outro lugar, muito mais rico que o miserável regime norte-coreano e com um agressivo sentimento religioso que pode ser mais letal que qualquer outra ideologia.
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POR José Pires
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