sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Lula lá... na Cantagalo

Os moradores da favela do Cantagalo, no Rio de Janeiro, estão pensando em convidar o presidente Lula para morar lá. Lula ficou menos de uma hora por lá e a segurança no lugar ficou de primeiro mundo.
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POR José Pires

Sensibilidade política

Vi um título de uma matéria no site de O Globo e achei que já tinha comissão estrangeira analisando a situação carcerária do país. Até pensei: agora pode dar alguma coisa.

A chamada dizia: “Vídeo que mostraria jovem sendo estuprada em delegacia do Pará choca deputados”. Deputado chocado com as condições carcerárias no Brasil, pensei, só pode ser deputado suíço, francês, talvez até um deputado dinamarquês de alguma comissão da Onu.

Mas não. Eram deputados brasileiros mesmo. Talvez sejam políticos pouco vividos, que ainda não sabem como é o Brasil.
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POR José Pires

Agora vai

Os administradores petistas estão pondo abaixo o que não deu certo. O governador petista Jaques Wagner vai demolir o estádio Ponte Nova, na Bahia. A governadora Ana Júlia Carepa, também do PT, vai demolir a cadeia onde a menina sofreu abusos, no Pará.

Oba, por esse caminho acho que a coisa vai: de demolição em demolição quem sabe eles não chegam no partido?
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POR José Pires

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

O lulismo perde, a liberdade ganha

Há alguns meses o jornalista Diogo Mainardi faz um podcast no site da revista Veja. É um dos maiores sucessos da internet. Dali saem denúncias que arrepiam lulistas e o PT. É também um espaço muito criativo, com boas sacadas e o humor seco que Mainardi faz com sucesso.

Um podcast é um arquivo de áudio em mp3 que o internauta pode baixar e ouvir no momento em que quiser. Quem usa o podcast como veículo costuma falar pouco, com textos curtos e objetivos. Eu diria que é um rádio que não é chato: você ouve quando quer, ele não fica buzinando na sua cabeça.

Em seu podcast desta semana Diogo Mainardi fala do processo que sofre da parte de Paulo Henrique Amorim e que o juiz Manoel Luiz Ribeiro julgou improcedente.

Mainardi diz que o processo de Amorim é um dos dez (isso mesmo: dez) que respondeu por causa de apenas uma coluna. Já ganhou oito. E um fato interessante, destacado pelo colunista da Veja, é que o lulismo tentou usar os tribunais para sufocar a liberdade de expressão e seu deu mal. Os processos, que o lulismo perde em sua vasta maioria, estão criando uma base jurídida em garantia da liberdade de imprensa.

Para ler os trechos essenciais do podcast de Mainardi, clique aqui. E para ouvi-lo aqui.
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POR José Pires

TV Lula: você não vê, mas custa os olhos da cara

O governo Lula sempre surpreende a gente. Eu já achava muito os R$ 350 milhões anuais do Orçamento da União destinados à TV do Lula, que dizem ser “pública”, mas sabemos que não será.

Em um país com as necessidades que tem o Brasil, colocar toda essa dinheirama para fazer uma televisão para falar bem do governo chega a ser um insulto. Mas é assim, eles vão gastando dinheiro à toa, nos insultando dia-a-dia e perdendo de vez o pé da realidade.

Não vão gastar mais R$ 350 milhões anuais. O relator da medida, do PT, é claro, acha que é pouco e vai propor que saia mais grana do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel). E notem que o que ele acha mixaria é o equivalente ao orçamento da TV Bandeirantes.

Não sei como eles farão para meter a mão no dinheiro do Fistel que, como o próprio nome diz, foi criado exclusivamente para a fiscalização das telecomunicações e não para o financiamento de televisão alguma. Não sei como será, mas eles arrumam um jeito, pode ter a certeza.

Walter Pinheiro, do PT da Bahia, é o nome da boa alma preocupada com o reforço da TV do Lula. Ele ainda não sabe quanto se deve colocar a mais no cofre da TV do Lula para que ela fique tinindo. A princípio ele acha que “com R$ 350 milhões não se faz uma boa TV”. E diz que “pode ser R$ 600 milhões, R$ 700 milhões... dizer um número agora seria um chute”.

Chute? Deve ser uma nova gíria para assalto ao bolso do contribuinte.
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POR José Pires

Hay justicia? Soy a favor!

Uma juíza foi expulsa da carreira judicial na Espanha. O motivo foi ela ter mantido no cárcere um homem que já havia sido absolvido. Ele acabou ficando preso sem causa por 437 dias porque ela se esqueceu de enviar o alvará de soltura.

Fez-se justiça enfim, com o homem solto e a juíza colocada pra fora. Êpa! Está aí uma idéia: será que a Espanha aceita extradição de juiz brasileiro?
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POR José Pires

Ameaça

Bush promete que usará todo seu poder para conseguir a paz no Oriente Médio. Então é certeza que vem mais guerra por aí.
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POR José Pires

Virtual
Mulher mente a idade até em perfil de blog.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

A agenda do Lula

Não é que eu não tenha o que fazer, mas agora dei pra ler a agenda do presidente Lula. Dá pra escrever sobre ela todo dia de tão estranha que é. O que se nota na primeira olhada é que para um presidente da República ele tem pouco o que fazer. A agenda de trabalho de Lula já foi muito bem analisada pelo professor de história Marco Antonio Villa e ele comprovou que o petista trabalha pouco e tem pouco interesse pelas atividades administrativas.

Mas na agenda de hoje tem algo bem interessante. Às 9h30 Lula tem uma reunião com o general Jorge Armando Félix, Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. Logo depois, às 9h45, Lula tem outra reunião.

O que será que o general Jorge Armando Félix foi fazer lá? Decerto foi dar um bom dia para o presidente. Mas tem que ser rápido, pois só tem 15 minutos.
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POR José Pires

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Justiça só mais tarde

Mais notícias sobre o planejamento brasileiro. O ministro da Justiça, Tarso Genro, aquele da “refundação do PT” que não houve, falou sobre o caso da menina que ficou presa em uma cela com cerca de 20 homens no Pará. O ministro disse o “abuso a presas não vai terminar”.

Viram como é bom viver em um país em que há planejamento? Isso pelo menos elimina a tensão da espera de soluções para mais este problema.
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POR José Pires

Agora vai

Outra pessoa que apareceu para falar sobre o caso da menina do Pará foi Nilcéia Freire. Quem é Nilcéia Freire? Bem, é mesmo difícil decorar os nomes de um governo com tantos ministérios (37 na última contagem), mas o cargo da Nilcéia Freire é de ministra da Secretaria Especial de Política para as Mulheres. É, isso mesmo: um órgão especial para as mulheres. E tem o status de “assessoria direta” do presidente da República, seja lá o que for isso.

Foi no lançamento de uma campanha nacional pelo fim da violência contras as mulheres que Nilcéia Freire soltou a sua indignação. Nunca se viu neste país um governo com tantas autoridades indignadas. Parecem estar na oposição. Nada é com eles, estão sempre indignados.

A ministra disse que a situação dos presídios femininos já era uma preocupação do governo. E mais: disse que já havia sido criado um “grupo interministerial” para fazer uma revisão de todo o sistema prisional. Segundo Nilcéia Freire, eles chegaram à conclusão de que “a situação é lamentável em todos eles”. Ah, bom...
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POR José Pires

Caso do Pará atrapalha campanha

A campanha lançada por Nilcéia Freire é a “Campanha 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”. Parece coisa de marqueteiro. Vai do período de 25 de novembro a 10 de dezembro por “compreender quatro datas significativas na luta pela erradicação da violência contra as mulheres e garantia dos direitos humanos”.

Na entrevista à imprensa a ministra lamentou a “triste coincidência” do lançamento da campanha a favor das mulheres na semana em que se discute o caso da menina no Pará. Não riam. Não é piada, ela lamentou mesmo.

A campanha tem anúncio em jornal, em revista, no rádio e propaganda na televisão, inclusive no horário nobre. Muita propaganda. Tudo que esse governo finge que faz é cercado de propaganda.

E vamos torcer para que nenhuma outra violência contra a mulher ocorra nesse período para não atrapalhar mais esta campanha do governo Lula.
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POR José Pires

Fala, Marta

Outra voz que precisa ser ouvida sobre este caso é a da ministra Marta Suplicy, que fez carreira política em cima do feminismo. Para as vítimas da crise da aviação civil ela deu o famoso conselho: “Relaxa e goza”. Qual seria o conselho que ela daria para as presidiárias?
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POR José Pires

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Salve-se quem puder

Fala-se muito em plebiscito no Brasil, mas são os próprios políticos que terminam desmoralizando este tipo de resolução. Com o plebiscito do desarmamento muito se discutiu sobre o comércio de armas no país, o sim acabou perdendo, mas alcançou-se pelo menos um consenso: o de que leis reguladoras com um controle rigoroso da venda contribuiriam bastante para a diminuição da violência.

Mas os políticos não ajudam. Uma Medida Provisória sobre o assunto deve ser votada nesta terça-feira na Câmara dos Deputados. O relator é o deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS).

A medida Provisória estende o prazo da atual campanha de recadastramento de armas, que acabou em 2 de junho, para 2 de julho de 2008 e também reduz de R$ 300,00 para R$ 60,00 o pagamento de taxa para quem queira comprar uma arma. O relatório do deputado deveria apenas propor a aprovação disso e nada mais.

Mas Pompeo de Mattos colocou umas “coisinhas” a mais no relatório. Vamos a algumas das 82 mudanças incluídas por ele.
  • Autoriza a compra de armas por quem estiver respondendo a inquérito criminal
  • Isenta de pagamento de taxa e de testes psicológicos e de capacidade técnica no uso de armas os proprietário de armas de calibre 22.
  • Libera o uso de arma em via pública. Hoje isso é proibido para 25 diferentes profissões, como políticos, advogados, caminhoneiros, militares reformados e taxistas.
Ah, sim, o deputado Pompeo de Mattos recebeu em sua última campanha eleitoral R$ 120 mil reais de duas grandes fábricas de armas, a Taurus e a CBC.
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POR José Pires

Amorim perde pra Mainardi e ainda tem coisas para explicar

Como lulistas, petistas e agregados soltam foguetes quando Diogo Mainardi perde um processo na justiça, é bom a gente informar quando ele ganha.

Desta vez foi Paulo Henrique Amorim que teve julgado como improcedente um processo movido contra o colunista da revista Veja. Amorim queria 1.500 salários mínimos e mais R$ 0,50 por exemplar vendido da Veja em que teve citado seu nome. Ele ainda pode recorrer.

A peça do juiz Manoel Luiz Ribeiro, da 3ª vara Cível de Pinheiros, é um belo texto em favor da liberdade de expressão e do debate público de questões que não podem – e não devem, digo eu – ser tratadas como negócios particulares.

Em sua coluna, Mainardi acusou Amorim de fazer o jogo do lulismo em seu blog na internet. Segundo ele, depois que os fundos de pensão passaram a influir no provedor IG criou-se um quadro de blogueiros, todos eles afinados com o que Mainardi chama de “DIP” (numa alusão ao organismo de inteligência e comunicação do governo Vargas) de Luiz Gushiken, então ministro responsável pela Secom, a Secretaria de Comunicação da presidência da República.

Para exemplificar, Mainardi lista uma série de blogueiros do IG. “De lá para cá, além de José Dirceu, foram contratados como comentaristas Franklin Martins, Paulo Henrique Amorim e Mino Carta. Todos eles na fase descendente de suas carreiras”, diz Mainardi, que ainda revela os salários da turma: “Quer saber quanto o iG paga a Franklin Martins? Entre 40 000 e 60.000 reais. Quer saber quanto ele paga pelo programa de Paulo Henrique Amorim? 80.000 reais”.

Amorim não gostou de Mainardi dizer que ele está em “fase descendente” de sua carreira. Mas o juiz não aceitou como ofensa a qualificação. “Sem dúvida o autor já foi jornalista da Rede Globo de Televisão, apresentando programas de elevadíssima audiência, de forma que a menção à “carreira descendente” visa apenas identificá-lo como estando hoje em veículo de menor expressão do que aquele outrora”, escreve no processo o juiz Ribeiro.

Mas são as idas e vindas de Amorim, com mudanças abruptas de opinião, que são assunto nas rodas jornalísticas e nos sites especializados em comunicação. O jornalista já esteve na linha de ataque a Lula quando Fernando Henrique Cardoso estava no poder. Na época, segundo o site Consultor Jurídico, Lula processou a TV Bandeirantes depois de ser acusado de desonesto por Amorim. Hoje Amorim faz o rumo inverso: defende o lulismo e ataca com virulência a oposição.

Ele mesmo definiu seu estilo em entrevista à Folha de S. Paulo: “Quando a gente senta no computador para escrever, é como se estivesse apertando aqueles botões que disparam mísseis. Cada vírgula minha tem um alvo. É um exercício de pancadaria verbal, de pancadaria ideológica".

Contraditoriamente para um homem que se define assim, ele opta via jurídica e não a jornalística defender suas posições profissionais ou políticas. Amorim também ameaçou o site Consultor Jurídico depois da divulgação de seu nome em uma lista de pessoas contratadas para afastar Daniel Dantas do comando da Brasil Telecom.

Entrevista pelo site, Luciane Araújo, testemunha em processo que corre na Itália, disse que Amorim era festejado na Itália. Segundo o Consultor Jurídico, o chefe de operações clandestinas da Telecom Italia, Marco Bernardini, costumava dizer que “quem tem o Paulo Henrique Amorim não precisa de mais ninguém”.

Segundo o Consultor Jurídico, Amorim ainda pode ter outros problemas “caso não explique porque ele nunca declarou no Brasil a propriedade de dois apartamentos em Nova York”. Conforme o site, ele admite a posse de três carros importados, uma moto e três apartamentos no valor de 800 mil reais cada um. “Um patrimônio incomum para quem vive de jornalismo no Brasil”, finaliza o Consultor Jurídico.

Para ler a crônica de Diogo Mainardi, clique aqui. E para ler a sentença do juiz, aqui.
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POR José Pires

A cara do regime de Chávez

Esta foto simboliza bem o governo venezuelano. O grande boneco de Hugo Chávez foi instalado sobre um prédio de um mercado de alimentos conveniado com o governo. O mercado está fechado por falta de alimentos.

O mau gosto e o culto à própria imagem são muito parecidos com uma história bem conhecida, a dos regimes comunistas que endeusavam seus líderes e submetiam a população ao totalitarismo.

E a esquerda brasileira venera e defende Hugo Chávez. Ainda que não fosse pelo autoritarismo do falastrão, o mau gosto e a falta de conteúdo já seriam bons motivos para não entrar numa barca furada ideológica como esta.

Mas pelo líder que eles seguem aqui na nossa terrinha, dá a impressão de que o mau gosto e a falta de conteúdo é que movem a esquerda.
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POR José Pires

Sofrimento em cadeia

Só quem está desatento às condições das cadeias no Brasil se impressiona com o caso da menina de 15 anos que ficou presa com mais de 30 anos no Pará. É uma violência revoltante, sem dúvida, mas é apenas mais uma entre a barbárie que reina no sistema carcerário brasileiro.

Situações degradantes como a vivida pela menina no Pará ocorre em nossas cadeias inclusive com homens. E esta realidade sórdida é aproveitada por policiais e delegados para ameaçar ou “punir” quem eles querem. Com peixe pequeno, é claro, pois também no sistema carcerário existe uma clara divisão de classes em que os maiorais do crime tem regalias e privilégios.

A Folha de S. Paulo tem coberto bem o caso do Pará. Fez boas reportagens nos últimos dias. Mas se um repórter desse jornal se deslocar até à delegacia mais próxima da sede do jornal, em São Paulo, provavelmente irá encontrar material tão revoltante quanto o que existe nas cadeias do Pará ou de qualquer outro estado brasileiro.

O que há de marcante neste caso em que uma mulher foi vítima de abuso durante quase um mês é que a responsabilidade pela indignidade está nas mãos de mulheres: o caso aconteceu em um estado governado por uma mulher, a prisão foi feita por uma delegada e a garota foi encarcerada por uma juíza.

O que significa isso? Significa que quando uma sociedade está gravemente doente como a nossa, solução alguma virá de sensibilidades particulares: a da mulher, a do negro ou a de qualquer minoria ou segmento “especial”. O remédio tem que ser universal. E bem forte.
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POR José Pires

sábado, 24 de novembro de 2007

O italiano Gilberto Gil

O ministro Gilberto Gil apregoa pelos quatro cantos – na falta de mais canto – sua “afrodescendência”, mas bobo não é. Gil vai pedir cidadania italiana por causa da ascendência da mulher, Flora.

O que todo mundo já pergunta é se Gilberto Gil já pediu cidadania nigeriana ou de qualquer outro país africano. Cadê o orgulho da raça?
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POR José Pires

Apedeutismo na mira

Espera aí. Vamos ao dicionário. Preconceito é um conceito ou opinião formados antecipadamente, sem maior ponderação ou conhecimento dos fatos. É uma idéia preconcebida sem que haja um fato concreto que a comprove.

Então dizer que Lula despreza a própria educação não é preconceito. Pode-se até discutir a conveniência política para que isso seja dito, mas preconceito absolutamente não é.

Lula teve tempo e dinheiro para adquirir mais conhecimento: durante mais de duas décadas, inclusive, foi o único político brasileiro que recebeu um salário mensal de seu partido. Podia ter lido mais, feito alguns cursos, viajado não para "comer um leitãozinho" ou ficar vagabundeando na praia mas para adquirir cultura. Mas não fez nada disso. Leitõezinhos, percebe-se pela silhueta, comeu bastante. E hoje até se gaba de não ter estudado, o que, na sua posição, é um péssimo exemplo para os jovens.

E não estou falando do estudo formal, da falta de um diploma qualquer. Lula, isso é sabido e acaba sendo transmitido nas suas falas, não gosta de se aprofundar em qualquer assunto. Vai levando na superfície. E como eleitoralmente deu certo nos últimos 5 anos, ele parece até se orgulhar da própria ignorância. E trata com desprezo e leviandade temas pelos quais deveria ter respeito.
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POR José Pires

Facilitando o futuro

Mas a ignorância do Lula tem sua compensação. Quando for for fazer fazer seu "memorial" após sair da presidência da República, vai economizar bastante espaço. Sua biblioteca cabe na estante da televisão.
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POR José Pires

Cuidando da imagem

Tucano é um bicho complicado, mas não se sabia até agora que até em marketing o bicho fazia besteira. Colocar no ar uma propaganda política dizendo que o PT copia tudo do PSDB exatamente no momento em que a Procuradoria-geral da República denuncia no STF o “mensalão mineiro” e no mês em que vai se votada a CPMF é mesmo coisa de... de tucano.
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POR José Pires

Brasil-sil-sil!

Essa não há Dunga que estrague: o Brasil é campeão mundial na quantidade de horas gastas para que uma empresa pague todos os impostos e tributos. Segundo análise da consultoria PriceWaterhouseCoopers, com base nos dados reunidos pelo Banco Mundial, são necessárias 2.600 horas (352 dias) para que uma empresa cumpra todas as obrigações fiscais. E o Brasil é o primeirão entre 178 países.

Ninguém segura este país. Mas todos pagam um dinheirão.
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POR José Pires

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

A culpa é do cofre
O presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, também hipoteca solidariedade ao senador Eduardo Azeredo. Os petistas riem de orelha a orelha, o caso do “mensalão mineiro” vem a calhar para consolidar a tese petista do “somos todos iguais”.

“Se não houver uma reforma política que crie o financiamento público de campanha esse risco vai continuar existindo na política brasileira”, ele disse. É perfeito. Os políticos roubam, fazem caixa dois, subornam, lavam dinheiro e o problema é do sistema de financiamento eleitoral.

Se o raciocínio valesse para os outros tipos de crimes, então em vez de botar na cadeia os ladrões comuns teríamos que arrumar um novo sistema para que eles possam se apossar do nosso dinheiro sem transgredir a lei.
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POR José Pires

Inocência desprotegida
Berzoini também reclamou de gente malvada que tira os políticos do bom caminho. Vejam o que ele disse: "O financiamento privado envolve muitas vezes a ação de pessoas que estão mal intencionadas e que acabam se aproximando dos políticos com outros interesses e oferecendo mecanismos de financiamento nem sempre transparentes."

Lula está certo. A corrupção só acontece no Brasil porque os políticos são inocentes.
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POR José Pires

Cercado de inocentes
Lula lançou nota lamentando a saída do ministro de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, que foi denunciado junto ao STF pela Procuradoria- Geral da República por peculato e lavagem de dinheiro. No texto ele afirma que “mantém integral confiança” em Mares Guia e também que está seguro de que ele será inocentado.

Desse modo, a lista de inocentes em torno do Lula vai aumentando. E então ele podia colocar na lista de seus inocentes o senador tucano Eduardo Azeredo e mais 13 (são 15 com Mares Guia) denunciados de envolvimento com o “mensalão mineiro”.

Mares Guia era vice-governador de Minas Gerais e trabalhava na campanha eleitoral de Azeredo como “arrecadador informal”. Se o ministro de Lula é inocente então os demais também são.
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POR José Pires

O xis do problema
Lula tem razão. Esse é o problema da política no Brasil: têm inocentes demais. Talvez seja por isso mesmo que eles se metem em tanta corrupção. Muita inocência.
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POR José Pires