Além de ter um ótimo texto, o grande Cristaldo era um habilidoso aplicador de apelidos. O apelido de “Supremo Apedeuta” para o ex-presidente Lula foi criado por ele. Olavo de Carvalho era chamado de “Aiatolavo” e Reinaldo de Azevedo era o “Recórter Tucanopapista”. E para o Papa Bento XVI ele tinha o excelente apelido de “Pastor Alemão”. Do ponto de vista dele era ainda melhor. Cristaldo era ateu e fazia grande textos sobre o tema, sem a implicância banal ateística que é própria de fanatizados pela contrariedade com as religiões e com um profundo conhecimento de história, de filosofia e de todas as crenças, inclusive a marxista.
Após um periodo de bom relacionamento, Reinaldo Azevedo experimentou algo parecido do que Olavo de Carvalho fez no passado com Cristaldo e outras pessoas que eram até mais próximas dele. Quando surge alguma divergência que toca diretamente em uma posição política sua, Olavo tem um comportamento absurdamente agressivo. Ofende no mais baixo nível, usando para isso inclusive de escatologia e ataques pessoais que nada tem a ver com o tema em debate. Como eu já disse, é o lado Mr. Hyde que toma conta dele. Com este comportamento condenável, em que encarna um caráter grotescamente cômico, ele influencia uma enormidade de fãs e discípulos, que passam a fazer o papel de malhadores cibernéticos de Judas, num fuzuê danado onde rola todo tipo de difamação e calúnia sobre o adversário do momento.
Mas hoje, felizmente, Reinaldo encerrou o debate com um último texto. Ele fecha dessa forma o assunto com o mesmo bom senso e a necessária verve que vinha tendo até agora. No entanto, esta briga dispensável fez Reinaldo Azevedo produzir um ótimo texto, defendendo-se dos ataques logo no início do debate. É um de seus grandes artigos de fundo filosófico, de nome “É preciso aprender a ser mestre”, com serventia para muita gente que hoje em dia influencia o debate político.
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POR José Pires
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Texto de Reinaldo Azevedo
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