terça-feira, 13 de novembro de 2007

Lula bota pra quebrar

Sobre a quebra da empresa de aviação BRA, surge uma informação que põe em risco a brilhante carreira de Lula como garoto-propaganda. Talvez como parte da estratégia de alguma equipe de vanguarda do marketing político Lula está o tempo todo participando de inaugurações e até mesmo de comemorações de vendas de empresas privadas.

Tínhamos o arroz de festa. Agora temos arroz de festa com Lula. Pois nessa política de aparecer o tempo todo, Lula esteve na Embraer para comemorar a compra de 20 aviões pela BRA. E até brincou de aviãozinho com o logotipo da empresa. A festa aconteceu menos de três meses antes da falência da empresa que desempregou mais de mil funcionários e deixou milhares de passageiros com a passagem já comprada e sem o serviço.

Veja duas falas do Apedeuta Maior, uma aqui: “Eu tenho certeza de que nesses próximos anos a BRA vai colher com o lucro e com o crescimento do número de clientes pela aposta certa que está fazendo de acreditar cada vez mais na aviação regional.”

E outra aqui, na sua conhecida linha de otimismo sem qualificação: “Pois bem, eu penso que a BRA está dizendo claramente o seguinte: nós temos uma empresa de ponta, que produz um produto de ponta e que atende plenamente os desejos do mercado nacional, com autonomia para voar de Porto Alegre ao Ceará em vôo direto e com conforto.”

E mais uma aqui, mostrando bem seu senso da responsabilidade do cargo: "A BRA está dando uma demonstração de que não é apenas o coração que é brasileiro ou a cabeça que é brasileira, ela é uma empresa que acredita no crescimento da oferta de passageiros neste País para cumprir a demanda que eles vão oferecer."

As falas parecem saídas de um folheto publicitário da empresa. Lula está mal assessorado de redatores de discursos. E também tem outros probleminhas, na área mística ou na técnica. Ele falou e três meses depois a empresa quebrou. Das duas, uma: ou Lula é um tremendo de um pé-frio ou seu governo nada sabe sobre o mercado aéreo nacional.
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POR José Pires

Recomendado pelo Lula

Mas o papel do presidente da república como garoto-propaganda da empresa quebrada acabou funcionando. Às avessas, como é normal neste governo. O blá-blá-blá do falastrão nacional – temos também o falastrão venezuelano, mas este já mandaram calar a boca – deve ter influenciado muitos brasileiros na compra de passagens da empresa falida.

Pelo menos uma história de consumidor enganado já apareceu. Segunda feira, no Senado, conforme informa o blog de Ricado Noblat, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) contou que conversou com um passageiro desesperado que comprara sete passagens da BRA para viajar nas férias de fim de ano e ouviu dele que foi por influência de Lula que fizera a compra de tantas passagens antecipadas numa empresa menor.

Segundo o senador, o passageiro disse o seguinte: "Há um mês e meio eu vi o presidente da República sendo fotografado ao lado do presidente dessa companhia e anunciando o financiamento de vinte aviões pelo BNDES. O Presidente, ali, avalizava. Era o garoto-propaganda não só da companhia aérea, mas também daquela negociação.”

Então existe pelo menos uma garantia: se é recomendado pelo Lula, fuja do produto. Se Lula fosse garoto-propaganda de shampoo, no Brasil só teríamos carecas.
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POR José Pires

Atenção senhores passageiros

Da série “como é bom viver em um país onde há planejamento”, temos a informação de que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, garante que haverá problemas de atrasos nos vôos do feriado da Proclamação da República e nas férias de fim de ano.

O ministro só não garante que haverá quedas de avião ou outro tipo de acidente. Segundo ele, apesar dos atrasos previstos a segurança está mantida.

Então até o fim de ano, pelo menos, o brasileiro não precisa ter preocupações: os atrasos são certos. Com certeza até o início do ano o ministério da Defesa deve trazer informações sobre os atrasos planejados para o primeiro semestre do ano que vem.
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POR José Pires

Nunca neste país

O Brasil deve ser o único país do mundo onde o ministro da Defesa cuida de questões triviais como atraso de aviões. E não deixa de ser mais uma realização do magnata do petróleo. E do PT, é claro.
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POR José Pires

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

A América Latina em baixa

Para a esquerda brasileira, que mantém Hugo Chávez em um pedestal, fica a lição do pito que ele levou em público do rei Juan Carlos, da Espanha. Com sua disparatada ideologia, o presidente venezuelano acaba dando razão aos poderosos.

Governantes como Chávez desmoralizam até as boas causas. Ou principalmente essas. E é pior tê-lo do lado que ser seu inimigo. Antes da discussão com Zapatero, ele já havia feito algo inédito – pelo ridículo da cena – em reuniões como essa. Atendeu a um telefonema de Fidel Castro e passou a transmitir para a platéia o que o ditador cubano dizia. Parecia que estava cercado de camponeses em alguma vila perdida no interior da Venezuela.

Depois veio a bronca de Juan Carlos. Não era o momento de Chávez falar e por isso mesmo seu microfone estava desligado. Mas o crica cortava o discurso de Zapatero. O carão foi bem merecido e um desafogo para quem não agüenta mais o falastrão. Mas é chato que o chamado à razão tenha vindo de um monarca enfiado goela abaixo do povo espanhol pelo ditador Franco. O rei espanhol entende de ditadores: passou bastante tempo beijando a mão do sanguinário ditador da espanha.

Quem pôs o “ditador” em seu lugar foi alguém que tem um cargo vitalício e transferível para o berço de um de seus palácios. Pobre Espanha. Se somos contra a contínua reeleição e esticamentos de mandato do brucutu venezuelano não seremos menos contrários a alguém que recebe o cargo dos céus.

Mas, outra grosseria que ocorreu no encontro Ibero-americano, no mesmo momento em que o venezuelano interrompia com sua costumeira falta de educação o discurso de Zapatero, veio do recém-eleito presidente da Nicarágua, Daniel Ortega.

A cena ficou em segundo plano, mas aparece em alguns vídeos postados na internet. É logo após o discurso de Zapatero, quando Ortega pegou a palavra para defender o colega venezuelano. Alertado pela anfitriã do encontro de cúpula, a presidenta chilena Michelle Bachelet, de que teria três minutos para falar, Ortega embirrou: disse que não admitia o controle do seu tempo. E não falou.

E antes dessa bagunça, ainda havia passado pela reunião o mais novo magnata latino-americano do petróleo, Lula do Brasil. Seu país tem a possibilidade de petróleo a sete quilômetros da superfície e cujos testes definitivos só podem ser feitos em 2011. Mas já quer entrar para a Opep.

A expressão da presidenta Bachelet revelada pelas câmeras de televisão mostra seu triste desconforto com as cenas grotescas em sua casa. O espetáculo encenado pelos grosseirões travestidos de estadistas é para levar qualquer um que tenha bom senso a uma conclusão simples: com essa gente não dá.
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POR José Pires

O falastrão encontra o que merecia

O presidente venezuelano Hugo Chávez tantas fez que acabou escutando alguém mandá-lo calar a boca em evento internacional. E o “puxão de orelhas” ocorrido durante o encerramento da 17ª Cúpula Ibero Americana, no Chile veio em boa hora.

Chávez tem o péssimo hábito de não ouvir. E neste caso, o estilo é o homem. Basta ver seu governo. O venezuelano fala inclusive durante o tempo de exposição do outro, um hábito, aliás, muito comum por aqui. Foi o que fez, enquanto o primeiro-ministro espanhol José Luis Rodriguez Zapatero tentava expressar seu descontentamento com as pesadas críticas de Chávez a José María Aznar, primeiro-ministro anterior da Espanha. Chávez chamou o ex-primeiro ministro de fascista.

Zapatero alertava para a necessidade de não cair na desqualificação para que encontros como o fórum possam ser mais produtivos. O primeiro-ministro espanhol exigia um comportamento equilibrado, em que o posicionamento crítico, mesmo com divergências radicais, seja respeitoso.

No entanto, seu discurso era interrompido continuadamente pelo presidente venezuelano. Até que o rei Juan Carlos, da Espanha, surge entre os dois e diz para Chávez: “Por que você não se cala?”

Zapatero exigia de Chávez um comportamento mais equilibrado na reunião de cúpula, expressando o descontentamento da delegação espanhola com o tom de suas críticas ao ex-primeiro-ministro Aznar. O interessante na situação criada pelo venezuelano é que Zapatero sofre na Espanha uma oposição acirrada de Aznar e seus partidários, com uma agressividade parecida com a de Chávez.

O desarranjo diplomático de Chávez é tanto maior quando é óbvio que em essência o desacordo entre Zapatero e o ex-primeiro-ministro espanhol é até mais significativo do que aquele expressado por Chávez. Aznar simpoliza na Espanha o passado franquista, enquanto Zapatero é a representação da democracia e da derrota dos seguidores do falecido ditador espanhol.

Aznar, aliás, faz oposição ao governo de Zapatero com um estilo bastante próximo ao de Chávez. A grosseria e falta com a verdade são parecidas. Mas o tom extremado das críticas, além da a falta de contexto, obrigaram Zapatero à defesa de um oposicionista extremamente desleal como Aznar. Mas é o problema de estar próximo de alguém como o venezuelano. Chávez tem causado mais problemas para os aliados do que ao inimigo.

A repreensão pública em Chávez (principalmento pelo tom sereno do discurso de Zapatero) é um divisor de águas na situação criada até aqui pelo presidente venezuelano nas relações internacionais. O Brasil também já foi alvo de suas grosserias. Foi tanta baderna que até o governo Lula, um capacho ideológico de Chávez, teve que protestar.

Felizmente foi dito ao venezuelano publicamente que há limite para sua bronquice. O cala-boca do rei espanhol deu ao acontecimento o clima sensacionalista que colocou em toda a mídia a cena e tornou-a campeã de acessos na internet. Mas o discurso de Zapatero é que tem a real importância neste debate sobre o comportamento público das lideranças. Clique aqui para ver as duas manifestações: o rei zangado e o primeiro-ministro dando uma lição de civilidade ao brucutu venezuelano.
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POR José Pires

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Governo que cacareja e não bota ovo

Os marqueteiros gostam bastante de falar sobre a pata e a galinha quando estão de olho em conta publicitária de político, seja em campanha eleitoral ou já no poder quando as contas ficam mais polpudas.

É aquela história de que todos preferem o ovo de galinha ao de pata, mesmo este sendo maior,porque a galinha cacareja anunciando que botou, enquanto a pata fica caladinha. A moral da história publicitária é que galinha saberia trabalhar melhor o seu produto.

Essa história simplesinha é recurso muito usado para ganhar o político. Entra com facilidade na cachola de qualquer um. Em seu livro “Casos e Coisas”, o marqueteiro do Lula, pasmem, conta a tal história. E deve ter contado também para o seu chefe petista.

Mas Lula, como bom intuitivo que é, aperfeiçoou a história da galinha e da pata. Hoje, Lula cacareja até quando não bota ovo. E como o país parece anestesiado tanto na repulsa à corrupção quanto na denúncia e oposição à besteirada contínua que vem do governo, existe sempre a possibilidade do cacarejo sem ovo pegar. Lula e seus asseclas sabem muito bem disso. E usam e abusam do recurso.

Agora em meio à crise energética, revelada pela falta de gás natural, o governo veio com a conversa da descoberta de petróleo na Bacia de Santos. A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ultrapassou os limites do exagero. Disse que “saimos de uma situação de um país que estava se tornando auto-suficiente para nos transformarmos em um país exportador”. Vamos para a OPEP? Então está bom.

A verdade é que já se sabia da possível existência dessa reserva há pelo menos dois anos. O jornalista Reinaldo Azevedo desencavou e citou em seu blog uma reportagem de setembro de 2005 publicada na Gazeta Mercantil (leia aqui) que trata do assunto.

Os técnicos da Petrobrás também são comedidos. Um de seus diretores, Guilherme Estrella diz que o tamanho da nova reserva ainda é uma hipótese.

A verdade é que a notícia da descoberta foi usada como um factóide pelo governo. Veio logo depois que o presidente Lula apareceu de olhos esbugalhados na televisão atacando os críticos da falta de gás no Rio de Janeiro.

O anúncio da descoberta em meio a uma crise de abastecimento de gás ajuda bastante o governo Lula e ao mesmo tempo cria o risco – que para mim é o que deve ocorrer – de que o governo ponha a bunda em cima do problema energético e fique até o ano que vem soltando foguete sobre uma descoberta que, caso seja viável, só mostrará resultado de fato em 2011.

Para um governo grosseiro como este temos que ser simplistas: estão contando com o ovo no cu da galinha. E, pior ainda, já estão cacarejando pelo mundo a posse desse ovo.
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POR José Pires

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Agora vai
Após semanas e semanas de discussão o PSDB tomou uma decisão: vai estar unido na votação da CPMF. Só falta decidir se votam contra ou a favor, mas vai ser um voto unido. Para tucano, já é um enorme avanço.
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POR José Pires

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Requião ataca na internet

Falando em falta de assessoria, o governador Requião é tão afoito que acabou caindo em gafe velha. Também não há assessoria que possa salvar gente como Requião de coisa alguma. O governador é do tipo que discute até com a própria imagem no espelho. E os puxa-sacos garantem que ele ganha.

Mas a gafe é relativa à fictícia empresa norte-americana Arkhos Biotech, que é parte de um jogo patrocinado pelo Guaraná Antarctica. O senador tucano Arthur Virgílio já havia passado o ridículo de fazer um discurso em plenário sobre o assunto. Em março ele subiu á tribuna e disse aos senadores que tinha uma notícia, “da maior gravidade”, para levar ao conhecimento da Casa.

E mandou a denúncia sobre a Arkhos Biotech, a empresa fictícia. O senador só foi avisado da gafe dois dias depois. E aí virou piada na rede mundial de computadores.

E na segunda-feira Requião repetiu a história, no papel de boboca, é claro. Em reunião de governo ele apresentou como real o vídeo do jogo virtual e criticou quem “vende a Amazônia, vende cotas de participação numa empresa como essa”. Foi uma sessão histórica. Só faltou servir mamona de petisco para seus colegas de governo.

Requião apresentou o vídeo com voz comovida e em tom de denúncia. E depois fez um discurso comovido em defesa da Amazônia. E o pior é que determinou que a TV Educativa do governo estadual veicule o vídeo.

Mas não há mais o que temer em relação á Amazônia. Requião é amigo do peito de Hugo Chávez. E pode haver uma união dos dois: com o poderio militar de Chávez e a sagacidade de Requião as tropas da Arkhos Biotech estão perdidas.
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POR José Pires

Requião, o defensor da Amazônia, já está no Youtube

E eu dizia aqui que qualquer deslize sai logo na internet e aí está a bobeira do governador Requião para confirmar. Ele cometeu a asneira na segunda-feira e o vídeo já está na internet. Clique aqui para ver.
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POR José Pires

Um instante, maestro

A tecnologia mudou completamente as relações entre as pessoas. Hoje, com a internet funcionando à toda com seus sites de reprodução de voz e imagem incorporando material com eficiência e rapidez, até a fofoca está mais sofisticada.

O diz-que-diz agora não é só de ouvir falar. Se a pessoa não se cuida, dali a pouco sua fala sai na internet. E se for de interesse geral, é claro que vai para a televisão, o rádio e aos jornais.

O maestro John Neschling, diretor artístico da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) é uma das últimas vítimas da fofoca eletrônica. Como ele tem uma pinimba já de certo tempo com José Serra, em conversas reservadas andou fazendo pesadas críticas ao governador tucano. Pois o que o maestro falou de Serra está à disposição na internet.

E Neschling pegou pesado: diz que Serra é mimado e o acusa de autoritário. E o contraditório é que Neschling é que aparece falando em tom e conteúdo bastante autoritários nas gravações que parecem ter sido feitas em ensaios e reuniões entre amigos. E que amigos.

Mandaram para a internet e ainda fizeram uma edição com fotos e legendas. Quem quiser ouvir o maestro danado da vida, clique aqui.
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POR José Pires

Jóia literária

Maria Francisca Pinheiro Coelho foi contratada sem concurso para fazer um servicinho para o governo Lula. Vai prestar "serviço de especialista em sociologia política" e editar um livro com os anais de um seminário sobre reforma política. Por dois meses de trabalho ela ganhará 14 mil reais.

Maria Francisca é a autora de uma biografia autorizada do deputado petista José Genoíno. Isso é o que podemos chamar de livro de auto-ajuda.
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POR José Pires

Obra prima
Só uma curiosidade: a biografia do José Genoíno foi para a lista dos mais vendidos?
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POR José Pires

terça-feira, 6 de novembro de 2007

PhD em asnice
É impressionante o evidente prazer com que Lula diz suas besteiradas. Mas é sempre assim: o ignorante está sempre mais satisfeito que o sábio. Daí a absoluta segurança para dizer suas asneiras. Ele saboreia com deleite as sentenças absurdas, os erros gramaticais e as infindáveis bestidades para as quais tem até platéias. E aplausos.

Ele comete suas ignorâncias com arte. Lula é um esteta da asneira.
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POR José Pires

Meu Brasil brasileiro
Sobre a Copa de 2014 no Brasil já existe uma certeza: vai ter desvio de dinheiro público. Ah, nada como viver em um país onde as coisas são planejadas com tanta antecedência.
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POR José Pires

No sossego das asas da FAB
Na república de Lula ocorrem uma novidades interessantes. Agora com o caos nos aeroportos acontece do anfitrião chegar à festa depois do convidado.

É que o convidado vai com avião da FAB e o anfitrião de avião de carreira. Foi o que fez o ministro da Defesa, Nelson Jobim: foi passear de jato da FAB em uma viagem particular. Foi passar o final de semana prolongado na casa de praia de Francisco Gros, presidente do Banco Central no governo Collor. A casa fica na Bahia.

Para justificar o uso do avião, Jobim marcou “inspeções” nos aeroportos de Porto Seguro e Ilhéus.

Jobim foi transportado pela FAB e seu anfitrião de avião de carreira. O vôo de Francisco Gros sofreu um atraso de quatro horas. Jobim chegou bem tranqüilo, sem sofrer nenhum problema, ao contrário de milhares de brasileiros neste fim de semana.

Mas pelo nível de eficiência do governo Lula, é provável que o ministro da Defesa dê um jeito para resolver a causa do descompasso de quatro horas entre ele e o anfitrião. Na próxima talvez ele leve também o anfitrião nas asas da gloriosa FAB.
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POR José Pires

A história mundial na ótica de Lula

A desonestidade política do presidente Lula extravasa com freqüência nas suas falas, sempre oportunistas e com pouca, pouquíssima mesmo, preocupação com os contextos históricos ou até mesmo a verdade histórica. Aliás, essa importa menos ainda. A história, para o lulismo, é algo que deve se adequar aos seus propósitos circunstanciais.

O problema é que de posse do cargo de presidente da República o beócio acaba fazendo um estrago danado na área do conhecimento. Ontem, numa tentativa de defender Hugo Chávez, ele disse que já viu “Margareth Thatcher ser eleita tantas vezes primeira-ministra”.

Não pode ter visto "tantas vezes", já que Tatcher foi eleita primeira-ministra apenas duas vezes.
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POR José Pires

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Análise lombrosiana de Mônica Veloso

Tenho algo em comum com o Lula: ainda não vi a Playboy com a Mônica Veloso. Não é que depois de adulto eu tenha deixado de ver revista de mulher pelada, conforme a alegação do beócio que nos governa. Não seja por isso: como a internet tem coisa muito melhor, é provável até que tenhamos, Lula e eu, outra coisa em comum que é ver esse tipo de coisa não na Playboy, mas na internet.

Afinal, Lula tem um computador sobre sua mesa. E como ele não é de ler, estudar ou trabalhar – e nisso temos, eu e ele, um diferencial –, então aquele computador só pode servir para ver as “minas” nas páginas quentes.

Mas eu falava, ou ia falar, de outra coisa. Não vi a Playboy porque ela não me caiu nas mãos. E comprar esta revista, jamais. Tenho prioridades na área da leitura e, se for para ver outras coisas, bem, já disse acima.

Mas vamos ao ponto. Estou parecendo cronista, tagarelando sem dizer a que escrevo: não vi a revista, mas vi muitas fotos de Mônica Veloso por aí. Inclusive algumas da Playboy, disponibilizadas neste ou naquele blog.

O que acontece é que olhando bem a ex-amante do senador Renan Calheiros cheguei à conclusão de que ele, apesar de espertalhão, não sabe certas coisas importantes. Não é bem vivido.

Mônica Veloso tem cara de passarinho. E só podia dar no que deu. Foi o finado e insubstituível Paulo Francis quem me ensinou: afaste-se de mulher com cara de passarinho. Li numa entrevista dele. Foi uma tia de um amigo do Francis, de quem não lembro o nome não sei se pelo fato dele não falado na entrevista ou por esquecimento meu.

Estavam na casa desse amigo discutindo sobre uma mulher por quem alguém estava apaixonado e a sábia parente – não será a Tia Zulmira? Ô memória... – pegou a foto da moça e foi taxativa: “Não vai dar certo. Mulher com cara de passarinho é fogo!”

Pois é. E a Mônica Veloso tem cara de passarinho. Que falta que faz uma boa assessoria, hein senador? Ou uma sábia tia.
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POR José Pires

Jornalismo investigativo

Às vezes os jornais trazem umas informações inesperadas. A Folha de S. Paulo de domingo traz uma entrevista com a Zélia Gattai.

Essa me surpreendeu. A Zélia Gattai está viva.
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POR José Pires

Um senador que está com tudo

É comovente a situação do casal Calheiros. Depois da corneada pública que levou do marido, o senador Renan Calheiros, a mulher Verônica já o perdoou. Estão “em lua-de-mel”, segundo ela. Até pensam em ter um filho, ou filha como é o desejo deles, conforme ela disse a Folha de S. Paulo.

Esse Renan Calheiros é mesmo um homem de sorte. Tem uma mulher que é uma santa. Mesmo depois do Brasil inteiro saber da cueca do marido suja de batom, ela o perdoa de bom coração.

E também têm ótimos colegas de trabalho. Melhores do que qualquer um pode desejar. Com muitos imbróglios, bandalheiras e escândalos, com a má exposição pública do Senado e uma imensa sujeira na imagem da instituição, com tudo isso sujando tudo e todos em volta e ele ainda foi mantido durante longo período na presidência da Casa.

E mesmo expondo a Casa e fazendo mal para a imagem dos senadores como um todo com suas sujeiras, mesmo assim os colegas ainda podem perdoá-lo e ele salvar o mandato.

Eis aí um homem que tem tudo. Ou quase tudo. Renan Calheiros só não acertou na escolha da amante. Mas também não se pode ser perfeito.
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POR José Pires

sábado, 3 de novembro de 2007

Acertaram uma no capitão Nascimento
Como diz a moçada: o Nei Duclós matou a pau. Fez um dos melhores textos sobre o Tropa de Elite. Não vi e nem pretendo ver o filme, mas pelo polêmico debate que criou-se em torno dele, o filme estrelado pelo notório capitão Nascimento não pode ser ignorado. Duclós toca com precisão no ponto central do equívoco dos dois lados do debate, os que condenam e os que aplaudem o filme. O ti-ti-ti perde o foco do óbvio: a obra cinematográfica. Buscam uma tese. E quando crítico, jornalista e, agora, blogueiro, querem uma tese, eles acabam encontrando. Pegaram o capitão Nascimento para PhD em segurança pública.

Leia abaixo a abertura do texto de Nei Duclós, que está em seu blog, aqui. E aproveitem para ler muito mais textos excelentes por lá, pois Duclós está fazendo um dos melhores blogs da internet. Ah, sim, mas depois voltem pra cá.
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POR José Pires

Todo mundo já falou sobre Tropa de Elite, de José Padilha. É preciso abordá-lo pelo que é: um filme. Parece óbvio, mas quem disse que a vida é fácil? Ser um filme não quer dizer que nada tenha a ver com a realidade, com a polêmica, com a ideologia. Tem tudo a ver. Mas você estará mais perdido do que fogueteiro em fuga se não enxergar primeiro que se trata de obra cinematográfica, antes de ser o que sugere ser, ou seja, uma denúncia sobre a falência do Estado ou um mergulho na sociedade de classes, ou ainda um documento sobre corrupção e cumplicidade com o crime, ou pior, tomando o assunto pelo avesso, um estímulo à tortura e à matança geral.

Inutilidade pública
E não é que um senador disse algo muito interessante hoje? Pois disse. Foi o presidente em exercício do Senado, Tião Viana (PT-AC). “Isso aqui é um caos. Não temos reconhecimento legislativo, não temos papel político e vivemos no noticiário da corrupção”, ele disse ao Jornal do Brasil.

Nunca pensei que um dia concordaria com um presidente do Senado, mas é uma bela definição da instituição. Então por que não fecham a Casa e voltam para seus estados? Pelo menos ficaria mais barato para o contribuinte.
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POR José Pires

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

A cega que só vê o lado dos ricos

A renúncia do deputado Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB) para escapar ao julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) está levando analistas políticos a uma conclusão muito estranha.

Cunha Lima atirou contra o ex-governador paraibano Tarcísio Burity em novembro de 1993. Burity ficou em coma e acabou sobrevivendo. Na época, Cunha Lima era governador.

Cunha Lima passou quase quinze anos se valendo de expedientes variados para escapar do julgamento. Sempre teve foro privilegiado. E agora, quando finalmente o STF iria fazer o julgamento, ele renunciou. E o caso voltará à justiça comum, com todas as protelações de praxe que estão à disposição de quem tem dinheiro.

A conclusão estranha dos analistas? Eles acham que isso é a desmoralização do foro privilegiado. Eu acho que não é só isso. É a desmoralização de um país sem Justiça.
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POR José Pires