Até aí o assunto já é de arrepiar os cabelos, mas sendo com o PT a emoção não acaba. O deputado petista Moura já havia sido condenado anteriormente por assaltos à mão armada. Ele foi preso no início dos anos 90 e pegou 12 anos de cadeia, mas não cumpriu a pena. Fugiu depois de um ano e em 2005 já estava reabilitado. Coisas do Brasil. E para demonstrar que por aqui não é preciso mesmo medo de ser feliz, entrou no PT e se elegeu deputado em 2010.
Pelo visto era candidato preferencial de Jilmar Tatto, secretário municipal de Transportes de São Paulo e chefe de uma ala poderosa do PT paulista. É amigo de Lula, José Dirceu e demais maiorais petistas. Com a revelação do encontro de Moura com os integrantes do PCC Tatto procurou se livrar de qualquer ligação com o deputado. O secretário de Haddad dizia que sua relação com Moura era apenas “institucional”, da mesma forma que ele tem com outros deputados. No entanto, a Folha de S. Paulo logo descobriu que Tatto foi um grande doador da campanha de Moura. Ele doou R$ 201 mil, que dá 29% do total arrecadado. Ninguém dá tanto dinheiro assim a um político sem que haja algum compromisso.
Outra descoberta impressionante foi a do crescimento do patrimônio do petista flagrado com o PCC. Para obter o perdão judicial, em 2005 Moura assinou um atestado de pobreza. Já em 2010, ano da eleição para deputado, sua declaração de bens apontava um patrimônio de mais de R$ 5 milhões de reais. Só de cotas de sócio na empresa Happy Hour o petista tinha R$ 4 milhões. É ou não é um partido do espanto? E ainda tem gente que busca desmerecer esta impressionante capacidade, dizendo que o PT é igual aos outros partidos.
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Por José Pires
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Imagem- De 2005 a 2010, um crescimento vertiginoso do protagonista do mais recente escândalo petista.
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