Além de "chefe dos aloprados", Mercadante ficou também conhecido como o autor da "renúncia irrevogável" que foi revogada. Numa manhã de agosto de 2009 ele discursou da tribuna do Senado, avisando: "Eu subo hoje à tribuna para apresentar minha renúncia à liderança do PT em caráter irrevogável”. O então senador petista renunciou "em caráter irrevogável" numa terça-feira, voltou atrás no dia seguinte e na sexta-feira subiu à tribuna para dizer em discurso que permaneceria no cargo. Foi Lula quem o convenceu a voltar atrás e deu-lhe mais esta rotulagem desmoralizadora. O homem virou definitivamente personagem de humor.
Pois hoje Mercadante veio com mais uma piada pronta. Como a demissão espalhafatosa de Marta Suplicy do cargo de ministra da Cultura causou um tremendo mal estar, ele inventou uma demissão coletiva de mentirinha, com vários ministros deixando o cargo, mas sem ter que deixar, entendem? Desta vez o irrevogável aloprado dividiu a autoria da fantástica criação. "Foi uma sugestão minha, da Miriam Belchior e do José Eduardo Cardozo. É uma formalidade, um gesto de gentileza. Faz quem quiser", disse Mercadante, na sua modéstia de grande articulador político e criador da demissão de araque, mais um feito que deve entrar para a nossa história política.
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POR José Pires
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Imagem- O chefe Lula, o aloprado irrevogável Mercadante e a dinheirama do dossiê falso contra Serra: ninguém reclamou a posse dessa fortuna
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