
É fácil apontar quem é quem na lista da Odebrecht, mesmo quando alguém recebe dois apelidos diferentes. Lula já foi o “Brahma”, em citações do início da Lava Jato e depois ficou marcado como “Amigo”. O senador Lindbergh Farias é o “Lindinho”, apelido de gozação que ele recebeu nas redes sociais. O senador Romero Jucá é “Caju”, Antonio Palocci é “Italiano”, José Sarney é “Escritor”, o deputado Heráclito Fortes é “Boca Mole”, o secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, é “Angorá”, e por aí vai. A lista é grande e nela aparecem inclusive políticos menos conhecidos, o que não impede que a partir da revelação cada apelido fique muito claro, fazendo todo sentido na relação com a pessoa apontada.
No entanto, na última leva de nomes da recheada planilha da Odebrecht apareceu um apelido que despertou muita curiosidade. Até agora permanece indecifrável. É o apelido da senadora Gleisi Hoffmann, poderosa no PT deste o primeiro mandato de Lula e que chegou a ocupar a chefia da Casa-Civil, durante o governo de Dilma Rousseff. Gleisi é casada com o Paulo Bernardo, ex-ministro de Lula e de Dilma. Pois na planilha ela é chamada de “Amante”, apelido com o qual teria recebido R$ 150 mil em 2008, R$ 450 mil em 2010 e R$ 3,5 milhões em 2014. O sentido desse codinome até agora não foi esclarecido. Anteriormente, a senadora petista já era conhecida como “Coxa”, que dá para entender, já que ela é de Curitiba. Mas o apelido de “Amante” ficou no ar, à espera de uma investigação da brava imprensa brasileira.
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POR José Pires
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