terça-feira, 10 de julho de 2018

Clima de ódio exige mais segurança para Sérgio Moro

O juiz Sérgio Moro terá reforçada sua segurança pessoal quando retornar das férias. A notícia é desta terça-feira. Depois da tentativa de golpe petista no domingo, desmontada por Moro e pelo TRF-4, as ameaças ao juiz aumentaram bastante pelas redes sociais. A violência da baixaria esquerdista nas redes sociais já era revoltante, mas se intensificou depois de Moro atuar com firmeza para anular a decisão do desembargador plantonista Rogério Favreto, que tentou tirar Lula da cadeia passando por cima de regras jurídicas básicas.

Todo mundo sabe de onde vem este clima de  ódio no Brasil, que busca criar uma confusão política e desacreditar as instituições. Pessoas de bem são obrigadas a se proteger, enquanto pilantras da política aumentam o tom de intimidação, atiçando a militância contra juízes que fazem bem seu trabalho e também contra a Polícia Federal. O pessoal do “quanto pior, melhor” está cada vez mais ativo. O partido da raiva não aceita de forma alguma ter sido tirado do poder pela via democrática, além dos petistas estarem desesperados com o destino da lata de lixo da História.

No mesmo dia em que foi divulgado o reforço na segurança pessoal de Moro, a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann subiu à tribuna do Senado para atacar aos gritos o juiz federal. A bancada de esquerda parece ter articulado para hoje um desabafo coletivo pelo fiasco do golpe de domingo. Vários senadores esquerdistas sentaram a lenha em Moro e no TRF-4. Atacaram também a Política Federal. Na sua fala, Gleisi disse que “Moro estava bebendo vinho e comendo bacalhau lá em Portugal” e que ele “já cometeu barbaridades absurdas”. Exaltada, perguntou quem Moro pensa que é. Ora, ele é o alvo de uma articulação que pretende desestabilizar o país, passando por cima de todas as instituições, sem poupar nem o Judiciário.

Gleisi berrou bastante, em um discurso desconexo, insistindo na ridícula tese de que Lula tem direitos especiais como pré-candidato. Não só por coincidência, foi essa a justificativa do desembargador plantonista, que mandou soltar Lula numa manhã de um domingo em que todos os líderes petistas já estavam à espera da decisão. José Dirceu tinha até preparado um vídeo, que mandou para o ar antes de ser avisado de que o golpe havia falhado. Nem tentam disfarçar. Agora o mote da baderna política é a condição de pré-candidato do chefão petista. No discurso, a senadora petista defendeu que mesmo condenado em duas instâncias e preso, seu chefe tem o direito de dar entrevistas e até de participar de debates. Já pensaram se a moda pega? Deixa Geddel Vieira, Eduardo Cunha, Antonio Palocci, Sérgio Cabral e outros meliantes políticos saberem disso. Se acontecesse um negócio desses na velha Chicago dos tempos da Lei Seca, era capaz de Al Capone achar um jeito de ser também pré-candidato.
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POR José Pires

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