Infelizmente, Stanislaw Ponte Preta (conhecido também como Sérgio Porto) morreu bem novo, aos 45 anos, em 1968, deixando assim de ver as besteiras se acumulando neste país. Hoje em dia a coisa piorou bastante. Como diz o Lula, nunca houve tanta besteira na história deste país. Inclusive com uma contribuição imensa do ex-presidente, como todos sabem. O Febeapá desses anos recentes daria muitos volumes, inclusive com seções em lulês e dilmês, novilínguas trazidas pela cultura petista.
E foi nesta quinta-feira que o Congresso Nacional produziu uma peça histórica para o Febeabá. Foi anulada a sessão do Senado da madrugada de 2 de abril de 1964, que declarou vago o cargo de presidente da República. Fizeram tudo nos conformes: a justificativa técnica da anulação é de que João Goulart ainda estava no Rio Grande do Sul. Bem, no dia anterior, como todas sabem, João Goulart havia sido derrubado por um golpe militar e passamos a viver numa ditadura que foi até 1985.
A anulação não tem valor prático algum. A não ser de entrar para o Febeapá, que merece ser reaberto para o acolhimento de tão soberba asnice. E se alguém vier falar em valor simbólico do ato do Senado, digo que simbolicamente parece mesmo é gozação. O Congresso Nacional peitou o golpe militar 49 anos depois dos militares derrubarem Goulart. A medida é tão idiota que a única sessão que ficará de fato na História é a que foi anulada na sessão de ontem.
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Por José Pires
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Imagem - A carteirinha para os colaboradores do Febeapá, com a foto do cronista no lugar onde o leitor devia colar sua fotografia. Note que a credencial é para colher material para o Febeapá Nº 3. Normalmente os livros de crônicas de Stanislaw Ponte Preta vendiam bastante no Brasil, sucesso que também acontecia com as edições que juntavam as besteiras de todo o país, mas principalmente de Brasília, publicadas por ele na sua coluna no diário Última Hora, de 1955-1968. Outro detalhe interessante desta carteira é a editora que publicava os livros, a Sabiá, de propriedade dos escritores Fernando Sabino e Rubem Braga, este último um dos maiores textos que nossa terra já teve.
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