
Por falar nisso, o papa Francisco já condenou com firmeza o ataque ao jornal. "O Santo Papa expressa sua mais forte condenação pelo horrível atentado, que deixou de luto, esta manhã, a cidade de Paris", diz uma nota do Vaticano divulgada há pouco. O texto afirma também o seguinte: "O que quer que possa ser a motivação, a violência mortal é abominável, nunca é justificada, a vida e a dignidade devem ser garantidas. Qualquer instigação ao ódio deve ser repudiada". E a igreja dele é que tem sido mais atacada nessas quatro décadas.
É esse tipo de condenação firme da parte de autoridades islâmicas que o mundo está precisando. Os religiosos islâmicos tem a responsabilidade de excluir de forma clara qualquer representatividade dos fundamentalistas em relação a sua religião. Enquanto isso não acontece, o silêncio pode ser visto como cumplicidade. Existe inclusive o risco da falta de confiança das populações dos países ocidentais se estender a toda a comunidade islâmica. A condição de multidões de imigrantes muçulmanos que vivem hoje na Europa pode ficar muito difícil com esta situação criada pelo terror islâmico.
Para evitar o sofrimento de inocentes caberia aos religiosos islâmicos com espírito democrático fazer com firmeza a divisão entre a minoria terrorista do joio e as multidões pacíficas do trigo. A tolerância dos católicos mostra que é possível a religião conviver de forma equilibrada com a liberdade de expressão, independente de divergências inconciliáveis e do desagrado com sátiras pesadas como esta capa do abusado Cabu.
.......................
POR José Pires
Nenhum comentário:
Postar um comentário