Por não ter o fanatismo dos engajados, quem é oposição sempre age com mais decência em qualquer situação. E não é uma questão de deixar de chutar cachorro morto, não. Apesar da nítida fraqueza revelada pela foto aérea da posse da presidente Dilma Rousseff, o PT ainda tem o poder e por isso precisa ser vigiado de perto até que cumpra sua sina de virar um partido nanico. Mesmo com todo o esforço para mostrar vigor da militância durante a posse deste segundo mandato de Dilma e quarto deste triste período político brasileiro, o PT conseguiu juntar apenas este público mixuruca que se vê na imagem. Não conseguiram atrair claque numerosa nem com ônibus fretados, alimentação de graça e sabe-se lá que outros tipos de mimos.
Já faz tempo que a militância deles vem minguando e as pesadas decepções mais recentes devem ter aniquilado qualquer adesão espontânea. A estratégia de centrar o projeto petista na reeleição da sucessora de Lula demoliu o partido país afora. O estrago será ainda maior nas próximas eleições municipais, pois a ambição desmedida foi esmagando os diretórios locais, sem o qual partido algum se mantém fortalecido. No Congresso Nacional a situação do PT só vem piorando a cada eleição. O partido não conseguiu eleger nenhum deputado federal em seis estados: Amazonas, Pernambuco, Roraima, Rondônia, Tocantins e Rio Grande do Norte. E mesmo assim, apenas com um deputado nos dois primeiros. O PT perdeu 16 cadeiras na Câmara, de 86 nas eleições passadas para 70 nesta.
Já em São Paulo, onde não conseguem nem fazer manifestação de rua, o PT perdeu seis cadeiras na Câmara Federal, passando de 16 para 10 deputados federais. E isso acontece no estado onde surgiu o partido. E é preciso lembrar que em todo o país não faltou dinheiro para as candidaturas petistas. Foram campanhas muito caras, sem um resultado equivalente. E ainda tem muito para se furar neste poço. Teria de haver um grande milagre político para que o partido obtenha um bom rendimento nas eleições municipais e saia fortalecido para emplacar mais um presidente ou ao menos aumentar sua representação federal dentro de quatro anos. E tudo indica que os tempos à frente serão bastante difíceis, muito mais complicados do que os anos que se passaram sem que Dilma e o partido mostrassem capacidade de governar.
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POR José Pires
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