
Agora ele veio com esta conversa de que levou uma "bolsada de Louis Vuitton" da senadora Marta Suplicy. Todos sabem que não me guio pelo politicamente correto, mas aí é tentiva de fugir do assunto com gracinhas. É preconceito tolo e sem graça. Ainda que a bolsa citada seja cara, o que o ministro está fazendo é tentar diminuir Marta em razão de um hábito que é de todo o mulherio. Sabe aquele negócio do machão fugir da conversa dizendo que levou uma bolsada da mulher que trouxe um assunto que o incomoda? Foi isso que fez o ministro da Cultura escolhido por Dilma Rousseff.
Quando era braço-direito do então ministro Gilberto Gil, esse sujeito já havia feito uma grosseria de um nível parecido com o grande poeta Ferreira Gullar. Na época, Gullar publicou na "Folha de S. Paulo" um artigo bem fundamentado com críticas ao ministério e Ferreira saiu à público com xingamentos. Disse que Gullar é "stalinista", algo que o poeta nunca foi. Gullar é inclusive um dos poucos ex-comunistas que faz uma crítica firme à postura histórica da esquerda brasileira, inclusive dos comunistas e seus inumeráveis crimes nos países em que conquistaram o poder.
Mas o Juca Ferreira é assim. Depois ele virou ministro, quando seu chefe Gilberto Gil largou a pasta e foi cuidar melhor do que realmente sabe fazer, a música. Agora, na sua volta, Ferreira mostra que mantém o hábito de usar grosserias para desviar a atenção da opinião pública aquilo realmente interessa. Marta Suplicy foi muito clara sobre o que pensa dele. Ele praticou "desmandos", quando foi ministro da Cultura antes dela. E a senadora já informou que levou as denúncias ao Ministério Público. E vem ele agora com essa conversa de que levou "bolsada de Louis Vuitton". Nada disso, a bolsa é outra. O que houve foi a acusação de que ele meteu a mão na bolsa pública.
.......................POR José Pires
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