
Mas teve a reação de Gilmar Mendes, noticiada nesta sexta-feira. O ministro negou o pedido de desistência dos petistas e ainda levou o caso à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que seja apurado eventual responsabilidade disciplinar do advogado da causa. Na sua decisão, o ministro foi claro sobre o desrespeito à Corte, classificando a manobra como "tentativa de fraude à distribuição processual". Segundo ele, “Ninguém pode escolher seu juiz de acordo com sua conveniência”. Esta não é a primeira vez que o PT recebe de volta de Gilmar Mendes um bom revide às suas costumeiras tentativas de embaralhar o debate político, o que fazem inclusive dentro dos tribunais. Todo mundo sabe que muita coisa que fizeram na forma jurídica durante o julgamento do mensalão eram apenas suportes para que a máquina de comunicacão e propaganda petista aproveitasse o fato.
Por sinal, durante este histórico julgamento Gilmar Mendes deu um exemplar chega-pra-lá no próprio Lula, ainda como presidente da República, quando em entrevista revelou uma visita secreta do chefe petista ao seu escritório, onde ele tentou chantageá-lo, pressionando em favor dos mensaleiros da cúpula do PT, que foram depois condenados à prisão por corrupção. Lula deve ter ouvido umas boas nesse dia. Na época, a denúncia foi importante para conter os arroubos petistas. E essa atitude de agora do ministro vem em boa hora, pois com esta derrocada petista existe sempre a tentação de alguma aprontação. Dessa forma, já estão avisados e no popular: não vem que não tem. Ou melhor, com o Gilmar Mendes tem.
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POR José Pires
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