
Mas sigamos na demonstração da idiotice de mais esta hipocrisia governista. Os brasileiros não poderiam fazer absolutamente nada em defesa da ética e da democracia se fossem depender de um presidente digno na Câmara Federal. O processo eleitoral brasileiro é precário no aspecto representativo e o que é feito depois nos bastidores do Congresso Nacional é ainda pior. Por isso, os presidentes da Câmara sempre foram muito ruins, péssimos mesmo, agindo na condução do Legislativo como mero instrumento do Executivo. A lista de cafajestes é triste. Fiquemos apenas neste periodo petista, desde a subida de Lula ao poder em 2002: Pela ordem, Efraim Morais (PFL), Severino Cavalcanti (PP), João Paulo Cunha (PT), Aldo Rabelo PCdoB), Arlindo Chinaglia (PT), Michel Temer (PMDB), Marco Maia (PT), Henrique Alves (PMDB) e finalmente Eduardo Cunha (PMDB).
Note que na lista de presidentes todos são ligados ao esquema de poder do PT, condição abjeta em que estava o próprio deputado Eduardo Cunha até há bem pouco tempo. E são referências exemplares da qualidade desta lista dois nomes muito próximos até afetivamente do poder petista. São os ex-deputados Severino Cavalcanti e João Paulo Cunha, o primeiro foi retirado à força da presidência da Câmara por corrupção — mas defendido em palanque até agora pelo ex-presidente Lula e jamais atacado pelo PT — e o segundo foi um dos chefes do esquema político do mensalão, tendo sido da cúpula do PT e íntimo de Lula, José Dirceu e outros maiorais petistas. Como todos sabem, ele foi condenado pelo STF e preso por corrupção. Como se vê, para poder atuar pela ética no Brasil só resta a opção de se fixar no papel institucional do presidente da Câmara Federal, que é o que está sendo feito agora com este impeachment.
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POR José Pires
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