Entre as acusações graves que faz na entrevista à Veja, Tuma Júnior diz que o então sindicalista Lula era informante da ditadura militar. Palavras do delegado: "Não considero uma acusação. Quero deixar isso bem claro. [...] 0 que conto no livro é o que vivi no Dops. Eu era investigador subordinado ao meu pai e vivi tudo isso. Eu e o Lula vivemos juntos esse momento. Ninguém me contou. Eu vi o Lula dormir no sofá da sala do meu pai. Presenciei tudo. {...} 0 Lula era informante do meu pai no Dops".
Na entrevista, o delegado diz também que quando ocupava a função de secretário Nacional de Justiça (foi exonerado em junho de 2010) sofreu pressão vinda de Brasília para divulgar dossiês apócrifos contra os tucanos. Quem o pressionou foi Tarso Genro, na época ministro da Justiça. Segundo ele, a Casa Civil também forçava a divulgação dos documentos falsos. A ministra era Dilma Rousseff.
Tuma Júnior conta ainda que militantes do PT estão envolvidos no assassinato do ex-prefeito Celso Daniel. "Aquilo foi um crime de encomenda. Não tenho nenhuma dúvida", diz ele, acrescentando que a intenção era apenas sequestrar o petista, que na época era coordenador da campanha de Lula para presidente, mas acabou acontecendo o homicídio.
O que sai na Veja desta semana já é suficiente para embrulhar o estômago dos petistas, porém isso não é tudo o que o delegado federal tem para contar. Ele já tem pronto o livro "Assassinato de Reputações – Um Crime de Estado", que traz um longo depoimento dado ao jornalista Cláudio Tognolli. O livro deve ser lançado nos próximos dias. Outra informação antecipada é que além da espionagem feita em telefones e no computador de Gilmar Mendes, outros ministros do STF também sofreram espionagem de delegados da Polícia Federal.
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Por José Pires
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