
De lá pra cá não teve nenhum trabalho do ministério da Justiça para mudar o padrão medieval das cadeias brasileiras, até porque o ministro Cardozo continuou na defesa dos mensaleiros e também esteve ocupado em ataques políticos aos tucanos. As cadeias estão na mesma. O péssimo tratamento dado aos presos em nosso país é um daqueles horrores que já é visto como normalidade. É uma perversão praticamente oficializada e até é vista por muitos brasileiros como um castigo merecido para quem vai preso. Esta reação é uma óbvia confusão causada pelo terror da insegurança brasileira e quem pensa dessa forma nem se apercebe que além de ser uma desumanidade, tratar preso com crueldade e descaso não resolve o problema da segurança. Ao contrário, piora bastante.
Na oposição, os petistas aporrinhavam bastante com a situação violenta do país. E isso numa época que era até suave perto do que passamos hoje. Mas agora no poder o partido seguiu sua linha programática de esquecer o assunto. A insegurança dos brasileiros e a violência cotidiana só cresceu nos três mandatos seguidos do PT. Muitos são os dramas humanos causados pela violência, com famílias destruídas e o medo instalado até em cidades pequenas. Não deve existir ninguém hoje em dia que não tenha por perto uma história de horror. O medo obriga até a um toque de recolher oficioso em todo o Brasil. Tem que ter muita coragem para andar nas ruas brasileiras depois que o sol se põe.
O domínio do tráfico vai avançando e o das milícias paramilitares também. Nesta década de governo petista as drogas se espalharam por nossas cidades. Até o crack já é de uso comum. Uma pesquisa da Fundação Osvaldo Cruz mostra que nas capitais brasileiras cerca de 370 mil pessoas consomem regularmente esta perigosa droga. É um espanto a quantidade de mortes violentas. No ano passado a taxa de homicídios foi para 50 mil. E junto com este número veio outro espantoso: mais de 50 mil estupros.
Esta quantia escandalosa de estupros vem inclusive desmentir a retórica fraudulenta que trouxe a questão de gênero para a política, como se o fato de ser mulher desse ao dirigente público mais sensibilidade a determinados assuntos. É outra lorota de patifes da política. A presidente Dilma Rousseff ficou caladinha em relação ao número absurdo de estupros. A militância feminina de esquerda também não toca no assunto e muito menos cobra solução de seus companheiros no poder. A indignação seletiva não têm ouvidos nem para os gritos de socorro das mulheres brasileiras.
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Por José Pires
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