Os estudantes brasileiros vão mal nas três áreas do conhecimento avaliadas: leitura, matemática e ciência. A divulgação do relatório teve um lance patético com a comemoração do resultado pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Do que ele está gostando? Ele está achando bacana o fato do país ter elevado sua média em 33,7 pontos de 2000 a 2012. Pela lógica dele “nós fomos o país em que mais os estudantes evoluíram neste década”. O raciocínio já aponta a forma que vão usar para esconder o péssimo resultado. Não vamos deixar de ser o primeiro entre os últimos, mas tudo será muito bem embalado com jingles e cenas pra lá de animadas.
O ministro tenta lograr a platéia com sofismas, o que não é novidade alguma neste governo. Por exemplo, o Brasil foi o país que teve a maior evolução em matemática nos últimos anos, porém teve esta performance ocupando uma das últimas posições. Pela forma de argumentar de Mercadante seria de lamentar que China, Coréia e Finlândia não avançaram nas provas. Só que os três país estão estacionados nos primeiros lugares.
Não seria melhor encarar com realismo o mau resultado e deixar claro para os brasileiros que o país precisa se empenhar mais? Sem dúvida, uma atitude assim permitiria a esperança de que é possível encarar o problema, corrigir erros e melhorar a nossa educação. Mas isso é muito difícil de acontecer num país que vive eternamente em clima eleitoral, com autoridades que em vez de assumir suas responsabilidade preferem esconder maus resultados e forjar uma realidade para faturar em imagem e se manter no poder.
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Por José Pires
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