
O juiz Moro deixou bem explicado do ponto de vista jurídico a legalidade dos grampos telefônicos e da quebra de sigilo que permitiu que os brasileiros soubessem mais um pouco sobre o caráter de Lula e seus companheiros. Em nota, o juiz esclareceu que isso ajudará não só na ampla defesa dos investigados como também no escrutínio público, ou melhor, no direito que todo cidadão tem de xeretar a atuação da administração pública e da própria Justiça criminal. Moro escreveu algo que eu gostei: "A democracia em uma sociedade livre exige que os governados saibam o que fazem os governantes". Boa essa, não? Quando eram da oposição os petistas adoravam coisas assim. Nesses tempos, aliás, eles gostavam tanto de xeretar que faziam isso até na ilegalidade, usando seus sindicatos. Mas disso nunca fui a favor.
O juiz Moro deixa também muito claro que mantém-se o "sigilo absoluto" em relação a diálogos de conteúdo pessoal e neste caso Lula deveria agradecer muito que este juiz não seja uma das figuras que petistas costumam encaixar em cargos estratégicos. É o pessoal deles, que de dentro da máquina pública maquinam cada barbaridade que só petista mesmo.
Na Lava Jato já apareceu até cartão de visita da Rosemary Noronha, encontrado numa busca da Polícia Federal nos guardados do Lula. Lembram dela, a Rose? Tem até o número de um telefone escrito à mão. Vá saber por que Lula tinha esse cartão. Mas isso não é pessoal, apesar deles terem sido amantes e ela ter sido do Gabinete Pessoal. O que interessa é que esta senhora está respondendo a processos, por sinal em cargo no qual ela foi nomeada por ele e depois mantida a mando dele.
Não nos interessa nada que não seja estritamente no âmbito das investigações, como bem falou o bravo juiz — bravo nos dois sentidos. Porém, não há dúvida de que deve ter muito papo indiscreto do Lula nesses grampos. Como o cara é um falastrão, é provável que existam conversas que podem dar problemas para ele até em casa. Bem, isso quando a polícia encontrar uma casa que seja dele.
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POR José Pires
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