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Ganhando forças.........................
com o azar que tirou
adversários de seu caminho
Lula espalha essa terrível energia negativa. Os fatos demonstram isso, seja no esporte ou na política. Porém, esse fenômeno estranho que emana do chefe petista traz junto uma interessante característica: ele tem sorte com o azar alheio. Sei que isso é muito esotérico, mas vamos aos fatos.
Na carreira de Lula, seu sucesso veio sempre de desgraças que aconteceram na política brasileira. E não estou falando das derrotas dele sobre adversários. São acontecimentos que nada tem a ver com suas ações, mas que acabou favorecendo, e muito, sua sede de poder.
Nem vou falar do que aconteceu na política brasileira com o advento ditadura militar em 64. Foi um período de chão arrasado na política, entre o empresariado e entre os formadores de opinião. Mortes, exílio, pressões de toda ordem, com todo tipo de ação repressora a ditadura brasileira acabou com a qualidade política. É certo que se não houvesse esse violento corte de cabeças seria impossível que uma mediocridade pessoal como Lula ascenderia tão alto. Até para fazer seu papel de songamonga havia muita gente mais habilidosa antes da ditadura chegar.
Vamos deixar de lado também o estrago interno no PT. Ou dá para acreditar que se José Dirceu não tivesse sido triturado Lula teria toda essa força?
Mas depois da ditadura e ao lado do crescimento de Lula - e não só por coincidência - muitos acontecimentos foram contribuindo para que ele acabasse tendo essa importância que assumiu na política brasileira.
Alguém acredita que Lula se elegeria depois do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, em 2002, se em vez de enfrentar José Serra disputasse a eleição com Mario Covas, que viria de dois mandatos no governo de São Paulo com altíssima popularidade? Pois Covas morreu em março de 2001.
Lula e seu PT estariam também muito complicados se Ulysses Guimarães não tivesse morrido num acidente de helicóptero em outubro de 1992. Estava com 76 anos e gozando de boa saúde. Nada indica que o histórico líder do PMDB deixaria Lula reinar da forma que fez nos dois mandatos. Ulysses dominou até um tipo como Sarney, um político matreiro que aliás foi determinante nos dois mandatos de Lula e manda até hoje em setores muito importantes do governo do PT.
O próprio Brizola, já citado, morreu em junho de 2004. Nos últimos anos de vida o líder pedetista já estava desgostoso com Lula. Não queria nada com ele. Se estivesse vivo, dificilmente o PDT seria transformado em suco na aliança inescrupulosa que fortalece Lula e o PT até hoje.
Tem muito mais figuras centrais que desapareceram, criando espaços que favoreceram o petista. Não é muita sorte com o azar alheio? Vou citar só mais duas, mas sem esquecer o ex-prefeito Celso Daniel, que caso não fosse morto também é possível que não facilitasse a atuação de quadrilhas em torno de Lula. Não esqueçamos que tudo indica que ele foi eliminado exatamente por isso.
Mas entre as figuras que não estavam exatamente no centro da nossa política, mas que são de expressiva força, inclusive de personalidade, temos a ex-primeira-dama Ruth Cardoso e Zilda Arns. Ambas poderiam ser um estorvo e tanto para o PT tomar conta da questão do conceito de assistência social, um fator que foi essencial para a vitória de Dilma. Pois Ruth Cardoso morreu antes da eleição, de problemas de coração. Zilda Arns morreu no terremoto do Haiti, a menos de um ano da eleição.
Sei que já é o bastante para embasar esta tese que, ainda que esotérica, me parece ter condições práticas para sua aceitação. Mas agora, há dois dias tivemos uma má-notícia que certamente é excelente para Lula e seu PT. O Congresso Nacional está precisando como nunca de gente honesta, mas, mais que isso, de políticos que atuem de forma objetiva para ao menos conter a bandidagem que toma conta da República. Um que tem feito esse papel de forma admirável e em poucos meses de mandato é o ex-presidente e atual senador Itamar Franco, cuja eleição por Minas Gerais tirou inclusive um petista graúdo do Senado.
Pois Itamar, que já tem 81 anos, foi internado no último sábado com leucemia. Que Deus nos ajude — vá lá, aproveitando que estamos mesmo esotéricos — para que esse não seja mais um azar que favoreça Lula e seu PT.
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A foto ao lado está cada vez mais conhecida. É uma daquelas imagens que são um achado como significado da personalidade do retratado. A foto é de Albari Rosa, do jornal paranaense Gazeta do Povo. Vai acabar virando um logotipo do ex-governador e agora senador Roberto Requião se ele não tomar jeito. E Requião não é mesmo de tomar jeito.
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