Eu acho até que Lula falou demais. No plano do marketing, que já começou na marotagem da definição junto com a Fifa de um dia com este número, é mais provável que o planejamento previa esperar o que vai dar neste dia 13 e só então colocar nas ruas o material de campanha ligando a vitória da Seleção Brasileira ao PT. Antecipar algo assim é expor-se a um risco. O problema é que Lula não se aguenta e mais uma vez deu com sua língua presa nos dentes.
Mas se acontecer mesmo do Brasil ser campeão — que vai depender mais do acaso do que de futebol — a maquinação sórdida poderá dar um resultado favorável não só à candidatura de Dilma, como também servirá para abafar as críticas ao governo, especialmente na questão da desorganização e o faturamento escandaloso de empreiteiras com as obras da Copa. Com o time brasileiro vitorioso ficará difícil apontar os problemas deste evento e seus custos financeiros enormes, que terão desdobramentos negativos futuros na nossa economia. Depois dessa Copa não será preciso correr atrás do prejuízo, ele que virá ao nosso encontro. No entanto, a algazarra popular de uma vitória da Seleção Brasileira impedirá que se fale de outra coisa que não seja futebol. E a manipulação dessa euforia pode durar muito tempo, chegando até bem perto da eleição.
Imaginem a escandalosa agitação que não fariam os petistas se num governo do PSDB a Copa do Mundo tivesse um momento muito forte relacionado ao número 45. Essa militância ridícula vê conspiração até em nome de novela. E azucrinaram para forçar o TSE a implicar com a TV Globo no aniversário de 45 anos da emissora. É claro que fariam um escarcéu com algo assim na Copa.
Pois Lula armou essa junto com a Fifa. A partida decisiva será exatamente no dia do número de seu partido. A festa petista da manipulação já deve estar toda pronta, com camisas da seleção com o número 13, cartazes, folhetos, encenações de rua e tantas outras agitações populares inventadas para serem filmadas e usadas na campanha eleitoral. Caso o Brasil seja campeão vão tentar caracterizar isso como obra do governo. O PT preparou uma engambelação política mais sórdida do que a feita pelo governo Médici, na ditadura militar. Mas falta algo neste plano e é aquilo lembrado pelo grande Garrincha, depois de uma preleção em que o técnico disse tudo o que eles iam fazer contra a Rússia, em 1958. Só que desta vez não tem que combinar com os russos. O PT precisa combinar com os alemães e depois com o outro time que estará na final.
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POR José Pires
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Imagem- A candidata do PT, Dilma Rousseff, e Joseph Blatter, presidente da Fifa.
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