A exigência que passou a ser oficial já vinha sendo tomada por várias direções de escolas para por fim ao incômodo do uso do celular em sala de aula, além da interferência contínua que o aparelho causa em qualquer atividade. O El Mundo conta que na Espanha algumas escolas também tomaram a iniciativa de proibir o celular. Numa delas, o Instituto Torres Vicens, proibiu-se o uso durante o recreio para que os alunos falassem entre eles. Acho isso um espanto. Se houver cura para essa doença tecnológica, um dia a humanidade lembrará desse tipo de coisa como a crônica de uma época lamentavelmente insana.
O celular virou um vício que em certas situações incomoda tanto quanto o cigarro. Ainda pode acontecer dos bares indicarem um lugar na rua, entre os fumantes, para o uso do celular. É provável que em muitos botecos todos queiram sair, mas paciência. Pelo menos quando voltarem às mesas talvez conversem entre si. E de qualquer forma, como o problema é recente vale a precaução. Pode ser até que seja descoberto um dia que o efeito nocivo de longo prazo seja tão sério quanto outros vícios, como o tabagismo.
E não estou falando só nos danos nas relações entre as pessoas e na obsessiva atração que o aparelhinho tem sobre a atenção de muita gente. Existem suspeitas sérias de que o uso contínuo possa causar graves danos à saúde, inclusive física. Pelo que já pude observar à minha volta, a dependência com certeza já causa deformação séria na compreensão do que se passa ao redor do usuário e percebem-se danos mentais na capacidade de entendimento dos mais variados assuntos, especialmente nos que são passados pelo celular.
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POR José Pires
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