Myltainho garante que a revista acabou por causa da censura a um cartum meu, mas acometido por uma impressionante amnésia em relação àquele período, não lembro desse episódio. O que me lembro da Repórter Três é que gostava muito da convivência com tantos mestres e ainda mais de Patarra, que era uma pessoa muito afetuosa. Então eu já tinha um pouco mais de idade, 19 anos, e, a não ser do caso do cartum censurado, lembro de tudo o mais; recordo que além de coragem e talento, nele se destacava uma imensa generosidade.
Lembro do miúdo Patarra ocupando todos os espaços: falante, criativo, corajoso. Uma pessoa estimulante, o colega que queremos como amigo. Myltainho, que o conheceu mais do que eu, tem uma definição ótima para ele: "um sujeito elétrico, de um bom senso afiadíssimo, peitudo apesar do físico esquelético".
Leiam sua última entrevista para a ABI, clicando aqui. Até o final Paulo Patarra, estava mesmo “falando” muito. Em quantidade e qualidade.
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POR José Pires
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