segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Cargos nomeados dão excelente suporte partidário

É com esse pessoal que o partido ganha eleições. Tem também o “Mensalão” é verdade. Mas este é apenas um elemento dentro da estratégia de manutenção do poder. Conforme o procurador-geral Antonio Fernando Souza, o “Mensalão” visava “garantir a continuidade do projeto de poder do Partido dos Trabalhadores, mediante a compra de suporte político de outros partidos” e o financiamento eleitoral fora das regras legais.

Não é pouco. E para azar do PT o procurador-geral foi no ponto certo da estratégia do partido para facilitar o jogo eleitoral para o grupo. O “Mensalão” desfavoreceria com êxito qualquer partido que não estivesse do lado do Governo Federal. O jogo democrático estaria totalmente fora de questão.

Mas dentro da estratégia de manutenção do poder outro ponto muito importante é o domínio da esfera federal com pessoal próprio e confiável. Veja bem: apenas ao lado de Lula, o partido tem mais de uma centena de pessoas, com uma imensa estrutura para servi-los. Quanto custaria ao PT para manter algo assim? E ainda tem muito mais pessoal para este trabalho, em várias instituições e poderes pelo País afora.

E imaginem o domínio dessa gente sobre os negócios de Estado. É uma máquina que, além do aspecto meramente eleitoral – que também interessa a eles – tem uma articulação imbatível, com um predomínio sobre a administração pública que estreita muito as chances da sociedade civil em ter eleições realmente livres, democráticas. Com este sistema também não pode haver a mínima abertura para transformações fora do grupo que está no poder.
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POR José Pires

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