sexta-feira, 18 de julho de 2008

The end não vem tão cedo

É extraordinário o interesse do governo Lula neste negócio, não acham? A esses R$ 4,3 bilhões do BB devemos juntar os R$ 2,6 bilhões emprestados pelo BNDES, em uma operação classificada por muitos como especial ou fora da rotina do banco estatal. De qualquer modo, é uma bufunfa danada, muito dinheiro público em um negócio privado e, além do mais, movido o tempo todo por ações governamentais que influíram decisivamente em várias etapas da compra. Para um país onde áreas essenciais sofrem com a falta de verba, é mais estranho ainda tanto empenho. E agora soubemos que muita coisa foi feita até nas sombras, como mostrou a Polícia Federal.

Tem outros ingredientes nesta história. O assunto é longo e é preciso puxar pela memória. Poderíamos lembrar, por exemplo, que um dos interessados no negócio, o empresário Andrade Gutierrez, acionista controlador da Oi, é também dono da empreiteira mineira Andrade Gutierrez, a maior financiadora do PT em 2006, ano da reeleição de Lula, com a doação de R$ 6,4 milhões para o partido. Muitos outros fatos, suspeitos uns, descarados outros, formam a carpintaria dessa peça política e empresarial, que não pára aqui, claro. Tem muito mais pela frente que "Lost".

Falta ainda a assinatura do presidente Lula para o negócio se efetuar e o petista, o Brasil sabe, é um homem cheio de histórias sem pé nem cabeça e nas quais ele deixa de ver muita coisa. A novidade petista da formação do capitalismo de Estado ainda vai render muito.
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POR José Pires

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